A obra de Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas”, está completando 70 anos. No livro que coloca o sertão em literatura de alcance mundial traduzido para o inglês, alemão, francês, espanhol e italiano, o romance ultrapassa o regionalismo e se afirma como reflexão profunda sobre a condição humana, seus conflitos, afetos, ambiguidades e escolhas. Para os fãs de literatura e da obra de Guimarães Rosa, acontece entre os dias 20 e 24 de maio uma viagem cultural que vai entrar no universo rosiano unindo livro, paisagem e presença, convidando os participantes a se aproximarem do sertão não apenas como espaço físico, mas como experiência sensível e simbólica. Esta é a quarta edição da viagem e a única saída nesse ano, que leva ao mundo do personagem Riobaldo.
O percurso inclui áreas do Parque Nacional Grande Sertão: Veredas, com acesso por caminhos exclusivos a partir da Pousada Trijunção, que estará reservada apenas para o grupo, e está em um ponto singular do território brasileiro: no encontro entre Goiás, Minas Gerais e Bahia.
Esse cruzamento geográfico, que dá nome ao lugar, funciona como um epicentro simbólico do sertão, onde fronteiras se diluem e o afastamento do cotidiano se transforma em possibilidade de reencontro. Estar ali é, para muitos, uma forma de se aproximar da fonte, do território, das escutas e das experiências que alimentaram a escrita de Guimarães Rosa.

Caminhadas, pausas
A viagem começa em Brasília, não apenas como ponto de partida, mas como um portal simbólico que prepara, por contraste, para o que espera no coração do Cerrado brasileiro.
Já, ao chegar na Pousada Trijunção, o tempo desacelera. Caminhadas, pausas, leituras e conversas se constroem em diálogo com o ambiente natural e com os modos de vida do Cerrado, apresentados também por guias especialistas que revelam camadas da paisagem que não se mostram à primeira vista.

Pousada Trijunção.
O grupo terá a companhia do advogado, professor e escritor Chico Escorsim, que já participou de outra edição do roteiro, e afirma que “o sertão nunca se apresenta da mesma forma, e quem caminha também não. A luz, o clima e o tempo do dia transformam a paisagem, mas a experiência muda sobretudo conforme o estado interior de cada pessoa”.
A viagem é organizada pela NomadRoots e mais informações estão nesse link.
Com apoio P+G Trendmakers






