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05/05/2017

Quando testei o Jac T5 manual, em maio passado para a edição 196, fiquei bem impressionado com o carro. Design atual, espaçoso, seis anos de garantia, bem equipado e confortável. Ficava, contudo, faltando a transmissão automática, item imprescindível nesta categoria. Surgiu, então, o Jac T5 CVT, cujo teste você acompanha agora.

Custando nesta versão completa Pack 3, R$ 76.990, ele preenche a lacuna que restava e tem a missão de conquistar clientes que desejam um SUV honesto abaixo dos R$ 80 mil.

Externamente, a única diferença em relação ao modelo manual é a inscrição CVT abaixo do T5 no porta malas. Por dentro ganhou um bonito conjunto no console central, onde a manopla do câmbio corre gentilmente por uma grade dentada trazendo opção de modo Sport e trocas manuais simulando até seis marchas, além do botão para saídas em terrenos escorregadios.

O volante ganhou os controles de piloto automático, que ainda pecam por não serem retro iluminados à noite, nem eles e nem os controles do rádio e do bluetooth. O conjunto central em LCD do velocímetro agora informa a posição do câmbio e as trocas

sequenciais de 1 a 6.

Poderiam ter incluído neste painel um relógio e o indicador de temperatura externa, pois só aparecem no rádio ou no ar condicionado quando os mesmos estão ligados. No mais, a forração do teto continua a destoar por ser muito simples, semelhante ao TNT, detalhe que as mulheres não perdoam.

Na cidade

O CVT é uma transmissão continuamente variável, ou seja, não há trocas de marchas.

Nas primeiras arrancadas você sente um leve tranco que, com a adaptação de uso, vai diminuindo. O restante do rodar é macio e traz conforto no trânsito. Aliado ao motor 1.5 16v VVT, com 125/127 CV o conjunto remete a um veículo familiar sem pretensões esportivas.

Na estrada

Com boa vedação, os ruídos aerodinâmicos são minimizados, mas falta um melhor isolamento acústico nas caixas de rodas e entre o motor e a cabine, pois tanto o barulho de rodagem quanto o do motor, este acima de três mil giros, invadem o habitáculo. No modo Drive a 110 km/h, com o piloto automático ligado, é interessante

sentir o CVT trabalhando e ver o conta giros se movimentar a cada aclive, mantendo a velocidade constante.

Na subida de serra mostrou-se ágil: o motor eleva o giro rapidamente quando solicitado e os controles de estabilidade e tração transmitem uma agradável sensação

de segurança.

No trecho misto, cidade/estrada, foram percorridos 430 km e, desta vez abastecido com gasolina, a média foi de 10 km/l. Neste quesito eu esperava mais, visto que no último teste fizemos 9,5 km/l utilizando etanol. O veículo foi cedido pela JAC Motors.

Carlos Fernando Schrappe Borges

Publicado no Aeroporto Jornal – maio/2017

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