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05/07/2016

A Citroën foi muito feliz na reestilização do Aircross que, dependendo da versão, torna-se na minivan com o melhor design e custo benefício do mercado. Vejamos porquê. A versão testada pelo Aeroporto Jornal é a Aircross 1.5 Live com dois opcionais:  pintura metálica rouge rubi e central multimídia, que tem o preço sugerido de R$ 62.260,00, podendo chegar a R$ 76.960,00 na versão topo de linha Shine 1.6 automática.

Aconteceram mudanças externas, internas e mecânicas, saindo da extravagância do modelo anterior para o quase discreto.

Motorização

Seu motor flex 1.5 de 93cv aliado ao câmbio de 5 marchas de relações curtas, combinada a direção elétrica, proporciona uma excelente dirigibilidade e economia de combustível. Abastecido com etanol fizemos 8,4 km/l em um percurso misto cidade/estrada de 420 km. A 110 km/h em quinta marcha trabalha em 3.500 rpm, utilizando já nesta faixa de rotação todo o torque de 14,2 Kgfm.

Sua ampla área envidraçada elimina quase todos os pontos cegos e junto com a posição de dirigir elevada tem uma visibilidade invejável.

Possui o tanquinho de partida a frio no cofre do motor que, apesar de funcionar perfeitamente mesmo a zero grau, a versão 1.6 já conta com o sistema de aquecimento direto de combustível.

Pisada de bola a Citroën não ter atualizado também a versão 1.5.

Exterior

A frente traz novos faróis, grade e luzes diurnas de led, as rodas têm novo desenho e vem na cor grafite. Nesta versão urbana note que o carro está sem 0 estepe pendurado na tampa traseira, o que facilita, e muito, o uso do porta-malas no dia a dia.

Ele também não vem com pneus de uso misto, mas por sua vez traz os excelentes Michelin Energy Fuel Saver 195-55-R16.

O estepe está acomodado no piso do porta malas de 403 litros e tem a medida 195-60-R15 o que limita velocidade quando usado, a 80km/h.

Interior

Espaçoso e confortável.

O volante tem ajuste de altura e profundidade, os mostradores em três arcos são retro iluminados com a cor branca e têm fácil leitura, mas o da direita, durante o dia, sofre reflexos.

Os bancos acomodam o corpo muito bem possuindo todos os ajustes, com espumas de ótima densidade e tecido agradável ao toque. O piso tem forração de boa espessura e acabamento. O plástico, porém, predomina no resto do carro. Todo o painel e portas são desse material o que acaba tornando o interior espartano e prejudicando o isolamento acústico. O barulho da ventilação forçada é bem audível desde a posição 1 das cinco disponíveis.

Faltam porta objetos e os que existem não são muito aproveitáveis. Faltam, ainda, nessa versão: uma saída de 12v para o banco traseiro, alarme e apoio de cabeça para o quinto passageiro. Até quando o consumidor vai tolerar estes deslizes básicos? O que contrabalança para o lado positivo, fora o preço, é a central multimídia com tela de 7 polegadas (opcional de R$ 1.400,00).

Seu design se integra perfeitamente ao painel, incorpora comandos satélite para ajustes do rádio e todas as suas demais funções são úteis, complementando inclusive o computador de bordo, mas o GPS é ainda outro opcional.

A unidade testada foi cedida pela concessionária Citroën Boulevard – 

Carlos Fernando Schrappe Borges

Publicado no Aeroporto Jornal – julho/2016

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