Turistas que viajam ao Japão terão uma mudança nas regras de reembolso das compras de produtos com direito a tax free. Dia 1º de novembro de 2026, imposto que atualmente pode ser descontado no momento da compra, será pago pelo viajante e posteriormente restituído após a confirmação de saída dos produtos do país.

O fluxo de turistas brasileiros para o Japão mostra um aquecimento: em 2025 mais de 110 mil turistas do Brasil viajaram ao país oriental, cerca de 30% de aumento em relação a 2024, segundo a Japan National Tourism Organization (JNTO). Foi a primeira vez que a marca de 100 mil visitantes anuais foi superada.

Para quem planeja uma viagem ao país, entender o novo funcionamento do benefício é uma forma de organizar melhor também a experiência de compras, que pode ocupar um espaço importante no roteiro.

No Japão, as opções de compras vão muito além dos eletrônicos e incluem cosméticos e produtos de skincare, artigos de papelaria, itens de cultura pop, utensílios de cozinha, artesanato e produtos tradicionais.

Novas regras

Com a mudança, o viajante continuará apresentando o passaporte no momento da compra e deverá atender às condições do programa para ter direito à restituição.

A principal diferença estará no momento em que o benefício será recebido: o turista pagará o valor com o imposto incluído no ato da compra e fará o procedimento de restituição na saída do Japão, nos aeroportos, após a confirmação de que os produtos estão deixando o país.

O novo sistema também traz algumas alterações que podem facilitar a experiência do visitante. Por exemplo, os produtos que vão ser levados para o Brasil não precisarão mais ser mantidos em embalagens lacradas e o prazo para retirar os itens do Japão passará de 30 para 90 dias. Mas atenção, alimentos, bebidas e cosméticos utilizados durante a estadia não poderão entrar no processo de reembolso.

Para utilizar o tax free é necessário adquirir os produtos em estabelecimentos participantes e respeitar as condições estabelecidas pelo programa. Nos principais aeroportos do país – como Narita, Haneda, Kansai, Fukuoka, Naha, Kansai em Chubu – o processo poderá ser realizado pelo Visit Japan Web, ferramenta digital oficial, disponível nas áreas de embarque internacional.

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Compras planejadas 

Para Mami Fumioka, CEO da Quickly Travel, agência especializada em viagens ao Japão e integrante do grupo japonês JTB, conhecer as regras do tax free com antecedência permite que o viajante planeje as compras de acordo com o roteiro e aproveite melhor as diferentes experiências oferecidas pelo destino.

“Percebemos, diz Mami, que os viajantes estão cada vez mais interessados em construir uma viagem que tenha a ver com seus próprios interesses, e as compras entram nessa personalização. Para quem viaja ao Japão, podemos pensar desde lojas de design e artigos tradicionais até uma visita a Akihabara, em Tóquio, para os apaixonados por animes, mangás e cultura pop. Rotas que passam por lojas de cosméticos e produtos de skincare também estão em alta. O viajante já chega em solo japonês pensando no que vai trazer na mala para o Brasil”.

Com informações da Business Factory

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