Com apenas 115 habitantes, sendo quase a metade idosos, o vilarejo medieval de Santo Stefano di Sessanio, no centro da Itália, decidiu apostar em uma prática cada vez mais usual no país para combater o esvaziamento populacional: oferecer casas a preços simbólicos para interessados em repovoar uma cidade que luta contra a extinção.

Divulgado em meados de outubro, o projeto é voltado para pessoas de até 40 anos e que tenham cidadania italiana ou de outro país da União Europeia. Indivíduos com permissão de estadia de longo prazo na Itália também podem participar. Candidatos de cidades italianas com menos de 2 mil habitantes não serão aceitos.

A ideia da Prefeitura é oferecer moradia e até 44 mil euros para quem estiver interessado em abrir um negócio no município. “A situação atual não permite dispor do capital humano necessário para um desenvolvimento sustentável e duradouro do território”, justifica a administração municipal.

Além de residência com aluguel a preço simbólico, a Prefeitura de Santo Stefano di Sessanio pagará 20 mil euros imediatos para a abertura de um negócio e contribuições mensais que podem chegar a 8 mil euros por ano, por um período máximo de três anos.

Esse dinheiro será repassado a fundo perdido. Em troca, o interessado também terá de residir no vilarejo por pelo menos cinco anos. Os setores identificados como prioritários pela Prefeitura são os de turismo, informação, limpeza, manutenção, farmácias e comércio de produtos agroalimentares típicos.

Oferecer casas a preços simbólicos se tornou uma prática comum entre os vilarejos italianos, que são os mais afetados pela tendência de esvaziamento populacional e envelhecimento demográfico que atinge todo o país.

A Itália acumula cinco anos seguidos de queda em sua população e teve em 2019 cerca de 435 mil nascimentos, menor número já registrado pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat). 

Fonte: Ansa

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