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05/11/2020

A segunda onda da pandemia na Europa e, talvez, em outros países, pode impedir a recuperação do transporte aéreo. “Nós atingimos um obstáculo na recuperação do setor. A nova onda de surtos da Covid-19, particularmente na Europa e nos Estados Unidos, associada à decisão dos governos de manter medidas de quarentena na ausência de esquemas de teste alinhados globalmente, interrompeu a tendência de reabertura das fronteiras para viagens. Os mercados domésticos estão melhores, mas isso se deve principalmente às melhoras na China e na Rússia. E o tráfego doméstico representa um pouco mais de um terço do tráfego total, então isso não é o suficiente para sustentar uma recuperação geral”, afirma Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo). A Iata representa cerca de 290 companhias aéreas que são responsáveis por 82% do tráfego aéreo global.

Como foi setembro

Em setembro, a Associação informou que a demanda internacional de passageiros caiu 88,8% em relação a setembro de 2019, basicamente sem mudança em relação à queda de 88,5% registrada em agosto. A capacidade despencou 78,9% e a taxa de ocupação diminuiu 38,2 pontos percentuais, atingindo 43,5%. Já a demanda doméstica caiu 43,3% em relação ao ano anterior, um pouco melhor que a queda de 50,7% registrada em agosto. Em relação a 2019, a capacidade encolheu 33,3% e a taxa de ocupação caiu 12,4 pontos percentuais, atingindo 69,9%.

As companhias aéreas da América Latina apresentaram queda de 92,2% na demanda de setembro em relação a setembro de 2019, um pouco melhor que a queda de 93,4% registrada em agosto de 2020 versus agosto de 2019. A capacidade caiu 87,9% e a taxa de ocupação diminuiu 29,3 pontos percentuais, atingindo 53,3%, a maior entre todas as regiões. Foi a segunda maior queda entre as regiões pesquisadas: na Europa foi de 82,5%; África, 88,5%; Oriente Médio, 90,2%; América do Norte, 91,3% e Ásia-Pacífico, 95,8%, sempre comparando setembro de 2020 com setembro de 2019.

O tráfego doméstico do Brasil caiu 55,3% em setembro, uma melhora de 11,7 pontos percentuais em relação a agosto.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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