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07/08/2020

Um projeto piloto para a criação de zonas de segurança turística foi tema de reunião realizada por videoconferência ontem (6 de agosto), entre a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O objetivo da proposta, a ser desenvolvida também com o Ministério do Turismo e Ministério da Infraestrutura, é implementar ações que fortaleçam a imagem de que o Brasil é um país seguro para receber viajantes internacionais, além de endurecer as punições para crimes contra turistas.

“Temos um potencial que poucos países têm. A própria Organização Mundial do Turismo reconhece que o Brasil é o país com o maior potencial de crescimento em número de turistas no mundo. Exemplo disso é que, antes da pandemia do Coronavírus, apenas 10% das buscas no Google eram por turismo de natureza, agora já são 54% das buscas para esta modalidade, uma realidade que nos ajuda e muito, principalmente se pudermos diminuir a percepção de que o Brasil é um país violento”, indicou o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto.

Durante a participação da Embratur em feiras e eventos em 2019, o presidente da Embratur notou que notícias distorcidas sobre a situação da Segurança Pública do Brasil causavam temor nos turistas internacionais. “Em uma feira no Japão vimos que países mais violentos do que o Brasil, como o México, com mais recursos de divulgação também, impunham que tinham mais segurança e mais recursos naturais, o que não é verdade… Em Portugal, vimos que o programa de televisão brasileiro mais assistido é um que apresenta os casos de violência mais sangrentos. Isso não favorece o nosso turismo e precisamos divulgar dados positivos, inclusive com punições exemplares para criminosos”, disse.

Punição

Para buscar amenizar esta realidade, a Embratur firmou um Termo de Cooperação com o Ministério do Turismo e o Ministério da Justiça em fevereiro de 2020, com vistas a ajudar na melhoria da Segurança Pública, especificamente nos destinos mais procurados para o Turismo. “Vemos rodar no exterior notícias de problemas. Por isso, precisamos começar a criar zonas de segurança nos principais destinos, como Manaus, Recife, Salvador, Maceió, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Foz do Iguaçu, Florianópolis, entre outros”, indicou. “Precisamos divulgar que há punição dura para turismo sexual, tráfico de drogas e fazer com que o crime contra o turista seja um crime hediondo”, defendeu Gilson Machado Neto.

O diretor de Marketing da Embratur, Osvaldo Matos, pontuou que a Agência se coloca à disposição para ajudar a buscar recursos para garantir diferenciação e qualificação para as forças de segurança no Brasil, fator importante para que o turista estrangeiro sinta-se seguro para optar pelos destinos brasileiros. “Alterar os uniformes de determinadas guardas municipais, fazer campanhas para que o turista de família, de negócios, cruzeiristas, os bons turistas possam saber que estão em zonas seguras para o Turismo, com pessoal treinado e bilíngue para dar informações. Isso é muito importante para aumentarmos o número de turistas internacionais”, salientou.

Representando o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, o secretário Executivo, Tércio Tokano, o secretário Nacional de Segurança Pública, Carlos Paim, e o diretor de Políticas de Segurança Pública, Marcelo Moreno, indicaram que a pasta concorda integralmente com a necessidade de implantação deste projeto piloto para a criação de zonas de segurança turística. “Faremos novas reuniões e manteremos contato para operacionalizar isso, pois estamos de pleno acordo com a necessidade do projeto”, disse Tércio Tokano, indicando novas agendas com a Embratur sobre o tema.

Pela Embratur, participaram também da videoconferência o gerente internacional de Projetos Especiais, Rodolfo Nogueira, que será o coordenador deste projeto pela Agência; o gerente de Publicidade, Propaganda e Marketing Digital, Silvio Nascimento e o coordenador de Inteligência Competitiva e Mercadológica, Gentil Venâncio.

Fonte: Embratur

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