Quem vista Curitiba não pode deixar a cidade sem experimentar a carne de onça, prato típico da capital. Pois essa iguaria é, oficialmente, o 18º produto do Paraná reconhecido como Indicação Geográfica (IG). Produtos com marcas IG são aqueles que são específicos de uma região com características que o diferenciam em razão do seu local de produção. A carne de onça, portanto, é um produto original de Curitiba.
A carne de onça tem sua história ligada ao futebol. Na década de 1940, quando o diretor do Britânia (time que não existe mais e que foi hexacampeão paranaense entre 1918 e 1923), Cristiano Schimidt, dono do bar Buraco do Tatu, preparava após as vitórias uma carne crua sobre fatias de broa que era servida aos jogadores.
O prato tem como base a broa de centeio – item curitibano também reconhecido com selo de IG –, coberta com carne moída bovina fresca, servida crua com cebola branca e cebolinha verde picadas, além de outros temperos e possíveis variações na apresentação.
O pedido para o reconhecimento foi feito em novembro de 2023 pela Associação dos Amigos da Onça que atua em diversas frentes de promoção e valorização da iguaria curitibana. Segundo a Associação, mais de 200 bares e restaurantes curitibanos contam com o prato em seus cardápios atualmente.
E um dos locais conhecidos de Curitiba onde a carne de onça é servida é o Bar do Alemão que sempre, nos seus 46 anos de atividade, tem o prato no cardápio (R$ 69). Jorge Tanatto, sócio do Bar, diz que a carne de onça “é o segundo petisco mais pedido”. Para acompanhar peça o chopp Submarino (450 mil, R$ 24,50) que vem com uma canequinha com Steinhäger mergulhada na bebida. E quando acabar, essa caneca pode ser levada para casa, sem preocupação, porque no fundo dela está escrito que foi “roubada honestamente”.
GASTRONOMIA: A receita da carne de onça
As outras 17
Com 18 produtos com a chancela de Indicação Geográfica, o Paraná é o segundo Estado com mais itens registrados, atrás de Minas Gerais que tem 21.
Estão na lista de Indicação Geográfica paranaense a aguardente de cana e cachaça de Morretes; a goiaba de Carlópolis; as uvas de Marialva; o barreado do Litoral; a bala de banana de Antonina; o melado de Capanema; o queijo da Colônia Witmarsum; o café do Norte Pioneiro; o mel da região Oeste; o mel de Ortigueira; a erva-mate de São Mateus do Sul; o morango do Norte Pioneiro; a camomila de Mandirituba; os vinhos de Bituruna; a broa de centeio de Curitiba e Região; a Cracóvia de Prudentópolis; e mais recentemente o urucum de Paranacity e Cruzeiro do Sul.

Barreado. Foto: Viaje Paraná
Outros produtos aguardam o registro, com pedidos depositados no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial): as tortas de Carambeí; o mel de Prudentópolis; os queijos do Sudoeste do Paraná; o café de Mandaguari; o café da serra de Apucarana; o pão no bafo de Palmeira; a poncã de Cerro Azul; os ovinos e caprinos dos municípios que compõem a Cantuquiriguaçu, nos vales dos rios Cantu, Piquiri e Iguaçu; o ginseng de Querência do Norte e as ostras da região do Cabaraquara, no Litoral.
Com apoio Agência Estadual de Notícias






