Viajar para o Uruguai é se deliciar com os cortes da carne. Mas o país vizinho também é destino para quem gosta de vinho: são mais de 50 vinícolas divididas em sete regiões. E visitar uma vinícola significa, dependendo da opção do passeio, além de conhecer os vinhos e enólogos, ter refeições harmonizadas e experiências sensoriais. E com um detalhe importante: as visitações podem ser feitas o ano todo.
E o Uruguai dá vantagens para o turista brasileiro: IVA zero em hotelaria e gastronomia pagos com cartão internacional; devolução de IVA no aluguel de carros e tax-free em compras realizadas em lojas credenciadas. Esses e mais benefícios estão nesse link.
A proximidade com o Oceano Atlântico, os solos diversos e o clima temperado promovem personalidade única aos rótulos uruguaios. O destaque do país é a uva Tannat, considerada símbolo nacional e ícone. Além disso, o Uruguai conta com excelentes Albariños, Pinot Noirs e blends de inspiração atlântica.

Foto: Divulgação Ministério do Turismo do Uruguai
Viajar pelo mundo do vinho uruguaio é percorrer paisagens bucólicas, vinhedos à beira-mar, antigas bodegas históricas e projetos contemporâneos que unem arquitetura, gastronomia e hospitalidade.
Entre as principais regiões de enoturismo do país estão Colônia e Carmelo, Montevidéu e Canelones, Punta Del Este e arredores, além de algumas vinícolas espalhadas pelo Interior do país.
Vinhos oceânicos nas regiões de Carmelo e Colônia
No Sudeste, às margens do Rio da Prata, as regiões de Colônia e Carmelo são conhecidas pela produção dos chamados vinhos oceânicos, influenciados pela umidade, pelos ventos e pela proximidade com a água. O resultado: vinhos frescos, elegantes e de perfil gastronômico.
Além das degustações, o visitante pode aproveitar passeios de bicicleta entre vinhedos, almoços harmonizados, piqueniques e visitas a vinícolas históricas, como a Bodega Los Cerros de San Juan (foto da capa), uma das mais antigas do país e com um lindo acervo arquitetônico. Outra dica é a Narbona Wine Lodge que combina vinho, gastronomia, hotelaria e produtos artesanais.

Suíte Sauvignon Blanc na Narbona Wine Lodge.
Montevidéu e Canelones combinam tradição e inovação
Nos arredores da capital uruguaia está concentrada boa parte da produção nacional. É uma região ideal para quem deseja fazer um roteiro completo, como combinar um city tour, passeios culturais e experiências enogastronômicas em um mesmo trajeto.
Entre as vinícolas, uma das mais conhecidas é a Bodega Bouza, referência em enoturismo. Situada a 30 minutos de Montevidéu, tem visitas guiadas, restaurante de alto padrão e uma coleção de carros antigos.
No departamento de Canelones, a cerca de 50 minutos de carro de Montevidéu, fica a Bodega Juanicó, considerada a maior vinícola do Uruguai. Fundada em 1970, pertence à família Deicas, responsável por produzir diferentes vinhos. Ali, é possível fazer um tour guiado, com degustação de queijos e vinhos, e conhecer o processo de produção, com tecnologia avançada. A visita também oferece a opção de almoço com pratos típicos.
TURISMO: Os vinhos de Maldonado
Vinícolas nos arredores de Punta del Este
Localizada a 1h30 de carro de Punta del Este, a Bodega Garzón é um destino completo: tem arquitetura contemporânea, vinhedos orgânicos, restaurante de cozinha autoral e experiências que vão desde degustações técnicas até passeios pelos vinhedos.
Outra dica é a Bodega Oceânica José Inácio, que fica a 35 minutos de distância de Punta del Este, no caminho entre Punta del Este e José Ignácio. Intimista e aconchegante, a vinícola conta com arquitetura moderna e com linda paisagem. Ali, é possível fazer uma visita guiada com degustação, curtir a brisa do mar e se deliciar com vinhos como Merlot, Chardonnay, Pinot Noir e Tannat.
Vinícolas entre Brasil e Uruguai
Em Rivera, na fronteira com o Brasil, duas vinícolas podem entrar no roteiro. A Bodega Cerro Chapeu é uma das mais conhecidas da região e traduz o terroir local, com destaque para o Tannat e outras uvas adaptadas ao clima mais quente. As visitas podem incluir degustações e um passeio pelo processo de produção. Já a Viñas del 636 tem proposta mais intimista, perfeita para quem busca experiências artesanais, contato direto com os produtores e vinhos feitos em pequena escala, cheios de identidade local.

Bodega Cerro Chapeu. Divulgação
Com informações da Aviareps






