Quem se programa para assistir shows no Brasil já sabe: se não entrar no link de compra do ingresso na hora o risco de ver a cota se esgotar é real. Muitos passam horas em uma fila virtual apenas para descobrir que os ingressos esgotaram ou que restam apenas setores com valores exorbitantes tornou-se a rotina dos fãs brasileiros.

E tem mais: com a inflação dos setores premium para compensar a defasagem da meia-entrada e a altíssima demanda por voos domésticos, o custo de viajar para assistir a um grande show no Brasil subiu de forma expressiva.

Relatórios da Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos) e o panorama Mapa dos Festivais/Serasa apontam que a forte concentração de megashows no Sudeste gera uma barreira geográfica cara: mais de um terço dos fãs brasileiros precisa gastar acima de R$ 1 mil apenas com logística nacional.

Uma alternativa? Ver shows no Exterior, pode parecer incrível, mas pode ser mais vantajoso.

Na ponta do lápis, o combo de voo e ingresso premium no Brasil frequentemente empata ou supera os custos de assistir ao mesmo artista em destinos como Nova York, Las Vegas, Lisboa ou Barcelona.

O fechamento anual da Pollstar mostra que o ingresso médio global das 100 maiores turnês fica na casa dos US$ 135 (cerca de R$ 750), o Estudo de Tendências Globais de Viagens da Visa revela que 73% dos brasileiros já planejam viagens internacionais motivados por shows.

Bruno Guarnieri, CRO da Nomad, diz que “além do fator financeiro, a infraestrutura entregue lá fora justifica o planejamento. O transporte público costuma ser integrado aos portões das arenas, garantindo um escoamento fluido e segurança, sem depender de transportes privados de alto custo”. A Nomad permite ao viajante converter seu saldo para dólar ou euro de forma antecipada, facilitando organizar o planejamento para ver um show lá fora.

As grandes turnês no fim de 2026

Muitas produções globais restringem suas rotas ao Hemisfério Norte devido aos altos custos logísticos de transporte de palco. Para quem deseja unir turismo e entretenimento nos próximos meses, o cenário nos Estados Unidos e na Europa está aquecido:

Turnês nos Estados Unidos

  • Harry Styles: O astro britânico domina a agenda de Nova York com a grandiosa turnê Together Together, realizando uma residência histórica de 30 shows no Madison Square Garden, além de datas na Europa para 2027.
  • Metallica: A banda realiza a aguardada residência Life Burns Faster na inovadora arena Sphere, em Las Vegas, com apresentações estendendo-se de 1º de outubro a 7 de novembro.
  • The Chicks: A turnê comemorativa de 20 anos (Taking The Long Way Anniversary Tour) passa por diversas arenas americanas e encerra com três noites consecutivas no Dolby Theatre, em Hollywood, em novembro.
  • Doja Cat: Continua viajando com a sua Ma Vie World Tour com uma intensa agenda norte-americana cobrindo outubro e novembro.
  • Pop e alternativo na Califórnia: O outono americano recebe grandes shows (em arenas como SAP Center e Oakland Arena), incluindo apresentações de The Smashing Pumpkins, Teddy Swims, Tyla, Katseye e Jonas Brothers ao longo de novembro.

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Turnês na Europa

  • Muse: Uma das maiores turnês de rock do período. A banda (foto da capa) se apresenta em arenas gigantes como a Co-op Live (Manchester), The O2 (Londres), Uber Arena (Berlim), Paris La Défense Arena (Paris) e Ziggo Dome (Amsterdã) durante o mês de novembro.
  • Fuerza Regida: O grupo de música regional mexicana leva sua turnê de grande porte ao continente europeu entre 3 de outubro e 3 de novembro.
  • Backstreet Boys e Cat Power: Ambos os artistas têm shows agendados por países como Alemanha, Finlândia, Holanda, França e Suíça ao longo de outubro.

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Com informações da Agência Lema

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