O que faz uma pessoa, aos 28 anos, tentar nos anos 1980, sair da África e fazer uma travessia pelo mar até o Brasil? Amyr Klink pensou nisso e fez. Essa travessia do Oceano Atlântico Sul feita por ele sozinho num barco a remo, virou filme e Curitiba é a cidade onde acontece a pré-estreia nacional do “100 Dias”, longa-metragem dirigido por Carlos Saldanha. Será amanhã, sábado, 24, com sessão exclusiva para convidados; o filme entra em cartaz 29 de outubro, quinta.
Além da pré-estreia, Amyr estará em Curitiba para uma conversa com a imprensa e convidados promovida pela Nutrimental e Esc. Escola de Escrita no mesmo sábado, só que pela manhã.
Os 100 Dias
A história retratada no filme começou em 10 de junho de 1984, quando Amyr Klink, então com 28 anos, partiu do porto de Lüderitz, na Namíbia, com o objetivo de atravessar sozinho o Atlântico Sul em um barco a remo.
Foram cerca de 3,7 mil milhas náuticas (quase 7 mil km) e 100 dias no mar até a chegada ao Litoral da Bahia. Durante a viagem, Amyr registrou em um diário de bordo os desafios, descobertas, medos e reflexões vivenciados ao longo da travessia. Esses relatos deram origem ao livro “Cem Dias Entre Céu e Mar”, publicado posteriormente e transformado em um dos grandes sucessos da literatura de aventura e navegação no Brasil.
A travessia também marcou o início de uma trajetória que transformaria Amyr Klink em um dos mais conhecidos navegadores brasileiros. Ao longo das décadas seguintes, ele realizou diversas expedições, incluindo viagens à Antártica e a permanência de 642 dias na região, preso no gelo da Baía Dorian, a bordo do veleiro Paratii.
As filmagens da produção, iniciadas em 2024, tiveram como locações as cidades de Paraty (RJ), Santos, Guarujá e São Paulo (SP), onde foram realizadas as tomadas em estúdio. As primeiras imagens divulgadas revelam a dimensão visual e emocional do projeto, que busca transportar o público para a imensidão do oceano e para a experiência de um homem sozinho diante de um dos maiores desafios de sua vida.
O projeto é uma produção do Ventre Studio, com coprodução da Buena Vista International, Boipeba Filmes, Trema Filmes, O2 Post e Total Post. A distribuição é da Buena Vista International, selo da The Walt Disney Company.
‘100 DIAS’ foi produzido com recursos públicos geridos pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), além de apoio do Ministério da Cultura e do Governo do de São Paulo por meio da Lei Paulo Gustavo. A produção conta ainda com patrocínio de Havaianas, Itaú, C6 Bank, BNDES e Honda, além de apoio da Estapar, Nutrimental, RioFilme, Business Finland, Film Tampere Finland e Nex House | Casa de Pedra.
TURISMO: Cabo Verde, a África que fala português
A Nutrimental tem parte importante nessa história porque foi a indústria paranaense que desenvolveu toda a alimentação do navegador na travessia do Atlântico Sul a remo, fornecendo uma dieta especialmente elaborada para o desafio que Amyr teria pela frente. Os alimentos precisavam ser nutritivos e balanceados, deveriam ser leves e não poderiam ocupar muito espaço no barco, dada a escassez de espaço. A solução foi um cardápio de refeições liofilizadas, tecnologia na qual a Nutrimental era referência no país. Os alimentos criados eram práticos, fáceis de preparar e que poderiam ser reidratados com a água do mar. Com isso, além de eliminar a necessidade de um tempero (sal) a bordo, também se pouparia água doce potável, elemento vital que precisava ser bem dosado para não faltar. A parceria bem-sucedida com a Nutrimental foi retomada cinco anos mais tarde durante a expedição de 13 meses na Antártida.
Com informações da Básica Comunicações






