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05/10/2016

Por décadas, antes que a moda se tornasse indústria dominada por grandes marcas e de economia de escala, vestir-se era um rito com a presença das antigas modistas. Atendendo a domicílio, estas profissionais dominavam a arte do corte e costura. Estilistas, modelistas e conselheiras, conduziam o processo de confecção da roupa tomando medidas, acatando sugestões, desvelando a personalidade e trocando ideias com a cliente, que era cocriadora de peças exclusivas.

A confecção de peças sob medida é, ainda hoje, uma alternativa à compulsão do consumo. É o que se chama, hoje, de slow fashion: moda para ser vivenciada como experiência e criação.

“Boa costureira não tem preço”, afirma a estilista Carolina Nogara, proprietária da Costuraria C. Nogara, em Curitiba. “Seu valor transcende o domínio técnico do corte e costura, se estende à sintonia que a criadora estabelece com as tendências de sua época, cultura local e a personalidade de cada pessoa”, afirma.

Além de estilista, Carolina é costureira. Investe seu olhar na leitura do estilo que as pessoas gostariam de expressar no vestir. É um trabalho personalíssimo, artesanal.

A Costuraria se propõe transformar, com arte, todo o processo de confecção, reparo ou customização de roupas e acessórios, como, também, reciclar e reutilizar materiais, dando nova vida às peças resgatadas do armário.

Carolina defende um conceito de moda individual: peças conformadas às medidas do corpo e gosto de cada um. “Uma saia não é uma simples saia. É a sua saia, tecido, cor, tamanho e caimento que combinam com o seu gosto e, o mais importante, lhe agrada. O que importa é o modo como cada um se afirma no seu estilo”, destaca a estilista.

Alameda Presidente Taunay, 392, Batel, Curitiba – (41)99276-7303

Publicado no Aeroporto Jornal – novembro/2016

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