Sem dúvida alguma, o atrativo turístico do Tocantins mais conhecido no Brasil e no mundo é o Jalapão. Região isolada que possui a menor densidade demográfica brasileira, mas que, desde a década de 90, vem atraindo milhares de turistas, e, hoje, além de ser um dos principais
destinos do país no segmento de ecoturismo, é o principal produto turístico do Estado. Quem ainda não conhece o Jalapão se pergunta: o que esse lugar tem de tão especial? A resposta é simples: uma natureza singular que pode ser encontrada em poucas partes do mundo.

Uma área de grande extensão territorial que apresenta características inerentes aos biomas da caatinga e do cerrado. Se comparada a outras regiões do mundo, apresenta características físicas e visuais que remetem à savana africana e ao deserto do meio-Oeste dos Estados Unidos. Apesar dos aspectos desérticos, o Jalapão surpreendentemente apresenta uma grande riqueza de águas, vários rios e córregos cortam a região e, dado o isolamento do local e as características do solo, as águas apresentam uma cristalinidade em variados tons de verde e azul.

E em meio a tanta riqueza, se escondem as famosas Cachoeira da Velha, da Formiga e da Fumaça, dentre outras que despertam o mesmo encanto em quem tem a oportunidade de conhecê-las. Hoje os turistas têm uma série de opções de lazer, como a prática do rafting (canoagem) no Rio Novo e no Rio Sono, que possuem excelentes corredeiras; da escalada e do rapel, que podem ser praticados em locais específicos, como nas cachoeiras; do treeking, grandes caminhadas em uma expedição; do cross country ou do cicloturismo; do parapente na Serra do Espírito Santo; e do off road, com motos e carros com tração 4×4.

Depois de aproximadamente 40 km de Ponte Alta, cidade conhecida como o Portal do Jalapão, chega o fim do asfalto. Daí para frente, a paisagem começa a mudar e o que se vê são inusitadas dunas em meio ao cerrado. Além da serenidade do lugar, o santuário natural é cercado de atrações que possibilitam o turista conhecer uma região com um cenário repleto de surpresas, como as veredas, a caatinga silenciosa, que, apesar do nome, é preenchida pelos tranquilizantes sons dos pássaros, tudo somado a cachoeiras radiantes, rios de magnitude ímpar e trilhas que passam por trechos selvagens.

A região ainda guarda a simplicidade e a gentileza acolhedora dos remanescentes de quilombos, que moram no lugar a mais de 4 décadas. No vilarejo de Mumbuca, estes moradores nobres na arte de costurar o famoso capim dourado, planta, que só existe nessa região, produzem artesanatos com extrema sabedoria e beleza. O brilho do ouro do capim deixa as bolsas, cintos, pulseiras, bandejas, entre
outros produtos criados de forma artesanal, com uma aparência bastante requintada, entretanto sem perder a originalidade.

Publicado no Aeroporto Jornal – setembro/2010

Jalapão

Undoubtedly, the tourist attraction of Tocantins most known in Brazil and the world is Jalapão. Isolated region that has the lowest
population density in Brazil, but since the `90s, has attracted thousands of tourists, and today, besides being a major destination in the
ecotourism segment of the country, it is also the main tourism product of the State . Who does not know Jalapão may ask -why that place
is so special? The answer is simple: a unique nature that can be found only in few parts of the world. An area of large territory which has
inherent characteristics of biomes of Caatinga and Cerrado. If compared to other world regions, particular physical and visual characteristics
recall the African savannah and the middle-western desert of United States.

Although with desert aspects, Jalapão surprisingly displays a wealth of water, many rivers and streams traverse the region and, given the isolation of the site and soil characteristics, the waters are crystalline in various shades of green and blue. In the midst of such wealth, the famous Old, Smokey and the Ant waterfalls hide amongst others that evoke the same delight in who has the opportunity to find them. Today tourists have a variety of leisure options, such as rafting (kayaking) in the Rio Novo and Rio Sono, with excellent rapids, climbing and rappelling, that can be practiced in specific places such as the waterfalls; trekking, long walks on an expedition; the cross country or bike touring, paragliding in the Espírito Santo Sierra and off road with motorcycles and 4×4 traction cars.

After about 40 miles from Ponte Alta, the city known as the Gateway Jalapão comes the end of the asphalt. From there, the landscape begins to change and unusual dunes amid the Cerrado can be seen. Besides the serenity of the place, the sanctuary is surrounded by attractions that enable the tourist to see a region full of surprises, as the paths, the Caatinga silent, which, despite its name, is populated by the soothing sounds of birds, all plus the radiant waterfalls, rivers of unique magnitude and trails that pass through wild tracks. The region still retains the simplicity and warmth of kindness from the remaining quilombos, who live in the place for over four decades. In the village of Mumbuca, these residents in the noble art of tailoring the famous golden grass, plant, which only exists in this region, produce handicrafts with great wisdom and beauty. The bright gold grass gives bags, belts, bracelets, trays, among other products created by hand, a very refined appearance, though without losing the originality.

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