AUTOR

TEMPO DE LEITURA

2.7 min

PUBLICADO EM

05/08/2020

Um turista austríaco de 50 anos danificou uma escultura dentro do Museu Gypsotheca Antonio Canova (foto que abre a matéria), em Possagno, na província de Treviso, na Itália, ao tirar uma foto com a obra “Paolina Borghese”, do artista que dá nome ao local.

O incidente ocorreu no último sábado (1º de agosto) e os policiais conseguiram fazer a identificação hoje (4) depois de uma reconstituição minuto a minuto do que aconteceu.

As cenas mostram que o homem sentou na base da obra e chegou a praticamente se deitar na peça para fazer pose para a foto, que foi tirada por uma mulher. Ao se levantar, ele perde o equilíbrio e danifica um dos dedos do pé da escultura.

Percebendo o que fez, ele sai sem avisar ninguém do museu.

Os policiais verificaram que o turista estava junto com uma excursão e ligaram para a responsável pelo grupo – que era esposa do acusado. A localização foi possível por causa das novas regras por conta do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que preveem que as visitas só podem ser realizadas mediante agendamento.

Ainda conforme os carabineiros, que transferiram o caso para a Procuradoria local, o casal se comprometeu a pagar os danos.

A “Paolina Borghese” de Canova foi criada entre os anos de 1804 e 1808 e faz parte de uma coleção de peças de arte e artigos pessoais do artista, que tentam dar uma “visão completa” da vida do italiano – que viveu entre os anos de 1757 e 1822. 

Fonte: Ansa

Antonio Canova

Antonio Canova (Possagno1 de novembro de 1757 — Veneza13 de outubro de 1822) foi, segundo a Wikipédia, um desenhistapintorantiquário e arquiteto italiano, mas é mais lembrado como escultor, desenvolvendo uma carreira longa e produtiva. Seu estilo foi fortemente inspirado na arte da Grécia Antiga.

Suas obras foram comparadas por seus contemporâneos com a melhor produção da Antiguidade, e foi tido como o maior escultor europeu desde Bernini, sendo celebrado por toda parte. Sua contribuição para a consolidação da arte neoclássica só se compara à do teórico Johann Joachim Winckelmann e à do pintor Jacques-Louis David, mas não foi insensível à influência do Romantismo.

Não teve discípulos regulares, mas influenciou a escultura de toda a Europa em sua geração, atraindo inclusive artistas dos Estados Unidos, permanecendo como uma referência ao longo de todo o século XIX especialmente entre os escultores do Academismo.

Com a ascensão da estética modernista caiu no esquecimento, mas sua posição prestigiosa foi restabelecida a partir de meados do século XX. Também manteve um continuado interesse na pesquisa arqueológica, foi um colecionador de antiguidades e esforçou-se por evitar que o acervo de arte italiana, antiga ou moderna, fosse disperso por outras coleções do mundo.

Considerado por seus contemporâneos um modelo tanto de excelência artística como de conduta pessoal, desenvolveu importante atividade beneficente e de apoio aos jovens artistas.

Foi Diretor da Accademia di San Luca em Roma e Inspetor-Geral de Antiguidades e Belas Artes dos estados papais, recebeu diversas condecorações e foi nobilitado pelo papa Pio VII com a outorga do título de Marquês de Ischia.

Compartilhe essa história:

COMENTÁRIOS