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05/01/2010

O Ministério da Saúde quer ampliar o cadastro de doador de medula no Brasil para amenizar o sofrimento dos pacientes com leucemia. Originado na medula óssea, este câncer diminui a produção de células sanguíneas normais, causa transtornos como anemias, dores de cabeça nos ossos e articulações, prejudica a qualidade de vida e pode levar à morte. Hoje, o Brasil tem o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha.

Instalado no Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula (Redome) ultrapassou a marca de um milhão de pessoas inscritas (1.369.754 doadores), um crescimento de 10.814% em relação a 2001 quando havia 12.550 pessoas registradas. Mesmo com o avanço, os pacientes com leucemia ainda enfrentam dificuldade em encontrar um doador compatível.

Quando não há um parente próximo que possa ser doador de medula, a solução para o transplante é justamente procurar um doador no Redome. Porém, estima-se que, para um milhão de pessoas, há apenas um doador compatível. Atualmente, 979 pacientes estão em busca de um doador compatível no Brasil. “O ideal seria que todos os jovens e adultos fossem doadores, pois aumentaria a chance de quem necessita encontrar um doador o mais rápido possível. A medula óssea recompõe-se em poucos dias e não faz falta para quem doa. A falta de informação é, sem dúvida, o maior obstáculo na luta contra a leucemia”, afirma o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame.

Para se cadastrar no Redome, o doador deve procurar o hemocentro de sua cidade para fazer coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos de idade e que não tenha doença infecciosa transmissível pelo sangue pode se cadastrar. Se for verificada compatibilidade com algum paciente, o doador é, então, convocado a realizar testes confirmatórios e fazer a doação. Além de ser indicado para o tratamento de leucemia, o transplante de medula óssea é utilizado em casos de linfomas e de alguns tipos de anemias.

Publicado no Aeroporto Jornal – janeiro/2010

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