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05/10/2016

Não é possível precisar exatamente quando surgiu o primeiro modelo em miniatura de uma locomotiva ou vagão, mas certamente deve ter sido a partir do advento da ferrovia na Europa. Os primeiros trens em pequena escala foram construídos por relojoeiros alemães entre 1850 e 1856, utilizando mecanismos de corda. Daí começou a paixão pelo ferreomodelismo.

Há 48 anos a Frateschi Trens Elétricos de Ribeirão Preto (SP) se dedica a fabricação de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais. A indústria tem o objetivo de preservar a memória ferroviária por meio da prática do ferreomodelismo e também promover a história e a cultura que envolvem as ferrovias de todo o país.

Os produtos da Frateschi se destacam pela precisão dos detalhes originais e pela capacidade de resgatar valores como a interação familiar por meio de uma brincadeira saudável que passa por gerações.

Hobby

Para os pais e filhos que admiram o ferreomodelismo, mas ainda não colecionam a modalidade, o primeiro passo é começar pelo kit Meu Primeiro Trem Elétrico, produzido pela Frateschi e que conta com nove modelos de caixas básicas. Cada uma possui diferentes tipos de locomotivas e vagões. No entanto, todas elas vêm com uma locomotiva, três vagões de carga e/ou passageiros, um metro quadrado de trilhos e um controlador de velocidade e direção.

Segundo Lucas Frateschi, diretor executivo da empresa, para a criança o trem elétrico é um brinquedo e para os adultos um hobby. “O ferreomodelismo proporciona a todos a imaginar e a pensar de forma racional, lógica e intuitiva. Além de integrar toda a família, como pais e filhos, avôs e netos e também amigos. A prática fortalece os laços familiares em momentos simples e de descontração”, destaca.

O hobby agrega conhecimento e aprendizado, já que os admiradores produzem suas coleções baseados em pesquisas históricas das ferrovias. “Alguns colecionadores personalizam suas maquetes com paisagens rurais onde os trens passavam. Outros optam por caracterizar suas cidades e o contato que tiveram com o trem quando criança; e ainda, alguns, se especializam em uma determinada ferrovia como por exemplo a Cia Paulista ou Fepasa”, revela.

As miniaturas de trens elétricos são produzidas em diferentes escalas. Existem diversas bitolas no mundo, sendo que a mais comum é a de 1.453 mm, que dividida por 87, totaliza 16,49mm (16,5mm), na escala HO. A medida é referente à bitola dos trilhos, ou seja, a distância de um trilho ao outro, nessa escala.

Paixão antiga

O advogado Anderson Fabbri Vieira, 45 anos, é apaixonado por trens desde criança, quando ainda morava em Brodowisk (SP), cidade que surgiu por meio de uma estação ferroviária.

As lembranças da ferrovia sempre estiveram em sua memória, mas com o nascimento de seu primeiro filho, Allison, hoje com 11 anos, ressurgiram, após o garoto se encantar pelo ferreomodelismo, em 2007 – ano em que adquiriu o kit Meu Primeiro Trem Elétrico da Frateschi.

Desde então, a coleção só aumentou. Vieira adquiriu locomotivas, vagões e cenários, e decidiu confeccionar a própria maquete (instalada em sua residência), que está quase finalizada. “Na verdade, uma maquete nunca fica pronta. Nela, eu e meus filhos Allison e Allan nos divertimos por horas e horas”, comenta.

“Sempre havia pensado que o ferreomodelismo seria um hobby caro, por isso, no começo, não tive muito interesse. Depois da primeira aquisição percebi que não era bem assim. Trata-se de uma apaixonante prática, acessível a qualquer um, mesmo porque vai-se adquirindo os itens aos poucos. Compra-se um vagão aqui, uma locomotiva ali e quando vemos temos muitos itens com os quais podemos fazer várias combinações. É só deixar a criatividade chegar”, diz Anderson.

Publicado no Aeroporto Jornal – novembro/2016

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