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05/05/2018

QUEM SE LEMBRA DE QUANDO FOI CRIADO O APLICATIVO WHATSAPP, HÁ QUASE 10 ANOS, VAI RECORDAR QUE NAQUELA ÉPOCA O USÁVAMOS PRINCIPALMENTE PARA TROCAR FOTOS E VÍDEOS COM AMIGOS E FAMILIARES. Acontece que pelas vantagens que ele apresenta em relação a outras ferramentas de comunicação – é gratuito (só precisa de uma conexão com internet), ágil e móvel – rapidamente ultrapassou a barreira da comunicação pessoal, para ser amplamente utilizado pelas empresas.

Segundo pesquisa feita pelo grupo Regus, com mais de 44 mil executivos de diversos países, o WhatsApp já é adotado por 95% dos profissionais. Justamente pelo fato de ser uma ferramenta relativamente nova e por ser oriundo dos nossos círculos pessoais de relacionamento, o seu uso no meio corporativo anda meio confuso e, de certa forma, desgastado.

Todas as vezes que sou contratada por uma empresa para dar treinamento sobre comportamento e postural profissional, esse é um tema muito demandado, e tem sempre um participante que diz algo como: “Eu preciso gravar o que você está falando, para mostrar para todos os meus colegas que não estão aqui, porque já estou cansado disso”.

Alguns cuidados sobre a utilização no meio corporativo:

Antes de tudo, é sempre bom lembrar que, como toda forma de comunicação escrita, merece nosso cuidado e atenção. O ideal é tentarmos manter o nível de formalidade com que escreveríamos um e-mail para essa pessoa (avalie bem o uso de abreviações e emoticons), e se
for a primeira vez que você a contata, lembre-se de se apresentar primeiro.

Assim como na vida real, o horário de descanso das pessoas precisa ser preservado ao máximo, por isso fazer contato fora do expediente deve ser restrito a algumas situações específicas e bem pontuais.

E atenção: apesar de ser um aplicativo de mensagens instantâneas, não espere respostas instantâneas! Ninguém é obrigado a responder mensagens assim que ler, portanto, nada de ficar cobrando respostas só porque viu confirmação de leitura. Isso é um atestado de ansiedade e falta respeito.

Lembre-se que a outra pessoa realiza inúmeras outras atividades no dia. Se o assunto for urgente, certamente essa não é a forma de interação mais adequada para o momento.

Quem aqui já teve vontade sair de algum (ou vários) grupos?

Pois é. A ideia do grupo é incrível, já que possibilita a interação simultânea com várias pessoas ligadas a um mesmo projeto ou departamento. O problema é a forma como as pessoas estão utilizando.

A minha primeira sugestão é que, quando você for convidado a participar de um novo grupo, procure saber exatamente qual o objetivo. Assim, você saberá se faz sentido participar e não corre o risco de se desviar do assunto. Só escreva o que for de interesse comum a todos e que estiver relacionado ao tema do grupo e faça da forma mais sucinta possível.

Por último, mas não menos importante: correntes, piadinhas, orações e mensagens motivacionais não combinam com comunicação profissional. Ninguém merece abrir o aplicativo e ter centenas de mensagens sobre banalidades. Isso na maioria das vezes só irrita e prejudica a produtividade das pessoas.

Não esqueça que a forma como você se comunica com as pessoas impacta diretamente na forma como você é percebido, na sua marca pessoal.

Em algum momento, você irá se acostumar a ver mais suas partes positivas.

Karla Giacomet, consultora de Imagem

Publicada na Now Boarding – maio/2018

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