Tomar cuidado em viagem é a regra nº 1 para qualquer turista. Mas quem faz parte de grupo minoritários, a questão da segurança e acolhimento, tem que ser levada em conta no planejamento do passeio. O portal de viagem Asher&Lyric avaliou países e montou o ranking “Os 203 piores (e mais seguros) países para viagens LGBTQ+”. A pesquisa foi realizada há dois anos, em 2023, mas ainda serve de orientação para quem quer fazer as malas e quer só se divertir e relaxar.

O Canadá é o primeiro lugar da lista de destinos mais seguros e acolhedores para a comunidade LGBTQIA+. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalizado, existem proteções constitucionais contra discriminação e criminalização da homofobia como crime de ódio. O país também permite adoção por casais do mesmo sexo e retificação de gênero sem cirurgia. Em Toronto, o bairro Church and Wellesley, conhecido como “The Village”, é o coração da comunidade, com bares, clubes e eventos culturais. Além disso, o Toronto Pride atrai milhões de visitantes anualmente. Em Vancouver, o bairro Davie Village é famoso por seus estabelecimentos voltados para o público LGBTQIA+. Além disso, existem as belezas naturais, como o Stanley Park e as Montanhas North Shore, ideais para trilhas.

Em segundo lugar está a Suécia que é conhecida por sua forte cultura de igualdade e direitos humanos. Desde a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2004, o país oferece proteções constitucionais contra a discriminação e criminaliza a violência contra a população LGBTQIA+. Assim como o Canadá, o país também permite a adoção por casais homossexuais e facilita a retificação de gênero sem comprovação de redesignação cirúrgica. Em Estocolmo, o bairro Södermalm é famoso pela vida noturna, e o Stockholm Pride atrai visitantes de todo o mundo com desfiles, festas e atividades culturais. Localizado na cidade de Gotemburgo, Liseberg é um dos maiores parques de diversões da Europa. Já o bairro Haga, em Solna, encanta por suas ruas de paralelepípedos e cafés.

Completa a lista dos cinco primeiros países, Holanda, Malta e Noruega, onde em Oslo, o bairro Grünerløkka é conhecido por seus cafés, bares e lojas, além do Oslo Pride anual, que celebra a diversidade com desfiles e shows. Em Bergen, os visitantes podem explorar as belezas naturais, museus e galerias de arte locais.

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E o Brasil?

O Brasil ocupa a 33ª posição do ranking. A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a oferta de proteções contra a discriminação contribuem para o resultado positivo entre os 203 destinos avaliados. Além de fatores já mencionados, como as políticas voltadas para proteção de pessoas LGBTQIA+ e a permissão para adoção por casais do mesmo sexo. Contudo, os pontos negativos são a qualidade de vida (avaliada como boa por mais de 51% dos residentes) e a taxa de homicídio de pessoas transgênero que, com a pontuação de 8,3 é a maior da lista.

No Brasil, algumas cidades se destacam como melhores destinos LGBTQIA+ de acordo com o Prêmio Viaja Bi! 2024. A premiação é feita por um júri de especialistas em turismo e viajantes experientes. Eles contribuíram com opinião por terem conhecimento e/ou um olhar específico sobre as tendências no turismo LGBTQIA+.

1º lugar – São Paulo: a maior cidade do Brasil é um verdadeiro polo cultural e gastronômico. A Avenida Paulista é um dos pontos turísticos mais famosos, com seus museus, como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), e eventos ao ar livre. O Parque Ibirapuera é uma ótima opção para quem gosta de natureza e atividades ao ar livre. É possível fazer trilhas, áreas para piquenique e conhecer espaços culturais como o MAM e a Oca;

2º lugar – Rio de Janeiro: conhecida mundialmente por suas praias de Copacabana e Ipanema, o Rio de Janeiro também oferece uma rica vida cultural. O Cristo Redentor e o Pão de Açúcar são atrações que proporcionam vistas de toda a cidade. A Lapa, com seus arcos históricos e vida noturna, é outro ponto alto, assim como o Jardim Botânico, que é um refúgio de tranquilidade em meio à cidade;

3º lugar – Salvador: a capital da Bahia é famosa por seu centro histórico, o Pelourinho, que é Patrimônio Mundial da Unesco. As ruas de paralelepípedos, igrejas coloniais e a rica cultura afro-brasileira fazem de Salvador um destino único. A cidade também é conhecida por suas praias, como Porto da Barra e Itapuã, e pelo Carnaval, que é um dos mais populares e tradicionais do Brasil.

O ranking do portal Asher&Lyric classifica os países com as letras A (os mais receptivos) a F (os piores), e entre os cinco com mais baixa avaliação estão Brunei (203), Arábia Saudita, Nigéria, Kuwait e Malawi (199).

Com apoio Assessoria de Imprensa Hurb

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