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29/09/2020

O Centro Integrado Multiagências (Cimam-MT) informou hoje (29) que o combate aos incêndios florestais no Mato Grosso está concentrado na região sul do Pantanal. Segundo o Centro, nas demais áreas do Estado os focos estão sob controle.

A operação para combate ao incêndio começou há 54 dias e as informações são baseadas no monitoramento feito pelo satélite AQUA-M-T, provido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A região onde o foto está concentrado tem difícil acesso terrestre por estar em mata fechada e o deslocamento das equipes é feito com uso de aeronave. Representam estes pontos a Serra das Araras, Serra de Santa Bárbara, Parque Nacional do Pantanal, Estação Ecológica Taiamã, Parque Estadual Encontro das Águas e Meandros do Araguaia.

“O governo do Estado busca congregar essas ações para que tenhamos mais efetividade nas ações. No mês de setembro, reforçamos as equipes em campo com o apoio da Força Nacional, recursos do governo federal e efetivo do Corpo de Bombeiros. Hoje as equipes estão mais voltadas para à região sul, onde o fogo evoluiu nos últimos dez dias em área de acesso mais restrito. Nos outros biomas e demais regiões do Estado os trabalhos seguem com menor intensidade”, explicou o coordenador adjunto do Ciman, tenente coronel Gledson Bezerra.

Segundo o coordenador ainda não há previsão para que o trabalho termine no Pantanal, pois a expectativa para a precipitação de chuvas é somente para o mês de novembro.

Cerca de vinte dos 43 militares enviados pela Força Nacional estão atuando na área protegida RPPN Estância Dorochê. Há ainda um grupo designado para auxiliar no combate aos focos entre o Pantanal mato-grossense e o Pantanal em sul mato-grossense.

O trabalho em conjunto envolve o combate direto ao fogo, monitoramento, perícia, efetivo de bombeiros, brigadistas, e outro profissionais, aporte para uso e aquisição de equipamentos veículos, aeronaves e resgate de animais silvestres na Transpantaneira. O Sesc Pantanal é um dos parceiros nesta atuação e vem auxiliando no suporte das equipes de combate e também em pesquisas que envolvem o número de espécies de anfíbios, répteis, aves e mamíferos no Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

Fonte: Imprensa do governo do Mato Grosso

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