O Rei do Cangaço, Virgulino Ferreira da Silva, ficou conhecido para a história como Lampião. Foi um cangaceiro que aterrorizou o sertão do Nordeste brasileiro e morreu aos 40 anos. Sua esposa, Maria Bonita, também entrou para a história. E Poço Redondo, em Sergipe, onde começa a Rota do Cangaço, é o local onde Lampião e seu bando com nove companheiros foram emboscados e, após aprisionados, tiveram cabeças e mãos decepadas.

A Wikipédia registra que “até os 21 anos Virgulino trabalhou como artesão. Era alfabetizado e usava óculos para leitura, características bastante incomuns para a região sertaneja e pobre onde ele morava. Uma das versões a respeito de seu apelido é que sua capacidade de atirar seguidamente, iluminando a noite com seus tiros, fez com que recebesse o apelido de lampião. Sua família travava uma disputa com outras famílias locais, geralmente por limites de terras, até que seu pai foi morto em confronto com a polícia em 1919. Virgulino jurou vingança, e junto de mais dois irmãos, passou a integrar o grupo do cangaceiro Sinhô Pereira. Em 1922 Sinhô Pereira abandonou o cangaço e passou a liderança de seu bando para Lampião. Lampião e seu bando atacaram fazendas e cidades em sete Estados além de praticar roubo de gado, saques, sequestros, assassinatos, torturas, mutilações e estupros. Sua passagem causava terror e indignação nos moradores”.

O caminho até onde aconteceu a morte de Lampião é uma atração nos 700 metros que dura o passeio até a chegada à Grota do Angico, local exato onde ocorreu o fato que marcou o fim do cangaço no Nordeste.

Grota do Angico. Foto: Assembleia Legislativa Sergipe

O turista no percurso depara-se com a caatinga, com suas árvores sem folhas e diversos cactos, além de encontrar muitos animais silvestres, como calangos e saguis. Durante a trilha, há formação rochosas, ilhas e praias fluviais. E é num pequeno vale que ficam duas cruzes e uma placa com o nome de Lampião e Maria Bonita, numa homenagem às maiores figuras do cangaço brasileiro.

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A 170 km da capital Aracaju, Poço Redondo, a Capital Sergipana do Cangaço, tem uma coleção de peças históricas no Centro de Produção que um dia fizeram parte do cotidiano do homem do sertão, onde se pode achar facilmente dentre os artigos expostos, o ferro que Maria Bonita utilizava para passar roupas e a máquina de costura do alfaiate Zé de Bela. Também podem ser vistas armas, fotos e artigos pessoais dos cangaceiros que representam um pouco de como vivia o bando mais conhecido da história do cangaço no Brasil.

Todo o acervo encontrado do Centro foi doado por moradores da região.

E no Cangaço Eco Parque, uma completa infraestrutura oferece diversas atividades como ecoturismo, arvorismo, passeio de catamarã e uma trilha ecológica que percorre um caminho até a Grota do Angico.

Com apoio Emsetur

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