“Lugares que ainda preservam autenticidade, oferecem experiências verdadeiramente personalizadas e permitem ao viajante vivenciar o luxo com profundidade, longe da massificação”. A frase de Gabriel Leite, da Singular Luxury Travel, é a confirmação de uma tendência no turismo que muitos turistas hoje: viajar para locais não tradicionais, em destinos que ainda não estão com turismo massificado e que ainda preservam sua autenticidade. Gabriel lista cinco destinos que se encaixam nesse perfil de viagem:

Dolomitas

Situadas no Nordeste da Itália, as Dolomitas fazem parte dos impressionantes Alpes Italianos e estendem-se pelas regiões de Trentino-Alto Ádige.

Patrimônio natural protegido, elas são conhecidas por abrigar formações rochosas que mudam de cor com o passar do dia.

Fora das áreas mais fotografadas, é possível encontrar vales discretos que mantêm tradições ladinas, uma rica cultura alpina e uma gastronomia curiosa que mescla influências italianas e austro-húngaras.

Dolomitas, Itália

Dolomitas. Foto: Daniel Sessler/Unplash

“Além das paisagens encantadoras, a região é uma ótima pedida para quem pratica esportes. Durante o inverno europeu, há diversas pistas interligadas e estrutura sólida para a prática do esqui e snowboard. No verão, trilhas técnicas, vias ferratas e ciclismo em rotas desafiadoras entram em destaque. Caminhadas guiadas, almoços em refúgios históricos e spas voltados à recuperação física completam a rotina de montanha, perfeito para quem quer equilíbrio entre desempenho e contemplação”, diz Gabriel.

Eslovênia

Pequena em território, mas diversa em paisagens, a Eslovênia é um destino completo que reúne Alpes, lagos glaciais, vinhedos, cavernas e um curto, porém charmoso, Litoral no Mar Adriático.

Com uma escala compacta de duas horas de travessia entre os Alpes e o Adriático, o roteiro pode ser bem variado, desde manhãs ao redor do Lago Bled a degustações em vinícolas e jantares conduzidos por chefs estrelados que ajudaram a reposicionar a gastronomia local no cenário europeu.

Eslovênia

Eslovênia. Foto: Artem Sapegin/Unplash

Para Gabriel, a Eslovênia é um destino que surpreende pela diversidade em um território compacto, onde natureza preservada, gastronomia autoral e turismo sustentável andam lado a lado: “Podemos dizer que a capital, Liubliana, traduz bem esse espírito do país, com arquitetura charmosa, vida cultural ativa e uma atmosfera jovem que equilibra sofisticação e autenticidade”.

Omã

Por séculos, o Omã foi um dos principais e grandes centros da rota do incenso, conectando a Península Arábica à África e Ásia.

Ao explorar o país, essa herança é percebida através das fortalezas restauradas, arquitetura que evita ostentação e mercados aromáticos.

No Interior do país, cânions impressionantes e o maciço de Jebel Akhdar criam cenários inesperados para a região.

No Litoral, praias pouco exploradas encantam com águas cristalinas, areia clara e formações rochosas que contrastam com o deserto ao fundo.

Grande Mesquita do Sultão Qabus, Muscat, Omã

Grande Mesquita do Sultão Qabus, em Muscat. Foto: Journaway Rundreisen/Unplasch

“Além de reunir autenticidade cultural, paisagens ainda preservadas, destaca Gabriel, o Omã também vem se consolidando na hotelaria de alto padrão com propriedades que combinam arquitetura integrada à paisagem, serviço altamente personalizado e experiências que valorizam a cultura local”.

Montenegro

Montenegro tem surpreendido muitos viajantes que, sem querer, acabam passando por lá.

A Baía de Kotor reúne influência veneziana, igrejas medievais e pequenas vilas que preservam ritmo próprio. Por ali, é comum ver iates cruzando lentamente a baía ao entardecer, enquanto o interior do país revela mosteiros ortodoxos e parques nacionais incríveis, mas ainda pouco visitados.

Montenegro

Montenegro. Foto: Dragisa Braunovi/Unplash

“Em Montenegro, diz Gabriel, hotéis e marinas elevaram o padrão de conforto sem alterar de forma radical a verdadeira essência local. A escolha do endereço é determinante para perceber o país de forma autêntica, indo muito além do verão europeu”.

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Ilhas Faroé

Composto por 18 ilhas vulcânicas, as Ilhas Faroé (foto da capa) são um arquipélago autônomo conhecido por suas paisagens dramáticas, falésias e clima subártico marítimo ao norte da Europa.

Durante boa parte do Século XX, o destino passou um bom tempo isolado devido às condições climáticas severas. Atualmente, seu acesso ainda é controlado, refletindo diretamente na experiência de quem as visita.

“Para visitar esse destino é preciso de uma logística afiada e tolerância à imprevisibilidade do clima. Sua cena gastronômica é voltada para técnicas ancestrais de conservação. No entanto, quem optar em conhecer as Ilhas Faroé vai se deparar com algo difícil de replicar, aquela sensação clara de distância do mundo, algo muito exclusivo e único no mundo”, garante Gabriel.

Com informações da CB PR & Mkt

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