AUTOR

TEMPO DE LEITURA

1.5 min

PUBLICADO EM

06/10/2020

Pesquisadores italianos descobriram neurônios preservados, intactos, no cérebro vitrificado de uma vítima da erupção do vulcão Vesúvio que devastou as antigas cidades romanas de Pompeia e Herculano em 79 d.C. Na foto que abre a matéria, da Ansa, o sítio arqueológico de Herculano, no sul da Itália.

A descoberta está em um estudo publicado na revista Plos One e que foi realizado por uma equipe multidisciplinar das universidades Federico II, em Nápoles, Roma Tre e Estatal de Milão. O trabalho foi feito em colaboração com o Ceinge, instituto napolitano de biotecnologia avançada, com o Conselho Nacional de Pesquisas (CNR) e com o Parque Arqueológico de Herculano.

“A descoberta de tecido cerebral em restos humanos antigos é um evento insólito, mas o que é extremamente raro é a preservação integral de estruturas neuronais de um sistema nervoso central de 2 mil anos atrás”, disse o antropólogo forense Pier Paolo Petrone, da Universidade de Nápoles Federico II.

O professor de vulcanologia da Universidade de Roma Tre Guido Giordano explicou que os neurônios ficaram intactos graças à vitrificação do cérebro da vítima, o que indica o rápido resfriamento das cinzas expelidas pelo Vesúvio que cobriram Herculano na primeira etapa da erupção.

“Os extraordinários resultados obtidos demonstram a importância dos estudos multidisciplinares”, comentou o diretor do Parque Arqueológico de Herculano, Francesco Sirano. As pesquisas continuarão para tentar reconstruir as diversas fases da erupção, avaliando os tempos de exposição a altas temperaturas e do resfriamento das cinzas.

Quando concluídos, os estudos poderão oferecer parâmetros para a gestão de eventuais emergências na área do Vesúvio. 

Fonte: Ansa

Compartilhe essa história:

COMENTÁRIOS