No Oeste da África, a Costa do Marfim exibe uma lista sem fim de atrativos para os turistas, em especial, os brasileiros, que gostam de novas descobertas.
Com a sua genuína cultura africana, o país tem o diferencial de conciliar modernidade e ancestralidade; contemporaneidade e tradição; pragmatismo e misticismo, sendo um destino com capacidade para expandir o número de turistas e também de investidores, haja vista que as possibilidades oferecidas pelo país no setor de viagens, sejam a lazer ou negócios, são muitas.

Festa da máscara sagrada e o mistério da prosperidade. Foto: Wilson De Cola
Visitar a Costa do Marfim é antes de qualquer coisa, voltar-se para si mesmo em um roteiro de história e de autoconhecimento.
Suas atrações culturais, por exemplo, mostram como o seu adorável povo vive com o sistema convencional de leis e também com um sistema de realeza ancestral em várias regiões do país. Neste caso, tanto os políticos tradicionais, quanto os “reis” escolhidos nas aldeias africanas detém e conciliam os poderes na comunidade local.
Formado por nada menos que 60 grupos étnicos, o país tem como idioma oficial o francês e, também, os dialetos locais. Guias de turismo falando inglês e espanhol são comuns e, agora, avança o número de guias que falam português.

Abidjan. Foto: Côte d’Ivoire Tourisme/Facebook
Riqueza e história
De Norte a Sul, a Costa do Marfim revela-se em um mundo de experiências que só elevam o emocional e o conhecimento de quem tem o privilégio de conhecer a linda região.
Os roteiros combinados entre as suas cidades são um convite a uma das mais ricas vivências. O visitante tem a chance de conhecer e desfrutar, por exemplo, do melhor em hospedagem e gastronomia na capital cosmopolita Abidjan, chamada de Manhattan africana, com hotéis de excelência e acesso ao Aeroporto Internacional de Cote D’Ivoire.
Restaurantes, parques, festas populares e muita hospitalidade fazem parte desta cidade tecnológica e muito acolhedora. Em Grand Bassam, outra área geográfica de praia, tem-se a oportunidade de conhecer os resorts e mais sobre a vida cultural da Costa do Marfim.
Já para admirar a maior Catedral do Mundo, a Nossa Senhora da Paz, com um precioso conjunto de vitrais, segue-se para Yamoussoukro, que é a capital administrativa da Costa do Marfim.

Basílica Nossa Senhora da Paz. Foto: Wilson De Cola
Em Korhogo faz-se uma verdadeira imersão pela África-mãe que se revela com celebrações e danças, como a do Poro.
Em Assinie, uma verdadeira riviera de luxo, apenas a 1 hora da capital, desnuda-se um paraíso ensolarado com beach clubes e o encontro mágico entre as águas do mar e da Lagoa Aby
Roteiros combinados
Por estar estrategicamente localizada no Oeste da África e ter retomado há alguns anos a sua economia de forma expressiva, o país se destaca ainda por seu turismo de negócios.
Roteiros combinados entre a Costa do Marfim e o Marrocos são uma excelente opção para turistas que querem otimizar o tempo entre suas reuniões corporativas ou também para aqueles que viajam a lazer e desejam conhecer os dois países em uma única viagem.
Mas há ainda outras inúmeras opções como, por exemplo, conciliar a Costa do Marfim com a África do Sul ou Gana, ou com Portugal, já que a TAP faz voos para o país.

Foto: Wilson De Cola
TURISMO: Essaouira, cultura berbere no Marrocos
Os tipos de turismo na Costa do Marfim
Turismo de agronegócios
A Costa do Marfim é o principal produtor mundial de cacau. Existem plantações lindas e grandes de cacau, além de café, palmeiras (para óleo de palma, borracha) e outras. Neste caso, é possível projetar circuitos de agroturismo que os brasileiros realmente vão se encantar.
Turismo religioso
O país abriga a maior basílica do mundo (Basílica Nossa Senhora da Paz) e como o Brasil tem 70% de cristãos católicos, o circuito religioso para peregrinos do Brasíl é um presente para aqueles que sempre demonstram muito interesse no turismo de fé.
Turismo de negócios
Com bons equipamentos e infraestrutura para congressos, viagens de incentivo, workshops e outros eventos, o país espera pelos brasileiros.
Abidjan, a capital do país, é uma cidade moderna com tecnologia de ponta, com muitos hotéis preparados para eventos e um visual muito bonito. Da mesma maneira que o Brasil é a locomotiva latino americana, a Costa do Marfim é a locomotiva da África Ocidental. Ela possui a maior e mais dinâmica economia da Uemoa (União Econômica e Monetária do Oeste da África) composta por 7 países. Com esse cenário, pode-se-se desenvolver o Turismo de negócios, por exemplo, entre Abidjan, a capital econômica, e Yamoussoukro, a capital política.
Turismo de sol e mar
O país tem 550 km de costa, indo de Sudeste a Sudoeste. Existem circuitos à beira-mar incluindo Assinie, Sassandra, San Pedro e Grand Berebi. Sua beleza e sua infraestrutura permitem dias de descanso e paz, com uma sofisticação natural incrementada pelos resorts, beach clubes, bares e lounges.

Gram Bassan, região de praias e resorts. Foto: Wilson De Cola
Turismo cultural e histórico
A Costa do Marfim conserva toda a história de seus ancestrais, sendo uma imersão cultural na vida dos povos africanos.
A 274 km de Abidjan e ainda no Norte do país, está Korhogo, região que preserva tradições e mistérios e onde a sua viagem ganha contornos impressionantes em história, cultura e costumes.
A quarta maior cidade é certamente uma parada inesquecível para quem deseja conhecer mais sobre a alma e o coração do povo marfinense. A cidade, que tem o seu próprio aeroporto, conta com uma população de cerca de 300 mil pessoas e os atrativos são muitos, como a imersão na vida tradicional do povo Senoufo.
As apresentações musicais de Balaton (com o instrumento xilofone) também emocionam. Em Korhogo, no bairro de Koko, é possível assistir a produção dos artistas locais que criam peças em madeira; ou antigos tecelões que pintam obras sobre tela ou sobre tecido.

Artistas usam técnica milenar. Foto: Wilson De Cola
A mais impactante das apresentações, a performance dançante Boloyé (uma das danças mais antigas da região do Poro, na Savana) também acontece em Korhogo, mais precisamente no bairro de Waraniéné. O espetáculo, ligado ao povo Senoufo, mexe com todos os sentidos e faz uma reverência à transição pela qual passam os meninos (das aldeias locais) para a fase adulta, depois de permanecerem 7 anos na floresta. É uma verdadeira imersão cultural, histórica e geográfica.

Ritual das panteras que evoca a força da natureza para a vida e para a colheita. Foto: Wilson De Cola






