Um marco histórico foi escrito na paisagem de Barcelona na manhã da sexta, 20 de fevereiro de 2026: a Basílica da Sagrada Família alcançou sua altura máxima de 172,5 metros, com a colocação do braço superior da cruz que coroa a Torre de Jesus Cristo, a mais alta entre as 18 projetadas pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí.

A seção da cruz mede 17 metros de altura por 13,5 de largura e sua instalação por uma grua foi transmitida ao vivo nas redes sociais do templo e acompanhada por milhares de pessoas ao redor do mundo.

“É um dia importante. Completamos as seis torres centrais”, declarou Jordi Faulí, arquiteto-diretor e coordenador das obras da Sagrada Família, destacando tanto a complexidade técnica quanto o significado simbólico do momento, que marca o fim de uma etapa crucial na construção da igreja, iniciada em 1882.

A Torre de Jesus será oficialmente inaugurada no próximo dia 10 de junho, data que celebra o centenário da morte de Gaudí. A cerimônia deve contar com a presença do papa Leão XIV, embora o Vaticano ainda não tenha confirmado oficialmente a participação do pontífice.

Basílica Sagrada Famíia, Barcelona

Basílica Sagrada Famíia, Barcelona. Foto: EPA/Enric Fontcuberta/Ansa/AFP

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Seguindo à risca a visão original de Gaudí, a torre central foi propositalmente construída com altura inferior à montanha de Montjuic, que domina a paisagem de Barcelona. O arquiteto catalão estabeleceu esse princípio como forma de respeito à criação divina, entendendo que a obra do homem não deveria superar a da natureza.

O complexo da Sagrada Família conta com outras 17 torres já finalizadas, dedicadas aos apóstolos, aos evangelistas e à Virgem Maria. Já a torre central ainda ganhará a imagem do Cordeiro de Deus (Agnus Dei), reforçando o significado teológico de uma obra que sintetiza fé, arte e engenharia.

Ansa

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