Não há dúvidas de que os “Big Benches” tornaram-se parte integrante dos mais belos panoramas da Itália desde a sua criação, há mais de 15 anos.
Voltados para o Lago Iseo, ou situados a mais de mil metros de altitude nos Apeninos, assim como de frente para o Mar Adriático, os gigantes bancos coloridos, que também se aninham entre vinhedos da Toscana ou na paisagem rural de Murgia, entre a Puglia e a Basilicata, estão nos locais mais pitorescos da Itália de norte a sul.
Criado em 2010 pelo designer americano Chris Bangle e sua esposa Catherine em Clavesana, no Piemonte – tornando-se um símbolo da região de Langhe -, o primeiro banco nasceu como um objeto cotidiano capaz de mudar a percepção do mundo: tal como uma criança que ao se sentar, fica com os pés suspensos, diante do enorme universo ao seu redor.

Bancos de Chris Bangle. Foto: Ansa
Esse experimento deu origem ao “Big Bench Community Project“, uma iniciativa sem fins lucrativos que utiliza as instalações como meio de divulgar e impulsionar pequenas comunidades e suas regiões. Hoje existem 477 Big Benches oficiais – com outras 64 em construção – espalhadas por todo o país.
Um roteiro para visitar os bancos gigantes mais espetaculares precisa incluir a zona de Langhe, sobre as colinas de Clavesana, onde vinhedos, casas de campo e montanhas da mais refinada área vinícola do Piemonte oferecem o cenário perfeito para vivenciar o conceito do designer americano: sentar-se, sentir-se novamente criança e contemplar a paisagem sob uma nova perspectiva.
Buscar os Big Benches piemonteses também pode ser um bom incentivo para percorrer a zona entre Barolo, Barbaresco, Alta Langa e Monferrato.
Na Lombardia, um dos monumentos de Bangle mais espetaculares está no vilarejo de Pilzone: para chegar ali é preciso subir em direção a San Fermo; a recompensa é uma vista panorâmica que abrange todo o Lago Iseo e o Monte Isola.
O único banco gigante da Emilia-Romagna está de frente para o Pó, em Boretto. A magia acontece quando o pôr do sol tinge as águas do rio com suas cores.
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Já a cidade de Altino di Montemonaco, nas Marcas, abriga o “banco da fada Sibila”, um Big Bench de cor azul-profundo com vista para os Montes de Laga, Vettore e Sibilla, além do Monte Conero em dias de céu limpo.
Em Gravina in Puglia, província pugliese de Bari, a obra é branca e foi colocada sobre o Belvedere di Dolcecanto, ponto panorâmico com vista para a paisagem rural, localizado dentro do Parque Nacional de Alta Murgia.
Entre as instalações mais recentes no Sul da Itália, destaca-se a de Palmi, na Calábria. Situada ao longo do trecho da costa tirrênica, a região é caracterizada por falésias e enseadas que abraçam o mar.
Ansa






