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25/01/2022

Apesar de ser conhecida por suas pistas de esqui e outras atrações de inverno, Bariloche, na Patagônia Argentina, e todo o Parque Nacional Nahuel Huapi também são uma oportunidade belíssima no verão. Essa foi nossa conclusão, após eu e minha família (minha mãe, Vera, e meu irmão, Rodrigo) passarmos a primeira semana do ano, incluindo o ano novo, lá.

A decisão foi após alguma discussão, porque eu desejava algum outro país latino-americano, enquanto minha mãe gostava da ideia de visitar o glacial Perito Moreno e meu irmão preferia a viagem que fosse mais barata. No fim, todos ficamos contentíssimo com a viagem!

Neste período, a estadia conta com diversas opções, com a maioria dos hotéis, hostels e apartamentos para locação permanecendo em operação. Nós, por exemplo, ficamos hospedados em um Airbnb na calle San Martín.

Praia no trajeto 7 lagos.

Um novo olhar

Apesar de um frio e chuvas que os nativos descreveram como “esquisitos” nos primeiros dois dias, no geral o clima local – que é conhecido por neve e frio considerável – estava completamente transformado, com temperaturas frequentemente variando entre 20ºC e 30ºC, possibilitando uma experiência quase praiana à beira do enorme lago que dá nome ao parque.

Por isso mesmo, paisagens que antes eram tomadas pela brancura da neve agora podem ser aproveitadas sob um novo olhar, com flores coloridas, árvores frondosas e insetos e animais ativos.

Passeios como o Cerro Otto e o Cerro Campanario continuam aceitando visitas – e, inclusive, suas bem sortidas confeitarias -, servindo de mirantes para os vales e lagos, agora cheios de cores. Já a visita à base do Cerro El Tronador permite, até mesmo no verão, avistar neve – mesmo que só à distância. Todos os passeios podem ser realizados à própria conta ou combinando horário e transporte com uma das várias agências de turismo locais.

Teleférico no Cerro Otto.

Lagos

Também o Circuito Chico e o passeio pelos sete lagos, passando por Villa la Angostura e San Martín de los Andes, são riquíssimos em paisagens naturais, incluindo bosques, lagos e cachoeiras com áreas de lazer, banho e pesca. Algumas de nossas fotos favoritas foram tiradas neste trajeto.

As duas cidades também contam com bons restaurantes, mesmo que um pouco mais caros que Bariloche, e lojas de artesanatos locais.

Os próprios lagos também têm atrações, com passeios de barco, mergulhos e visitas à ilha Vitória e bosque de Los Arrayanes. Além disso, existem várias trilhas, escaladas e outras oportunidades para aqueles interessados em aventuras ao longo dos lagos ou nas montanhas da região.

A vida local permanece ativa. Os preços na Argentina estão muito convidativos para brasileiros atualmente e, na principal rua turística de Bariloche, a Calle Mitre, diversos cafés, quiosques, restaurantes e lojas de artesanato atendem o público e chocolaterias, como a Rapa Nui, Mamuschka e Del Turista, comercializam vários tipos de chocolate, confitados e tortas saborosos.

Opções veganas

Para refeições, restaurantes ao longo da Calle San Martín, como a Taberna Gallega Breogan – com pratos típicos da Espanha, no geral, e da Galícia em específico – e o La Esquina aceitam pesos argentinos, reais e dólares. Como sou vegetariano, fiquei feliz em saber que quase todos os restaurantes têm ao menos alguma opção vegetariana, e alguns contam também com opções veganas.

Em especial, gostei das saladas do La Alpina e adorei o restaurante vegetariano Ren – ambos na San Martin. Ainda nesta rua, encontram-se os três diferentes estabelecimentos da rede Boliche de Alberto – dois com massas muito saborosas e um com um churrasco argentino que minha família disse ser muitíssimo bem servido.

Já para aqueles que desejam algo simples e confiável, os fast-foods das hamburguerias Mostaza e do quase inescapável McDonald’s ou os surpreendentes waffles da Rudolf são boas opções; e, se o objetivo for pedir algo para aproveitar no apartamento, o restaurante Santana oferece um enorme catálogo de opções e a Punto Empanada tem sabores muito variados – a empanada de gorgonzola e nozes é particularmente saborosa.

Descansando à beira do lago Nahuel Huapi.

Experiência diferente

Na Mitre também é possível encontrar diversas lojas com artesanatos locais e duas feiras próprias para isso – uma no Centro Cívico e outra na esquina entre as calles Francisco Moreno e Villegas. O Centro Cívico também conta com atrações temáticas, de acordo com a temporada, e estruturas históricas.

Não muito longe, a bela catedral Nuestra Señora de Nahuel Huapi conta com uma praça com ótimas vistas do lago. Pessoalmente, eu gostei dos totens baseados na cultura Araucana, distribuídos ao longo da beira do lago.

Como dito, apesar de ser famosa como destino de inverno, Bariloche também é uma experiência maravilhosa no verão e a beleza do Parque Nacional é incrível; uma experiência diferente de muitos dos outros ecossistemas latino-americanos.

Gabriel Bittencourt de Oliveira, advogado, com fotos

Vista do hotel Llao Llao.

Informações turísticas

Bariloche tem a ferramenta “Bariloche Info Virtual” que é uma espécie de assistente virtual que contém dados sobre hospedagem, horários de ônibus, excursões, telefones úteis, pontos turísticos, indicações gastronômicas, mapas e diversas outras informações de serviço aos viajantes.

O “Bariloche Info Virtual” já incorporou mais de quinhentas temáticas que são informadas aos turistas de acordo com o desejo de cada um. Para obter os dados, basta enviar uma mensagem para o WhatsApp do assistente virtual e indicar quais as informações requeridas.

Para ter acesso às informações, basta enviar uma mensagem para o WhatsApp  +54 9 2944579837 (incluindo o +) e seguir as instruções. O índice e o menu estão repletos de dados sobre diversas atividades, pontos turísticos e de gastronomia.

A ferramenta do assistente virtual foi desenvolvida pela Secretaria de Turismo de Bariloche e teve o apoio da Emprotur.

O turista brasileiro ainda tem um site em português, o Visite Bariloche e o Instagram.

Fonte: Assessoria de Imprensa Emprotur/Bariloche

 

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