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19/08/2020

A Itália aplicou multa em dois turistas de 61 e 44 anos que foram denunciados e multados em 450 euros (quase R$ 3 mil) após tentarem escrever seus nomes com uma moeda em um dos pontos turísticos mais famosos de Roma, na Itália, a Fontana di Trevi.

Além de responderem pelo crime, ambos ainda precisarão respeitar uma ordem de distanciamento da obra.

Eles foram pegos em flagrante hoje (19 de agosto) por um agente de patrulha da Polícia Local da capital italiana durante sua ronda de rotina. Os dois, que não tiveram as identidades reveladas, foram levados para a delegacia e foram denunciados por danos ao patrimônio arqueológico, histórico e artístico nacional.

“Agradeço à Polícia de Roma Capital por ter detido dois turistas que tentavam escrever os próprios nomes na Fontana di Trevi. […] Nenhuma tolerância com que deturpa ou danifica os monumentos de Roma”, escreveu a prefeita da cidade, Virginia Raggi, em sua conta no Twitter.

Fonte: Ansa

A fonte

A Fontana di Trevi  é a maior (cerca de 26 metros de altura e 20 metros de largura) e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália e está localizada no rione Trevi, em Roma. A fonte está encostada na fachada do Palazzo Poli.

A fonte situava-se no cruzamento de três estradas (tre vie), marcando o ponto final do Acqua Vergine, um dos mais antigos aquedutos que abasteciam a cidade de Roma. No ano 19 a.C., supostamente ajudados por uma virgem, técnicos romanos localizaram uma fonte de água pura a pouco mais de 22 quilômetros da cidade (cena representada em escultura na própria fonte, atualmente). A água desta fonte foi levada pelo menor aqueduto de Roma, diretamente para os banheiros de Marco Vipsânio Agripa e serviu a cidade por mais de 400 anos.

O “golpe de misericórdia” desferido pelos invasores godos em Roma foi dado com a destruição dos aquedutos, durante as Guerras Góticas. Os romanos durante a Idade Média tinham de abastecer-se da água de poços poluídos, e da pouco límpida água do rio Tibre, que também recebia os esgotos da cidade.

O antigo costume romano de erguer uma bela fonte ao final de um aqueduto que conduzia a água para a cidade foi reavivado no século XV, com o Renascimento. Em 1453, o papa Nicolau II, determinou que fosse consertado o aqueduto de Acqua Vergine, construindo ao seu final um simples receptáculo para receber a água, num projeto feito pelo arquiteto humanista Leon Battista Alberti.

Em 1629, o papa Urbano VIII achou que a velha fonte era insuficientemente dramática e encomendou a Bernini alguns desenhos, mas quando o papa faleceu o projeto foi abandonado. A última contribuição de Bernini foi reposicionar a fonte para o outro lado da praça a fim de que esta ficasse defronte ao Palácio do Quirinal (assim o papa poderia vê-la e admirá-la de sua janela). Ainda que o projeto de Bernini tenha sido abandonado, existem na fonte muitos detalhes de sua idéia original.

Fonte: Wikipédia

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