Ouro. Como muitos municípios de Minas Gerais, Itabirito, 60 km ao Sul da capital Belo Horizonte, teve sua origem na busca desse metal precioso. O site da Prefeitura conta que “segundo o historiador mineiro Augusto de Lima Júnior, a chegada do Capitão-mor Luiz de Figueiredo Monterroio e de Francisco Homem Del Rey à região do Pico de Itaubyra (atual Pico de Itabirito), em 1709, deu início aos primeiros núcleos fixos de habitantes e a intensificação da extração de ouro no atual distrito-sede de Itabirito. As minas de Cata Branca e Córrego Seco, situadas na localidade de Arêdes, são parte deste período”.
Ano passado, o município completou 100 anos e a cidade integra o Entre Trilhas Sabores e Aromas, roteiro do Circuito do Ouro (Itabirito, Nova Lima, Raposos, Rio Acima, Sabará e Santa Luzia) da Associação Circuito do Ouro que organiza o turismo regionalmente por meio de rotas segmentadas, composto principalmente por atrativos gastronômicos e ecológicos.
Vizinha de Ouro Preto, cidade do roteiro Entre Cenários da História, Itabirito teve início no século 18, como o arraial de Nossa Senhora do Campo de Itaubyra do Rio de Janeiro. A mudança para o município de Itabirito ocorreu em 7 de setembro de 1923.

Itabirito. Foto: Prefeitura Municipal
Atualmente são mais de 50 mil habitantes em Itabirito morando em dois importantes distritos: Acuruí e São Gonçalo do Bação. Além de toda a história da região, o comércio local e as belezas naturais encantam turistas de todo o Brasil.
Os passeios pela cidade podem ser feitos a bordo de uma jardineira colorida, que é destinada para as rotas turísticas e conduzida pelo simpático motorista Taquinho, condutor da Jardinredes.
A rota do Circuito do Ouro sugere conhecer a Mercearia Paraopeba, loja familiar que está na quarta geração. A pequena empresa ainda realiza escambos com os produtores rurais locais e faz a troca de mercadorias dependendo da necessidade de cada produtor. No local, se encontra desde utensílios domésticos como xícaras e pratos, passando por alimentos, até sacolas e objetos de decoração.
Pastel
O município também é muito reconhecido devido ao saboroso pastel de Angu.
Feito com massa de fubá de milho moído, é uma herança culinária da época da escravidão. Um alimento símbolo da resistência do povo escravizado. A iguaria representa a riqueza gastronômica local e a cidade possui, inclusive, a Rota do Pastel de Angu, que faz parte da tematização gastronômica do roteiro Entre Trilhas, no qual os turistas podem conhecer diversas mantenedoras que produzem o famoso pastel.
Um dos principais comércios da região é o Pastel da Nilda, uma senhora simpática que possui uma casa espaçosa onde recebe clientes e turistas. Ali é possível provar sabores como umbigo de banana, romeu e julieta (queijo com goiabada), torresmo com couve, entre outros. E ainda degustar tudo isso com o molho de jabuticaba, produzido na cidade vizinha de Sabará.

Pastel da Nilda. Divulgação
Entrando na região rural da cidade, o Circuito do Ouro indica para os turistas a Rota Jaguara que apresenta diversos empreendimentos e atrações turísticas que estão localizados nesse trajeto. Entre eles está o Catana da Serra, local onde é se pode passar o dia em meio a natureza, visitar belas cachoeiras, comer comida mineira e, para os casais, dormir em um dos chalés que podem ser alugados no local.
A bela região sedia também importantes empreendimentos que movimentam a economia, como a cervejaria Uaimii, a Villa Moura Olival – pousada que possui um olival para a produção de azeite, única plantação de oliveiras próxima à capital mineira.
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Búfalos
É nessa região que está localizado o Recanto dos Búfalos de Acuruí, espaço de uma família de pequenos produtores rurais que criam búfalos e produzem e vendem produtos feitos com leite do animal. Sediado nas margens do Rio das Velhas, o local impressiona pela beleza e pela qualidade dos produtos oferecidos. Atualmente, as visitas são feitas mediante agendamento e, inclusive, servem almoço.

Recanto dos Búfalos de Acuruí. Divulgação
Em Itabirito, está a fazenda Caco de Cuia, local onde pode-se hospedar e acompanhar toda a produção do pastel de angu, a experiência foi batizada pelo Circuito do Ouro como “do milho ao pastel de angu”, ou seja, um contato desde a plantação do milho até a fritura do pastel. Em um cenário cercado de natureza e de confortáveis casas de fazenda é possível desfrutar de boa comida e de uma bela paisagem.
Já no distrito de São Gonçalo do Bação, o visitante pode conhecer, mediante agendamento, a fazenda Olhos D’água, onde é produzida a cachaça que leva o mesmo nome do distrito. No espaço está todo o processo de produção da bebida: desde a plantação da cana de açúcar, passando pela fermentação, alambique, até o estoque em tonéis, que é apresentado de um jeito único pelo senhor Elias. Ao todo, são produzidos entre 6 e 8 mil litros de cachaça nos meses de julho até setembro, pico do açúcar da cana produzido no local. O produto é distribuído nas cidades do entorno de Itabirito e o Mercado Central de Belo Horizonte.
Outro espaço para hospedagem é a fazenda Macanaíba. Ela oferece uma estrutura completa, com piscina, área de lazer, lago com pescaria, área verde e amplas acomodações. No local, o turista pode experimentar outra iguaria: a premiada cachaça Cobiçada e o gin Predillet, produzidos pelos proprietários da fazenda.

Fazenda Macanaíba. Divulgação
Crochê
Já na praça do distrito de São Gonçalo do Bação encontramos uma casa do século 18 que sedia a Memória de Agulha, comércio dedicado ao artesanato, especialmente do crochê. Tradição secular, na lojinha estão a mostra peças como mandalas, colchas e mantas, entre outras. Como a produção é artesanal, a maior parte dos produtos está em exposição e não à venda. Para adquirir uma peça é necessário realizar encomendas.
E, para fechar o passeio, o Bar e Mercearia Expedito, onde há a venda do canudinho com doce de leite caseiro, receita de gerações da família do Seu Expedito, dono do local.

Bar e Mercearia Expedito. Divulgação
O proprietário é um senhor de mais de 80 anos que segue no balcão da venda sediada na praça, próxima à Igreja São Gonçalo do Bação (edificação do século 18 e atrativo histórico do distrito), e atendendo aos clientes e turistas de maneira muito gentil como faz há mais de 50 anos.
Com apoio Assessoria de Imprensa






