Quando se descobriu ouro no Brasil, Minas Gerais foi uma mina para Portugal. Não se sabe ao certo quanto ouro atravessou o Atlântico. As contas vão de 1 mil a 3 mil toneladas. 1 mil tonelada equivale, hoje, a cerca de R$ 302 milhões. Além de fazer a riqueza de Portugal, o ouro trouxe desenvolvimento ao Brasil daqueles tempos e Minas Gerais teve destaque nesse período. Os números são incertos, mas historiadores estimam que entre 1693 e pouco antes de 1800, a região que abrigou cerca de 500 mil negros escravos, extraiu entre 600 e mil toneladas de ouro. E você pode vivenciar essa história fazendo o Circuito do Ouro.
É inegável o peso histórico da região do ouro para o mundo e, o quanto é fascinante visitar lugares que parecem um verdadeiro túnel do tempo.
A região do Circuito do Ouro, composta por 16 cidades, vai surpreender. Os municípios possuem grande proximidade geográfica, semelhanças históricas e culturais. É tudo muito perto. A cidade mais distante está apenas a cerca de 170 km de Belo Horizonte, a capital mineira.
Para facilitar a circulação, o Circuito é dividido em quatro roteiros:
Serras da Piedade ao Caraça
Saindo de Belo Horizonte pela BR-381, a primeira parada deste roteiro começa em Caeté no Santuário de Nossa Senhora da Piedade. Independente de sua crença ou religião, você vai poder desfrutar de um visual belíssimo e garantir várias fotos. E descendo a serra vai poder visitar a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso e provar o famoso queijão do Morro Vermelho, que na verdade é um doce.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Foto: Facebook
Seguindo para Barão de Cocais você vai conhecer registros da pré-história de 6 mil anos a.C e experimentar as quitandas e a famosa goiabada cascão, patrimônio imaterial da cidade. Em Santa Bárbara pinturas de Mestre Ataíde, o lindo trabalho das Tecelãs de Brumal e conhecer um pouco mais sobre Santo Antonio, padroeiro da cidade. Catas Altas finaliza o roteiro, com charme, tranquilidade, vinho de jabuticaba aos pés da serra e, claro, você também pode visitar o Santuário do Caraça.
Cenários da História
As cidades que compõem o roteiro Entre Cenários da História são Congonhas, Ouro Branco, Ouro Preto e Mariana. Elas abrigam um conjunto de patrimônios impressionantes com igrejas, casas e centros históricos. Essa herança proporciona uma arquitetura espetacular, assim como muita cultura, artes e ofícios tradicionais da região: joias, pinturas e música clássica e barroca.
O acervo histórico presente na região se une às belezas naturais: serras, cachoeiras, fauna e flora. Somado a isso, encontramos uma cultura com experiências e vivências tradicionais singulares, como a construção de esculturas e objetos em pedra-sabão, inclusive, projetos de artistas contemporâneos. O conjunto impressiona.

Centro Histórico de Mariana. Foto: Pedro Vilela/MTur
Unindo as atrações dessas quatro cidades, o roteiro Entre Cenários da História propõe uma viagem diferente de todas as que você já viveu: uma volta ao passado. A proximidade entre elas permitiu a criação de um roteiro com deslocamento fácil e rápido, feito por estrada. Isso o torna ideal para fazê-lo sozinho, em família ou com amigos.
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Trilhas, Sabores e Aromas
Para se surpreender com a gastronomia e desfrutar de passeios junto à natureza, o roteiro é composto por Rio Acima, Itabirito, Nova Lima, Sabará, Raposos e Santa Luzia que oferece experiências únicas.
Nesse roteiro você vai conhecer a produção da queca, uma tradição inglesa mantida em Nova Lima e que ali todos consideram muito mais gostosa que panetone. Uma outra delícia do roteiro é o pastel de angu de Itabirito que você pode harmonizar com molho de jabuticaba de Sabará.

R. D. Pedro II, em Sabará. Foto: Prefeitura Municipal
E para os aventureiros, Rio Acima e Raposos apresentam cachoeiras lindíssimas, cada trecho das trilhas para se chegar a cada uma delas vale muito a pena.
E para fechar o roteiro, uma experiência incrível no Convento de Macaúbas, um lugar onde as religiosas vivem enclausuradas. A estrada que leva até esse espaço de fé é rodeada por uma exuberante natureza, tornando a jornada até lá ainda mais especial.
Ruralidades e Personalidades
Carlos Drummond de Andrade é mineirinho de Itabira. E, por isso, Itabira, sua cidade natal, está repleta de homenagens ao grande poeta. Além do centro histórico que reúne os casarões centenários, os paredões e as ruas com o calçamento da época, Itabira é a sede do Museu de Território Caminhos Drummondianos e do Memorial Carlos Drummond de Andrade.

Estátua de Carlos Drummond. Foto: Acervo Setur-MG/Sergio Mourão
Montanhas, matas, riachos, cachoeiras e outras belezas naturais podem ser encontradas nos distritos de Ipoema e Senhora do Carmo, para onde vão os amantes de esportes radicais e aqueles que querem conhecer mais sobre a história do tropeirismo em Minas.
O roteiro acaba em Nova Era, fundada em 1703 como um arraial. Localizada na bacia do Rio Piracicaba, a cidade se encontra entre a Região do Ouro e do Vale do Aço.
Com apoio Assessoria de Imprensa






