Fartura. De vinho, comida e hospitalidade. Assim é a acolhedora Bituruna, cidade de 69 anos e apenas 16 mil habitantes no Centro-Sul do Paraná. Mas não menospreze o tamanho: seus moradores fazem dela a Cidade Mais Italiana do Paraná e seu trabalho a Capital do Vinho do Estado. Vinho com registro de Indicação Geográfica (IG) reconhecido pelos Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o que não é pouca coisa. Os vinhos são de altitude, em média, de 950 metros acima do nível do mar.

A pouco mais de 300 km de Curitiba, 255 de Erechim e 360 de Joinville, logo ao chegar à entrada da cidade, no trevo da PR-170, um enorme garrafão de vinho (são 18 metros de altura) e um copo de vinho gigante mostram o que o turista pode esperar da visita. Para quem for a Bituruna por Guarapuava (PR-170) deve tomar cuidado porque num trecho de serra existem pontos que ainda estão sendo recuperados em razão de desmoronamentos e que exigem atenção, ainda mais no começo do dia e à noite na ocorrência de neblina.

Bituruna é aquela típica cidade do Interior, calma, com o tempo passando sem pressa para o biturinense. 90% do município é asfaltado e o transporte público, gratuito.

Mas vamos ao que interessa e o motivo pelo qual você tem que colocar Bituruna na próxima viagem: o vinho da região. Mas não imagine que é pedir, abrir e degustar. Cada rolha aberta simboliza a história do passado biturinense.

Como de resto na colonização da região Centro-Sul e Sudoeste do Paraná, o desbravamento coube, em sua maioria, aos gaúchos, e dentre esses, no caso de Bituruna, descendentes de italianos.

No início dos anos 1920 essa região paranaense era um mar de pinheiros e mata nativa, mas em Bituruna, tinha algo mais abaixo dos pinheirais: erva-mate.

Atraídos por ofertas da Colonizadora Santa Bárbara que tinha como gerente Oscar Geyer, hoje nome de avenida na cidade, que viajava aos rincões do Rio Grande do Sul para oferecer áreas nas saídas das missas. Um dia antes do Natal de 1924, Miguel Lenartovicz fechou negócio e de mala, cuia, família, pertences e mudas de parreiras, numa viagem que durou dias, fincou raízes em novas terras, às margens do Rio Herval.

Com terra produtiva e muita madeira, novos colonos vieram fixar residência e “tentar a vida” na Colônia Santa Bárbara.

Católicos praticantes, as missas de domingo reuniam os moradores e após o sermão do padre, todos se sentavam para almoçar. Muita polenta, frango e o vinho produzido em Bituruna.

Vinho para consumo próprio, conhecido hoje como vinho de mesa, as uvas que enchiam as garrafas eram das variedades Bordô e Isabel e outra que se adaptou muito bem ao terroir, a Casca Dura, que chegou em 1935.

Esse passado ancestral seguiu e foi a origem das vinícolas de Bituruna. Familiares naqueles idos, familiares agora quando visitá-las.

Vinícola Sanber

Sanber é a junção dos nomes de duas famílias. Os Sandi (vieram de Antonio Prado) e os Bertoletti (de Bento Gonçalves) chegaram à região em 1940 e, como os demais, com mudas de videira na bagagem. As duas famílias eram da região de Mantova, Itália.

Visitar a Vinícola é ter uma aula de história e voltar no tempo.

O bisavô Giovani, por não ter mais terras no Rio Grande do Sul, comprou, em 1939, os lotes 77 e 78 num mapa que viu da Fazenda Colônia Santa Bárbara próximos ao Rio Jararaca. Veio e ficou.

O casarão construído para abrigar a família, erguido no começo dos anos 1940, ainda está de pé, forte, a demonstrar toda a energia das famílias.

Hoje, um museu, está aberto para explorar seus quatro andares inteiramente decorados com as peças da época. Ele era até 2014 a casa onde viveu o último morador, o bisavô da família.

Michele Bertoletti Rosso é enóloga da Vinícola, e basta ela dar “buongiorno” e começar a falar que você vê que está diante de uma típica italiana (sim, ela fala também com as mãos…) apaixonada pela história familiar e pelos vinhos que faz.

Seu Mauro é o pai, um pouco mais comedido, mas que basta puxar conversa para que quem com ele fala se sinta como da família. E, isso, “sentir-se da família” é uma característica do que vai encontrar em Bituruna. Em segundos você já está enturmado.

Uma das curiosidades da casa-museu é o Quarto do Padre, no último andar. Naquela época como era difícil o deslocamento, receber o padre era uma deferência já que ele vinha de Palmas de mula (hoje são cerca de 150 km de estrada asfaltada) e a ele era reservado um quarto só para seu uso. Lógico, com um penico próximo à cama. Nesses dias, se tirava do armário a melhor louça.

Quarto do Padre, Museu Sanber

O Quarto do Padre com as vestimentas originais.

Impressiona a grande sala da casa que Michele chama de “salão de festas” que reunia aos domingos quem ia ver a missa e também ficar para almoçar, beber, conversar, jogar mora (jogo em que os jogadores adivinham a soma dos dedos que são mostrados pelos adversários) e comer mais. A mesa, original, é para 22 pessoas e Michele lembra, ainda hoje, dos dias de casa cheia.

A casa, que levou cinco anos para ficar pronta e nesse tempo a família morou numa cabana, é administrada pela Associação Museu Casa Sanber.

A Vinícola virou oficial em 2006, após anos na vitivinicultura. Essa experiência praticamente secular vem sendo aperfeiçoada com os conhecimentos de Michele. Os destaques são os vinhos de uva Bordô e Casca Dura, esse último com premiação em 2020 e 2021 no Wines of Brazil Awards.

Na degustação provamos o Tozetti Casca Dura, medalha de ouro 2023 no Wines of Brazil Awards, um vinho de mesa branco e teor alcoólico de 11%; Sanber, um rosé seco que, naqueles idos, era servido no “salão de festas” só para as visitas e não era vendido, mistura de Bordô, Isabel, Casa Dura, Niagara feito da mesma maneira e receita, com teor alcoólico de 11,5%; Tozetti Merlot 2023 – um dos primeiros vinhos finos elaborados pela Vinícola depois que Michele se formou – é um tinto com teor alcoólico de 13,4% e, finalmente, um Ristretto, considerado a joia da Sanber com apenas duas mil garrafas numeradas. Provei da garrafa 227 esse Tannat, tinto seco, muito bom.

Vinícola Sanber

Foto: Siderlei Ditadi

A Vinícola Sanber fica na Estrada Rural Rota do Vinho, a 7 km do centro e visitas sem agendamento para degustar os vinhos duram cerca de uma hora e não têm custo (de segunda a domingo, das 10h30 às 12h e das 14h às 18h). Já se quiser viver uma experiência completa, com visita a histórica casa-museu, seguir num trator para o parreiral para colher e provar uvas (no caminho, uma parada para olhar para um pinheiro com 300 anos), voltar à Vinícola para conhecer o processo de produção e degustar mais de oito rótulos de vinho, além de sucos, espumantes, cachaça e graspa, é preciso agendamento e esse passeio é feito somente em janeiro e fevereiro.

Na loja, toda a linha de vinhos de mesa e finos, além de espumantes e um suco de vinho tinto integral.

Em breve, promete Michele, a Vinícola Sanber quer colocar na lista de passeios um luau com pinhão.

Rota do Vinho, Bituruna

Mapa da Rota do Vinho.

Vinícola Bertoletti

Aqui você vai saber que os “nonos” vieram do Rio Grande do Sul em 1927 e a viagem de carroça durou 30 dias e logo que chegaram aos seus 22 alqueires e plantaram as mudas e perceberam que em Bituruna o clima e o solo eram muito parecidos com os que deixaram para trás na Serra Gaúcha. A carroça dos “nonos” está para ser reconstituída.

Claudinei Bertoletti, na década de 1990, foi estudar Enologia em Bento Gonçalves e no retorno o que era praticamente artesanal tomou outro rumo. A produção e o consumo foram crescendo e em 2005 a Vinícola Bertoletti registrou seus primeiros rótulos atendendo todas as questões legais e sanitárias. Um ano antes, em 2004, outra pessoa da família, a Eliane, também se formou em Enologia.

São 8 hectares plantados de Bordô, Niagara, Casca Dura, Cabernet Sauvignon e Merlot, mas a esses hectares se juntam outros cerca de 130 hectares de 35 parceiros.

A Vinícola Bertoletti está na quarta geração e produz 700 mil litros de vinho e 300 mil litros de suco por ano.

São vinhos de mesa (Rosé, Casca Dura, Niágara, Bordô), vinhos finos (Chardonnay, Sauvignon Blanc, Tannat, Merlot, Cabernet Sauvignon), espumantes (Brut e Moscatel), vinagre balsâmico, grappa, vinagre de vinho e sucos.

Para homenagear os antepassados, alguns dos rótulos da Bertoletti registram momentos da família na chegada a Bituruna, como no do Legatum que reproduz a rota dos “nonos” até Bituruna.

Legatum, Vinícola Bertoletti

Legatum reproduz a rota dos antepassados.

A Vinícola está na Rodovia Engenheiro Tancredo Benghi, 1.789, aberta de segunda a sexta no horário comercial e visitas podem ser agendadas no Instagram mas também pode chegar sem avisar para fazer degustação na loja.

Vinícola Di Sandi

Como dá para perceber, Sandi e Bertoletti honraram os pioneiros e fizeram da dedicação ao vinho um negócio bem-sucedido, o que se mostra na Vinícola Di Sandi.

Aqui a origem é do casal Luiz Antônio Sandi e Assunta Vens Sandi que chegaram à região em 1933 também com mudas de parreiras na bagagem vindos de Flores da Cunha, Rio Grande do Sul. Detalhe: Assunta fez a viagem grávida e convivia antes da casa ser construída, com onças rondando por perto.

E as parreiras plantadas de uvas Isabel naqueles anos 30 do século passado ainda estão vivas e produzindo nas três colônias de terras adquiridas pelo seu Luiz Antônio.

Parreiras Vínicola Di Sandi

Di Sandi tem os parreirais mais antigos do Paraná.

Genésio, filho de Luiz e Assunta, com a esposa Terezinha continuaram nas terras e fazendo vinho até que chega uma hora que o que é tradicional precisa ser profissionalizado: em abril de 2002 nasce a Vinícola Di Sandi, com filhos e netos de Genésio, que tem produção própria em 7,5 hectares além de contar com uvas de pequenos parceiros.

Adilson Jerry Sandi, junto com Cris e outros irmãos tocam o negócio que produz 200 mil litros de vinho por ano. “Focamos num mercado diferenciado”, sentencia Adilson, que ressalta que “as mais de duzentas plantas de 1933 são o vinhedo mais antigo do Paraná”.

As visitas podem ser feitas de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 18h e sábado, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Se fizer agendamento pelo WhatsApp (42)99808-8751 sua visita será mais especial.

A Vinícola produz – e você pode comprar na loja de fábrica – vinhos tintos das uvas Bordô, Isabel e Bordô, Merlot e Cabernet Sauvignon; brancos seco e demi sec Casca Dura, seco e suave Niágara e seco Moscato Giallo; rosés demi sec e seco; espumante rosé e branco Moscatel e Brut Chardonnay, sucos de uva branco e tinto integrais e, também, grappa.

Na Estrada Rural Rota do Vinho, a 6,5 km do centro da cidade.

Mas é só vinho?

Não. Onde tem mais de um italiano tem vinho e comida, muita comida.

E come-se bem em Bituruna, por isso, tudo o que lembrar balança deve ser esquecido. As massas, ah as massas…, são saborosas e servidas com fartura. E, para minha surpresa, fui apresentado ao capeletti frito como aperitivo. É de comer sem parar…

O Empório Sabor Italiano (Rodovia Engenheiro Tancredo Benghi, 2.097) foi inaugurado em 2010, é familiar, e abre de quarta a sábado para almoço e jantar (11h30 à 13h30; 19h às 22h) e terça e domingo só para almoço (11h30 às 13h30). As massas são feitas no restaurante. Por R$ 45 são servidos duas massas, duas carnes, queijo frito, polenta e saladas, valor que sobe para R$ 47 aos sábados, domingos e feriados. Para comer à vontade.

Restaurante Sabor Italiano

Sabor Italiano. Foto: Siderlei Ditadi

Na Av. Moisés Lupion, 900, o Fogão a Lenha fica na cidade e é tocado pela família de Mauro e Maria Pinheiro. Funciona de segunda a sábado, abre as portas às 11h20 e só fecha quando o último cliente sair. A placa à entrada da porta diz que ali você encontra “a mineirice na Capital do Vinho”. O buffet tem 18 pratos quentes que ficam num fogão a lenha, com mesa de frios e sobremesas. O quilo sai a R$ 57 e o buffet livre, R$ 34.

Também no sistema buffet e, também, administrado pela família, o 7 Colinas tem em Samira e Sandra Bertoletti as comandantes e recepcionistas. Na Av. Pref. Farid Abraão, 1.716 abre para almoço todos os dias das 11h30 às 14h e à noite somente para eventos. São entre 15 e 18 pratos quentes, 20 a 25 saladas mais sobremesa e, claro, café expresso. Como diz Samira: “A gente exagera um pouco, coisa de italiano”. Destaque, claro para as massas (que estão disponíveis para venda) como o tortéi de abóbora, pierogi de batata com requeijão, rondelli de queijo. No buffet você encontra uma geleia de cebola roxa reduzida no vinho tinto biturinense e no grill, costela, carneiro, alcatra, maminha, picanha, coraçãozinho e frango assado e, nos domingos, entrevero de pinhão.

Se for a Bituruna em um grupo ou reunir vinte pessoas, agende o jantar Torniamo alla Nostra Itália no Don Oscar Restaurante Colonial. Vale a pena organizar o grupo porque Sonia e Valério fazem um jantar tipicamente italiano com música e história. Sonia define o evento como “uma viagem gastronômica à origem dos nossos antepassados” e você vai sentir isso cortando a polenta no fio, dançando e se divertindo. Ligue (42)99912-5772.

E se estamos em território italiano você deve visitar as Massas Artesanais Beponi. A cerca de 15 minutos do centro, numa estrada rural, mas asfaltada, o passeio chega na Comunidade Engano (peça a explicação a um dos Beponi porque existem várias versões para o nome) e a um cenário bucólico que dá vontade de passar o dia. Outro empreendimento familiar (e por incrível que pareça não tem Sandi e Bertoletti…) tocado por pai, José, mãe, Lídia, filhas, Carla e Valéria, e maridos e segundo seu Beponi, a “dona Rosi que é quem manda”. Rosi não é da família.

Os avôs de José, Angelo Masiero e Maria Bé, juntos com João Masiero e Alovise, vieram de Antonio Prado, no Rio Grande do Sul, com sete filhos e sementes de hortaliças e verduras, mudas de temperos, cana de açúcar, parreira e a experiência de fazer massas. Hoje os três casais, mais Rosi, se “orgulham de preservar a história” nessa fábrica de sabores de onde saem 3 mil quilos de massas por mês.

Massas Artesanais Beponi

Massas Artesanais Beponi.

São 28 produtos e eles indicam como os destaques o tortéi (500 g a R$ 18), capeletti de frango (500 g a R$ 22), rondelli de queijo ou queijo e presunto (500 g a R$ 25) e a polenta pré-frita (500 g a R$ 12,50). No cardápio tem também molhos (branco, de frango e bolonhesa), lasanhas, conchigliones, macarrão (o penne custa R$ 10 500g) além de doces de uva, figo, pera e de abóbora, laranja e coco.

A propriedade dos Beponi tem uma área, nos fundos, com três lagos e uma pequena trilha. Dê uma “cantada” no seu Beponi e peça para ele (desculpa seu Beponi) o vinho artesanal que produz (é muito bom) e relaxe curtindo a paisagem e o barulho dos pássaros. Quem sabe seu Beponi (ops, de novo) não arma uma grelha, acende o fogo e não faz uma polenta?

Se até aqui você ainda não pensou, vai a recomendação: tem que levar uma caixa térmica para a viagem e deixar espaço no porta-malas para as caixas de vinho.

Falta alguma coisa…

Encontramos os italianos, os vinhos, a comida. Mas falta a música!

E se em Bituruna tem encontro de italianos, tem o grupo Tozetti. Há 24 anos. O nome do vinho da Vinícola Sanber é em homenagem ao grupo.

Formado por Bernardino, Vicente, Mário, Acide, James, Miguel, Cleonir e Júlio dos Santos, bastam entrar em qualquer lugar que a festa fica completa.

Grupo Tozetti

Da esquerda para a direita: Acide, Vicente, James, Bernardino, Júlio, Miguel e Mário, os Tozetti.

Eles estão unidos para manter a tradição das canções italianas e que essas canções não sejam esquecidas pelas gerações mais jovens.

Cantando La Bella Polenta e animando todos, o grupo Tozetti sempre vai cantar “Bituruna, Bituruna a terra do vinho bão”, refrão que não vai ser fácil de esquecer.

O grupo pode ser contratado no (42)99905-8766.

Também tem mate

Mas nem só de uva e massas vive Bituruna. Tem a erva-mate. E da boa.

Quando os primeiros colonos chegaram às suas terras encontraram sob a proteção dos pinheirais muita erva-mate.

Luiz André e Jessica Schultz estão à frente da Verde Real Erva-Mate criada em 1989 que produz erva para chimarrão e tereré.

A empresa deu uma guinada sem querer em 2021, quando Baitaca, compositor e cantor de música tradicional gaúcha, apareceu tomando chimarrão com a Verde Real. Vou uma virada de chave e, hoje, Baitaca, é o garoto (de 59 anos) propaganda ervateira.

André explica que a “erva boa dá espuma” e o solo de Bituruna é “ideal para a erva-mate” e o resultado é “uma erva mais neutra, mais macia”. O erval sombreado pelos pinheirais de Bituruna e região dá uma “folha de mais qualidade, suave, mais verde e com aroma”. E na região a produção está integrada com uva e erva-mate. Informação importante: 80% das ervateiras do Rio Grande do Sul usam erva-mate paranaense e a cidade de Cruz Machado, a 125 km de Bituruna, é o maior produtor mundial.

A Verde Real produz erva-mate 70% de forma tradicional e 30% com açúcar.

Dos fornos da empresa saem oito produtos: Erva-Mate Alto Vácuo, Erva-Mate Baitaca, Erva-Mate com Açúcar, Erva-Mate Suave Grossa e Erva-Mate Tradicional todas em embalagens de 1 kg e Erva-Mate Tereré Abacaxi, Limão e Pura em pacotes de 500 g.

A Verde Real faz vendas pela internet e as visitas a fábrica e loja (Av. Moisés Lupion, 1.649) são feitas sem custo no (42)3553-1363.

Bituruna

Apesar de ser um município pequeno, Bituruna é o 136º PIB do Estado entre os 399 municípios paranaenses segundo dados de 2021. Com área de 1.234,9 km² tem cerca de 223 km² de mata natural e chama a atenção de quem visita a quantidade de pinheiros que sobreviveram ao ciclo de serrarias, normal quando gaúchos vieram dar nessas terras. Mesmo assim, o setor florestal representa R$ 496 milhões para o município (o pinus chegou nos idos de 1968/1969), seguindo os R$ 92 milhões da pecuária e R$ 76 milhões da agricultura.

Quem mora na cidade tem expectativa de vida em torno de 74 anos e, acredite, em 2023 houve somente três homicídios no município.

Essa tranquilidade você percebe ao caminhar na Av. Dr. Oscar Geyer onde se concentram o comércio, farmácia, supermercados, agências bancárias, alguns bares e restaurantes.

Mas o turista terá dificuldade em encontrar as atrações da cidade: a falta de placas de sinalização é evidente e precisa ter uma solução urgente. A exceção é a sinalização para a Rota do Vinho.

Para conhecer à imagem da Santa Bárbara, padroeira do município criado em 26 de novembro de 1954, é fácil: é só olhar para o alto. Ela está num morro a 990 metros de altitude e é o cartão-postal de Bituruna.

Cerca de 1928/1929, a família Dalmas chegou à região e trouxe com ela a imagem de Santa Bárbara que ficou sendo a Santa protetora dos moradores.

A sua figura de 34 metros de altura foi construída com doação da comunidade sob a supervisão de Gilberto Ramos e inaugurada no dia de sua festa litúrgica, 4 de dezembro de 2004.

Santa Bárbara, Bituruna

No alto do morro Santa Bárbara protege Bituruna.

Para chegar até ela, a estrada é íngreme, de paralelepípedos, por isso é preciso cuidado se o piso estiver molhado. Ao deixar o carro no estacionamento é preciso subir 132 degraus para chegar aos pés da Santa. Só de pensar, cansa? Mas é possível chegar de carro bem perto dela, deixar as pessoas e parar no estacionamento.

A vista do alto do morro é imperdível.

Na Av. Oscar Geyer, 656, bem no centro da cidade, está a Praça do Fogo. Vale lembrar que Bituruna no inverno tem temperatura que varia entre 8 e 18ºC e a Praça foi construída com uma lareira no centro e com a representação de quatro araucárias circundando-a e estrutura simulando galhos. Ali, desde 2015, famílias se encontram para tomar vinho ou mate, conversar e quando a lareira é acesa, comer pinhão sapecado. Todas as quartas, das 16h às 22h, uma feira que reúne produtores locais.

Encontre um tempo para visitar a Villa Geyer, que fica no 180 da Av. Dr. Oscar Geyer. É um espaço de eventos que fica na casa de Oscar Reinaldo Geyer, filho, já falecido, do gerente da empresa colonizadora. Aberta em 2023, vale conhecer para ver seus jardins e sua decoração. Quem é da região tem um excelente local para fazer reuniões de trabalho, casamentos e festas.

No calendário de eventos da cidade, pode agendar: todo fevereiro tem a Festa a Uva e para quem gostar de correr, o Desafio da Rota do Vinho que passa pelas vinícolas; em julho, a cada dois anos (2026 é a próxima), a Festa do Vinho e da Polenta Gigante e, em setembro, o Torneio de Pesca Esportiva ao Peixe Dourado e, também, a Festa do Erva-Mate. Uma promessa da Prefeitura é dentro de pouco tempo, criar um caminho peregrino de dois dias.

E sobre o nome Bituruna, existem várias explicações, mas escolhi a que me convenceu: vem da palavra tupi bitur” (ou “ybityr” ou “ybytyra”) que significa monte ou montanha, combinada com “una”, que significa negro ou preto, formando “monte negro”. Obrigado ao pesquisador João Carlos Vicente Ferreira.

E onde ficar?

Bituruna começou a se encontrar com o turismo recentemente e carece de uma estrutura que possa atender a mais turistas.

O Hotel Grezelle é o melhor da cidade. Outro empreendimento familiar que está na terceira geração no ramo de hospedagem. O primeiro hotel, ou melhor, albergue, foi aberto lá em 1969 (nos fundos do hotel tem uma maquete), e desde lá a família sabe bem receber.

Hotel Grezelle

Hotel Grezelle.

Hoje, nas mãos do seu Hirno, dona Clarice e da filha Josi, o Grezelle é confortável, com apenas trinta apartamentos nos tipos standard, luxo, suíte e master, alguns têm sacada, com diárias a partir de R$ 150 por pessoa. Todos têm acesso a tv a cabo, telefone, cama box e wi-fi. Cada apartamento tem um nome, como Infazia, Facile, Credore, Nonna e Passione.

Café da manhã, Hotel Grezelle

Café da manhã. Foto: Siderlei Ditadi

O café da manhã começa às 6h30 e é tipo colonial e muito bem servido preparado pela dona Clarice. Eles fazem, realmente, o hotel ser a extensão da sua casa.

Até o final desse mês de março, será aberto o Boccalone Cucina Italiana anexo ao hotel, na Av. Dr. Oscar Geyer, 45. Servirá massas, panini, dolci, cafés e soda italiana.

A Toscana é aqui

Tem Airbnb em Bituruna. E que Airbnb! A Casa Toscana no Brasil fica a 13 km do centro, a 1,2 mil metros de altitude (a temperatura lá é 5 graus a menos que na cidade) e é um luxo. Comporta 13 hóspedes em quatro quartos (três com ar-condicionado), três banheiros e um lavabo.

Tem diversas comodidades como um espaço ao lado da casa com churrasqueira, forno a lenha, cozinha bem equipada, lareira, uma pequena biblioteca e um gramado que tem uma vista deslumbrante: para o nascer do sol, o pôr do sol e, à noite, para observar o céu limpo e estrelado.

Casa Toscana no Brasil

Casa Toscana no Brasil. Foto; Airbnb

Os hóspedes têm acesso a vinhos exclusivos que foram produzidos pela família perto dali e que não são mais fabricados. São poucas garrafas da Vinícola Tenuta, vinhos de altitude. Abrir a rolha e saborear ao cair do sol é experiência para lembrar para sempre.

Bituruna, dos vinhos, da polenta cremosa, dos italianos falantes e risonhos, ainda está para ser descoberta pelo turismo. Quem gosta de novas experiências, fica a dica. Descubra antes que outros conheçam.

Jean Luiz Féder, jornalista associado à Abrajet-PR (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Paraná)

A Now Boarding visitou Bituruna a convite do

Sebrae, entidade privada que ajuda microempreendedores e pequenas empresas a empreenderem, crescerem e se tornarem mais competitivas e

Consevitis-RS, entidade que dá apoio e financiamento para a promoção e harmonização da cadeia produtiva da vitivinicultura do Rio Grande do Sul e que hoje, tem entre seus objetivos, transformar o Brasil num país de vinhos.

Consevitis-rs

Participaram da press trip Projeto Imagem Consevitis e Sebrae, da esquerda para a direita: a jornalista Silvana Canal, eu (encoberto…rs), Alice Varajão, Diego Adami (Consevitis), Francine Agnoletto, Daniela Venturin (secretária Educação e Cultura de Bituruna), Valmir Delara, Cleo Ferreira e Willian Batista, Gislaine Scapin, Alyne Chicoski, Vanessa Vivan e Anery Junior Baggio (Sebrae-PR), Michele (Vinícola Sanber) e Martha Caus.

Bituruna, land of Italians, lots of wine and good food

Abundance. Of wine, food and hospitality. This is the welcoming Bituruna, a 69-year-old city with only 16,000 inhabitants in the Center-South of Paraná. But don’t underestimate its size: its residents make it the Most Italian City in Paraná and its work the Wine Capital of the State. Wine with a Geographical Indication (GI) registration recognized by the National Institute of Industrial Property (INPI), which is no small feat. The wines are grown at an average altitude of 950 meters above sea level.

A little over 300 km from Curitiba, 255 from Erechim and 360 from Joinville, right upon arriving at the entrance to the city, at the PR-170 junction, a huge bottle of wine (18 meters high) and a giant wine glass show what tourists can expect from their visit. Anyone who goes to Bituruna via Guarapuava (PR-170) should be careful because there are areas in the mountains that are still being repaired due to landslides and that require attention, especially early in the day and at night when it is foggy.

Bituruna is a typical city in the countryside, calm, with time passing by slowly for the people of Bituruna. 90% of the city is paved and public transportation is free.

But let’s get to the point and the reason why you have to put Bituruna on your next trip: the wine from the region. But don’t think that you have to order, open and taste. Each open cork symbolizes the history of Bituruna’s past.

As with the colonization of the Center-South and Southwest regions of Paraná, the pioneering was mostly carried out by the gauchos, and among them, in the case of Bituruna, descendants of Italians.

In the early 1920s, this region of Paraná was a sea of ​​pine trees and native forest, but in Bituruna, there was something beneath the pine forests: yerba mate.

Attracted by offers from the Santa Bárbara Colonization Company, whose manager was Oscar Geyer, today the name of an avenue in the city, who traveled to the far corners of Rio Grande do Sul to offer areas at the end of the masses. One day before Christmas in 1924, Miguel Lenartovicz closed the deal and, with his suitcase, gourd, family, belongings and vine seedlings, on a journey that lasted days, he put down roots in new lands, on the banks of the Herval River.

With productive land and plenty of timber, new settlers came to settle and “try their luck” in the Santa Bárbara Colony.

Practicing Catholics, Sunday masses brought the residents together and after the priest’s sermon, everyone sat down for lunch. Lots of polenta, chicken and wine produced in Bituruna.

Wine for personal consumption, known today as table wine, the grapes that filled the bottles were of the Bordô and Isabel varieties and another that adapted very well to the terroir, the Casca Dura, which arrived in 1935.

This ancestral past continued and was the origin of the wineries of Bituruna. Familiar back then, familiar now when you visit them.

Sanber Winery

Sanber is the combination of the names of two families. The Sandi (from Antonio Prado) and the Bertoletti (from Bento Gonçalves) arrived in the region in 1940 and, like the others, brought vine cuttings in their luggage. Both families were from the Mantova region, Italy.

Visiting the Winery is like taking a history lesson and going back in time.

Great-grandfather Giovani, who no longer had any land in Rio Grande do Sul, bought lots 77 and 78 on a map he saw of the Santa Bárbara Farm near the Jararaca River in 1939. He came and stayed.

The mansion built to house the family, built in the early 1940s, is still standing strong, showing all the energy of the family.

Today, a museum, its four floors are fully decorated with pieces from the period. Until 2014, it was the house where the last resident, the family’s great-grandfather, lived.

Michele Bertoletti Rosso is the winemaker at the winery, and as soon as she says “buongiorno” and starts talking, you can see that you are in the presence of a typical Italian woman (yes, she also talks with her hands…) who is passionate about the family history and the wines she makes.

Mauro is the father, a little more reserved, but who, as soon as he starts a conversation, makes anyone who speaks to him feel like family. And this, “feeling like family” is a characteristic of what you will find in Bituruna. In seconds, you are already part of the family.

One of the curiosities of the house-museum is the Priest’s Room, on the top floor. At that time, since it was difficult to get around, receiving the priest was a courtesy, since he came from Palmas by mule (today it is about 150 km of paved road) and he was given a room just for his use. Of course, with a chamber pot next to the bed. On those days, the best china was taken out of the cupboard.

The large room in the house is impressive, which Michele calls the “party room” where on Sundays people gathered to watch mass and also to stay for lunch, drinks, conversation, play mora (a game in which players guess the sum of the fingers shown by their opponents) and eat more. The original table seats 22 people and Michele still remembers the days when the house was full.

Casa Museu Vinícola Sanber

The party room. Photo: Siderlei Ditadi

The house, which took five years to complete, during which time the family lived in a cabin, is managed by the Sanber House Museum Association.

The winery became official in 2006, after years of winemaking. This practically century-old experience has been perfected with Michele’s knowledge. The highlights are the wines made from Bordô and Casca Dura grapes, the latter of which won awards in 2020 and 2021 at the Wines of Brazil Awards.

During the tasting, we tried the Tozetti Casca Dura, a gold medal winner in 2023 at the Wines of Brazil Awards, a white table wine with an alcohol content of 11%; Sanber, a dry rosé that, in those days, was served in the “party room” only for guests and was not sold, a blend of Bordô, Isabel, Casa Dura, and Niagara made in the same way and recipe, with an alcohol content of 11.5%; Tozetti Merlot 2023 – one of the first fine wines produced by the winery after Michele graduated – is a red with an alcohol content of 13.4% and, finally, a Ristretto, considered the jewel of Sanber with only two thousand numbered bottles. I tasted this Tannat from bottle 227, a dry red, very good.

The Sanber winery is located on Estrada Rural Rota do Vinho, 7 km from the city center and visits without an appointment to taste the wines last about an hour and are free of charge (Monday to Sunday, from 10:30 am to 12 pm and from 2 pm to 6 pm). If you want to have a complete experience, with a visit to the historic house-museum, a ride on a tractor to the vineyard to harvest and taste grapes (a stop along the way to look at a 300-year-old pine tree), and return to the winery to learn about the production process and taste more than eight wine labels, as well as juices, sparkling wines, cachaça and grappa, you need to make a reservation and this tour is only available in January and February.

The store has the entire line of table and fine wines, as well as sparkling wines and a juice made from whole red wine.

Sanber Winery promises that soon, Michele, she wants to add a luau with pine nuts to the list of tours.

Bertoletti Winery

Here you will learn that the “nonos” came from Rio Grande do Sul in 1927 and the journey by wagon lasted 30 days. As soon as they reached their 22 acres and planted the seedlings, they realized that the climate and soil in Bituruna were very similar to those they left behind in Serra Gaúcha. The “nonos” wagon is about to be reconstructed.

In the 1990s, Claudinei Bertoletti went to study Enology in Bento Gonçalves and upon his return, what was practically an artisanal wine took a different direction. Production and consumption grew and in 2005, Bertoletti Winery registered its first labels, meeting all legal and health requirements. A year earlier, in 2004, another member of the family, Eliane, also graduated in Enology.

There are 8 hectares planted with Bordeaux, Niagara, Casca Dura, Cabernet Sauvignon and Merlot, but these hectares are joined by another 130 hectares from 35 partners.

Bertoletti Winery is in its fourth generation and produces 700 thousand liters of wine and 300 thousand liters of juice per year.

These include table wines (Rosé, Casca Dura, Niagara, Bordeaux), fine wines (Chardonnay, Sauvignon Blanc, Tannat, Merlot, Cabernet Sauvignon), sparkling wines (Brut and Moscatel), balsamic vinegar, grappa, wine vinegar and juices.

To pay homage to ancestors, some of Bertoletti’s labels record moments of the family’s arrival in Bituruna, such as the Legatum that reproduces the route of the “nonos” to Bituruna.

Vinícola Bertoletti

Labels pay homage to the pioneers’ saga.

The winery is located at Rodovia Engenheiro Tancredo Benghi, 1.789, open from Monday to Friday during business hours and visits can be scheduled on Instagram, but you can also drop by unannounced to taste at the store.

Di Sandi Winery

As you can see, Sandi and Bertoletti honored the pioneers and turned their dedication to wine into a successful business, which is evident at the Di Sandi Winery.

The origins of this winery are with the couple Luiz Antônio Sandi and Assunta Vens Sandi, who arrived in the region in 1933, also with grapevine seedlings in their luggage, coming from Flores da Cunha, Rio Grande do Sul. Note: Assunta made the trip pregnant and lived with jaguars roaming around before the house was built.

And the grapevines planted with Isabel grapes in the 1930s are still alive and producing in the three colonies of land acquired by Mr. Luiz Antônio.

Genésio, son of Luiz and Assunta, and his wife Terezinha continued to work on the land and make wine until the time came when what was traditional needed to be professionalized: in April 2002, Vinícola Di Sandi was founded by Genésio’s children and grandchildren, who produce their own wine on 7.5 hectares in addition to grapes from small partners.

Vinícola Di Sandi

Di Sandi Winery.

Adilson Jerry Sandi, together with Cris and other brothers, runs the business that produces 200 thousand liters of wine per year. “We focus on a different market,” says Adilson, who emphasizes that “the more than two hundred plants from 1933 are the oldest vineyard in Paraná.”

Visits can be made from Monday to Friday, from 8am to 12pm and from 1pm to 6pm, and Saturday, from 9am to 12pm and from 2pm to 5pm. If you schedule your visit via WhatsApp +55(42)99808-8751, your visit will be even more special.

The winery produces – and you can buy at the factory store – red wines made from Bordeaux, Isabel and Bordeaux grapes, Merlot and Cabernet Sauvignon; dry and semi-dry whites Casca Dura, dry and smooth Niagara and dry Moscato Giallo; semi-dry and dry rosés; sparkling rosé and white Moscatel and Brut Chardonnay, whole white and red grape juices and also grappa.

On the Estrada Rural Rota do Vinho, 6.5 km from the city center.

But is it just wine?

No. Wherever there is more than one Italian, there is wine and food, lots of food.

And you eat well in Bituruna, so forget about anything that reminds you of scales. The pasta, oh the pasta…, is delicious and served in abundance. And, to my surprise, I was introduced to fried capeletti as an appetizer. You can eat it non-stop…

The Empório Sabor Italiano (Rodovia Engenheiro Tancredo Benghi, 2.097) opened in 2010, is family-run, and is open from Wednesday to Saturday for lunch and dinner (11:30 am to 1:30 pm; 7 pm to 10 pm) and Tuesday and Sunday only for lunch (11:30 am to 1:30 pm). The pasta is made in the restaurant. For US$ 7,65, you get two pastas, two meats, fried cheese, polenta and salads, the price goes up to R$47 on Saturdays, Sundays and holidays. All you can eat.

At Av. Moisés Lupion, 900, Fogão a Lenha is located in the city and is run by the family of Mauro and Maria Pinheiro. It is open from Monday to Saturday, opens its doors at 11:20 am and only closes when the last customer leaves. The sign at the entrance says that there you will find “the Minas Gerais style in the Wine Capital”. The buffet has 18 hot dishes cooked on a wood-burning stove, with a cold cuts and desserts. The price per kilo is US$ 9,69 and the buffet is US$ 5,78.

Also a buffet and also run by the family, 7 Colinas is run by Samira and Sandra Bertoletti as the hosts and receptionists. At Av. Pref. Farid Abraão, 1,716, it is open for lunch every day from 11:30 am to 2 pm and in the evenings only for events. There are between 15 and 18 hot dishes, 20 to 25 salads plus dessert and, of course, espresso coffee. As Samira says: “We exaggerate a little, it’s Italian.” Of course, the pasta dishes (which are available for purchase) include pumpkin tortei, potato pierogi with cream cheese, and cheese rondelli. At the buffet, you’ll find red onion jelly reduced in red wine from Bituruna, and on the grill, you’ll find ribs, lamb, rump, sirloin, picanha, heart and roast chicken, and on Sundays, pine nut entrevero.

7 Colinas

Bufé 7 Colinas.

If you’re going to Bituruna in a group or if you’re gathering twenty people, schedule the Torniamo alla Nostra Itália dinner at Don Oscar Restaurante Colonial. It’s worth organizing the group because Sonia and Valério host a typically Italian dinner with music and history. Sonia defines the event as “a gastronomic journey to the origins of our ancestors” and you’ll feel that way as you cut the polenta, dance and have fun. Call +55(42)99912-5772.

And if we are in Italy, you must visit the Beponi Artisanal Pastas. About 15 minutes from the center, on a rural but paved road, the tour ends at the Engano Community (ask one of the Beponis for an explanation because there are several versions of the name) and a bucolic setting that makes you want to spend the day there. Another family business (and surprisingly it doesn’t have Sandi and Bertoletti…) run by father, José, mother, Lídia, daughters, Carla and Valéria, and husbands and, according to Mr. Beponi, “Mrs. Rosi is the one in charge”. Rosi is not part of the family.

José’s grandparents, Angelo Masiero and Maria Bé, together with João Masiero and Alovise, came from Antonio Prado, in Rio Grande do Sul, with seven children and vegetable seeds and greens, spice seedlings, sugar cane, grapevines and the experience of making pasta. Today, the three couples, plus Rosi, are “proud to preserve history” in this flavor factory that produces 3,000 kilos of pasta per month.

There are 28 products and they point out the highlights as tortei (500 g for US$ 3,06), chicken capeletti (500 g for US$ 3,74), cheese or cheese and ham rondelli (500 g for US$ 4,25) and pre-fried polenta (500 g for US$ 2,12). The menu also includes sauces (white, chicken and Bolognese), lasagnas, conchigliones, pasta (penne costs US$ 1,70 for 500g) as well as sweets made with grapes, figs, pears and pumpkin, orange and coconut.

The Beponi property has an area in the back with three lakes and a small trail. Give your Beponi a “hit on” and ask him (sorry, Beponi) for the artisanal wine he produces (it’s very good) and relax, enjoying the scenery and the sound of the birds. Who knows, maybe your Beponi (oops, again) will set up a grill, light the fire and make some polenta?

If you haven’t thought about it yet, here’s a recommendation: you have to take a cooler for the trip and leave space in the trunk for the boxes of wine.

There’s also mate

But Bituruna doesn’t live on grapes and pasta alone. It also has yerba mate. And the good stuff.

When the first settlers arrived on their lands, they found a lot of yerba mate under the protection of the pine forests.

Luiz André and Jessica Schultz are the heads of Verde Real Erva-Mate, founded in 1989, which produces yerba mate for chimarrão and tereré.

The company took an unintentional turn in 2021, when Baitaca, a composer and singer of traditional gaucho music, appeared drinking chimarrão with Verde Real. It was a turning point and, today, Baitaca is the young man (59 years old) who promotes yerba mate.

Verde Real Erva-Mate

Verde Real Erva-Mate products.

André explains that “good yerba mate produces foam” and the soil of Bituruna is “ideal for yerba mate” and the result is “a more neutral, softer yerba mate”. The yerba mate, shaded by the pine forests of Bituruna and the region, produces “a leaf of higher quality, softer, greener and with aroma”. And in the region, production is integrated with grapes and yerba mate. Important information: 80% of the yerba mate producers in Rio Grande do Sul use yerba mate from Paraná and the city of Cruz Machado, 125 km from Bituruna, is the largest producer in the world.

Verde Real produces yerba mate 70% in the traditional way and 30% with sugar.

The company’s ovens produce eight products: Erva-Mate Alto Vácuo, Erva-Mate Baitaca, Erva-Mate com Açúcar, Erva-Mate Suave Grossa and Erva-Mate Tradicional all in 1 kg packages and Erva-Mate Tereré Pineapple, Lemon and Pure in 500 g packages.

Verde Real sells online and visits to the factory and store (Av. Moisés Lupion, 1.649) are free of charge at +55(42) 3553-1363.

Bituruna

Despite being a small municipality, Bituruna is the 136th in GDP of the state among the 399 municipalities in Paraná according to data from 2021. With an area of ​​1,234.9 km², it has about 223 km² of natural forest and attracts the attention of those who visit the area due to the number of pine trees that survived the sawmill cycle, which was normal when the gaúchos came to settle in these lands. Even so, the forestry sector represents US$ 84 million for the municipality (pine arrived in 1968/1969), followed by US$ 15 million from livestock farming and US$ 12 million from agriculture.

The life expectancy of those who live in the city is around 74 years old and, believe it or not, in 2023 there were only three homicides in the municipality.

You can notice this tranquility when you walk along Dr. Oscar Geyer Avenue, where you can find shops, pharmacies, supermarkets, banks, some bars and restaurants.

But tourists will have difficulty finding the city’s attractions: the lack of signage is evident and urgently needs to be fixed. The exception is the signage for the Wine Route.

To see the image of Santa Bárbara, patron saint of the municipality created on November 26, 1954, is easy: just look up. She is on a hill 990 meters above sea level and is Bituruna’s postcard.

Around 1928/1929, the Dalmas family arrived in the region and brought with them the image of Santa Bárbara, who became the patron saint of the residents.

Her 34-meter-high figure was built with donations from the community under the supervision of Gilberto Ramos and inaugurated on her liturgical feast day, December 4, 2004.

To get to her, the road is steep and cobblestone, so care must be taken if the ground is wet. When you leave your car in the parking lot, you have to climb 132 steps to get to the feet of the Saint. Does it get tiring just thinking about it? But you can drive right up to her, drop off people and park in the parking lot.

The view from the top of the hill is unmissable.

At Av. Oscar Geyer, 656, right in the city center, is Praça do Fogo. It is worth remembering that Bituruna has temperatures ranging from 8 to 18ºC in winter and the square was built with a fireplace in the center and a representation of four araucaria trees surrounding it and a structure simulating branches. Since 2015, families have been meeting there to drink wine or mate, chat and, when the fireplace is lit, eat pinhão sapecado. Every Wednesday, from 4 pm to 10 pm, there is a fair that brings together local producers.

Find time to visit Villa Geyer, located at 180 Av. Dr. Oscar Geyer. It is an event space located in the home of Oscar Reinaldo Geyer, the late son of the manager of the colonization company. Opened in 2023, it is worth visiting to see its gardens and decoration. For locals, this is an excellent place to hold work meetings, weddings and parties.

The city’s events calendar includes: every February there is the Grape Festival and, for those who like running, the Wine Route Challenge that passes through the wineries; in July, every two years (2026 is the next year), the Wine and Giant Polenta Festival; and, in September, the Golden Fish Sport Fishing Tournament and the Yerba Mate Festival. The city government has promised to create a two-day pilgrimage trail in the near future.

And about the name Bituruna, there are several explanations, but I chose the one that convinced me: it comes from the Tupi word “bitur” (or “ybityr” or “ybytyra”) which means mountain, combined with “una”, which means black or black, forming “monte negro”. Thanks to researcher João Carlos Vicente Ferreira.

And where to stay?

Bituruna has recently started to gain tourism and needs a structure that can serve more tourists.

Hotel Grezelle is the best in the city. Another family business that is in its third generation in the lodging business. The first hotel, or rather, hostel, was opened there in 1969 (there is a model in the back of the hotel), and since then the family has known how to welcome guests.

Today, in the hands of Mr. Hirno, Mrs. Clarice and their daughter Josi, Grezelle is comfortable, with only thirty standard, luxury, suite and master apartments, some with balconies, with daily rates starting at US$ 25 per person. All have access to cable TV, telephone, box spring bed and Wi-Fi. Each apartment has a name, such as Infazia, Facile, Credore, Nonna and Passione.

Apartamento Hotel Grezelle

Hotel Grezelle.

Breakfast starts at 6:30 a.m. and is colonial style and very well prepared by Mrs. Clarice. They really make the hotel an extension of your home.

By the end of March, Boccalone Cucina Italiana will open next to the hotel, at Av. Dr. Oscar Geyer, 45. It will serve pasta, panini, dolci, coffee and Italian soda.

Tuscany is here

There is an Airbnb in Bituruna. And what an Airbnb! Casa Toscana in Brazil is 13 km from the center, at 1,200 meters above sea level (the temperature there is 5 degrees lower than in the city) and is a luxury. It accommodates 13 guests in four bedrooms (three with air conditioning), three bathrooms and a guest toilet.

Casa Toscana no Brasil

Casa Toscana in Brazil. Photo: Siderlei Ditadi

It has several amenities, such as a space next to the house with a barbecue, wood-burning oven, a well-equipped kitchen, a fireplace, a small library and a lawn with a stunning view: for sunrise, sunset and, at night, to watch the clear, starry sky.

Guests have access to exclusive wines that were produced by the family nearby and are no longer produced. There are only a few bottles from the Tenuta Winery, high-altitude wines. Uncorking the cork and tasting it as the sun sets is an experience to remember forever.

Bituruna, with its wines, creamy polenta, and talkative, smiling Italians, is yet to be discovered by tourists. For those who like new experiences, here’s a tip. Discover it before others do.

Jean Luiz Féder, journalist associated with Abrajet-PR (Brazilian Association of Tourism Journalists – Paraná)

Now Boarding visited Bituruna at the invitation of

Sebrae, a private entity that helps microentrepreneurs and small businesses to undertake, grow and become more competitive and

Consevitis-RS, an entity that provides support and financing for the promotion and harmonization of the wine production chain in Rio Grande do Sul and which today has among its objectives the transformation of Brazil into a country of wines.

Bituruna, tierra de italianos, mucho vino y buena comida

Abundancia. De vino, comida y hospitalidad. Así es la acogedora Bituruna, una ciudad de 69 años y apenas 16 mil habitantes en la región Centro-Sur de Paraná. Pero no hay que subestimar su tamaño: sus habitantes la convierten en la ciudad más italiana de Paraná y su obra en la Capital del Vino del Estado. Que un vino tenga registro de Indicación Geográfica (IG) reconocido por el Instituto Nacional de la Propiedad Industrial (INPI), no es poca cosa. Los vinos proceden de una altitud media de 950 metros sobre el nivel del mar.

A poco más de 300 kilómetros de Curitiba, 255 de Erechim y 360 de Joinville, nada más llegar a la entrada de la ciudad, en el nudo PR-170, una enorme botella de vino (de 18 metros de altura) y una copa de vino gigante muestran lo que el turista puede esperar de su visita. Para quien va a Bituruna vía Guarapuava (PR-170) debe tener cuidado porque en un tramo montañoso hay puntos que aún están en recuperación debido a deslizamientos y que requieren atención, más aún al inicio del día y por la noche cuando hay niebla.

Bituruna es una típica ciudad de interior, tranquila, donde el tiempo transcurre sin prisas para los biturunenses. El 90% del municipio está pavimentado y el transporte público es gratuito.

Pero vayamos al grano y al motivo por el que tienes que incluir Bituruna en tu próximo viaje: el vino de la región. Pero no creas que sólo tienes que pedir, abrir y probar. Cada corcho abierto simboliza la historia del pasado de Biturinense.

Al igual que en la colonización de las regiones Centro-Sur y Sudoeste de Paraná, el trabajo pionero fue realizado en su mayor parte por gauchos, y entre estos, en el caso de Bituruna, descendientes de italianos.

A principios de la década de 1920, esta región de Paraná era un mar de pinos y bosque nativo, pero en Bituruna había algo más debajo de los pinares: la yerba mate.

Atraídos por las ofertas de la Colonizadora Santa Bárbara, cuyo gerente era Oscar Geyer, hoy nombre de una avenida de la ciudad, quienes recorrieron los rincones de Rio Grande do Sul para ofrecer áreas al final de las masas. Un día antes de la Navidad de 1924, Miguel Lenartovicz cerró el trato y, con su maleta, su calabaza, su familia, sus pertenencias y sus plantones de vid, en un viaje que duró días, echó raíces en nuevas tierras, a orillas del río Herval.

Con tierras productivas y madera en abundancia, nuevos colonos llegaron para establecerse y “probar suerte” en la Colonia Santa Bárbara.

Católicos practicantes, las misas dominicales reunían a los residentes y después del sermón del sacerdote, todos se sentaban a almorzar. En Bituruna se produce mucha polenta, pollo y vino.

Vino para consumo personal, hoy conocido como vino de mesa, las uvas que llenaron las botellas fueron de las variedades Bordô e Isabel y otra que se adaptó muy bien al terroir, Casca Dura, que llegó en 1935.

Este pasado ancestral continuó y fue el origen de las bodegas Bituruna. Familia de antes, familia de ahora cuando los visitas.

Bodega Sanber

Sanber es la combinación de los nombres de dos familias. Los Sandi (que venían de Antonio Prado) y los Bertoletti (de Bento Gonçalves) llegaron a la región en 1940 y, como los demás, trajeron plantones de vid en su equipaje. Ambas familias eran de la región de Mantua en Italia.

Visitar la Bodega es como recibir una lección de historia y retroceder en el tiempo.

El bisabuelo Giovani, como ya no tenía tierras en Rio Grande do Sul, compró, en 1939, los lotes 77 y 78 en un mapa que vio de la Hacienda Colonia Santa Bárbara cerca del río Jararaca. Él vino y se quedó.

La mansión construida para albergar a la familia, erigida a principios de la década de 1940, todavía se mantiene en pie, demostrando toda la energía de las familias.

Hoy en día, un museo permite recorrer sus cuatro plantas íntegramente decoradas con piezas de la época. Hasta 2014 fue la casa donde vivió el último residente, el bisabuelo de la familia.

Michele Bertoletti Rosso es la enóloga de la bodega, y solo hace falta decir “buongiorno” y empezar a hablar para darse cuenta de que se está ante una típica mujer italiana (sí, también habla con las manos…) apasionada por su historia familiar y por los vinos que elabora.

El señor Mauro es el padre, un poco más reservado, pero en cuanto inicia una conversación, quien le habla se siente parte de la familia. Y este, “sentirse parte de la familia” es una característica de lo que encontrarás en Bituruna. En segundos ya eres parte del grupo.

Uno de los elementos interesantes de la casa-museo es la Sala del Sacerdote, en la planta superior. En aquella época, como los viajes eran difíciles, recibir al sacerdote era una cortesía ya que venía desde Palmas en mula (hoy son unos 150 km de camino asfaltado) y se le reservaba una habitación sólo para su uso. Por supuesto, con un orinal al lado de la cama. En aquella época, la mejor vajilla se sacaba del armario.

Impresiona el gran salón de la casa, al que Michele llama “el salón de fiestas”. Los domingos, allí se reunía la gente que iba a misa y también se quedaba a comer, beber, charlar, jugar a la mora (un juego en el que los jugadores adivinan la suma de los dedos que muestra el contrincante) y comer más. La mesa original tenía capacidad para 22 personas y Michele todavía recuerda los días en que la casa estaba llena.

Pisa da uva Vinícola Sanber

La periodista Francine Agnolleto después de pisar las uvas en Vinícola Sanber. Fotografía: Siderlei Ditadi

La casa, cuya construcción tardó cinco años y durante los cuales la familia vivió en una cabaña, está gestionada por la Asociación del Museo Casa Sanber.

La bodega se hizo oficial en 2006, tras años de actividad vitivinícola. Esta experiencia prácticamente secular se ha perfeccionado con el conocimiento de Michele. Se destacan los vinos elaborados con uvas Bordô y Casca Dura, esta última premiada en 2020 y 2021 en los Wines of Brazil Awards.

Durante la cata probamos el Tozetti Casca Dura, medalla de oro en los Premios Vinos de Brasil 2023, un vino de mesa blanco con una graduación alcohólica del 11%; Sanber, un rosado seco que en aquella época se servía en el “salón de fiestas” sólo para los invitados y no se vendía, una mezcla de Burdeos, Isabel, Casa Dura, Niágara elaborado de la misma manera y receta, con una graduación alcohólica de 11,5%; Tozetti Merlot 2023 – uno de los primeros vinos finos producidos por la Bodega después de la graduación de Michele – es un tinto con una graduación alcohólica del 13,4% y, finalmente, un Ristretto, considerado la joya de Sanber con solo dos mil botellas numeradas. Probé este Tannat de la botella 227, un tinto seco, muy bueno.

Quarto, Casa Sanber

Habitación preservada en Casa Sanber.

La Bodega Sanber está situada en la Estrada Rural Rota do Vinho, a 7 km del centro y las visitas sin cita previa para degustar los vinos duran aproximadamente una hora y son gratuitas (de lunes a domingo, de 10:30 a 12:00 y de 14:00 a 18:00 horas). Si quieres vivir una experiencia completa, con visita a la casa-museo histórica, paseo en tractor hasta el viñedo para cosechar y degustar uvas (en el camino, parada para contemplar un pino de 300 años), regreso a la bodega para conocer el proceso de producción y degustar más de ocho etiquetas de vino, además de zumos, espumosos, cachaça y grappa, es necesario reservar con antelación y este tour sólo está disponible en enero y febrero.

La tienda ofrece una gama completa de vinos de mesa y vinos finos, así como vinos espumosos y un zumo entero de vino tinto.

Pronto, promete Michele, Vinícola Sanber quiere añadir un luau con piñones a su lista de tours.

Bodega Bertoletti

Aquí aprenderás que los “nonos” vinieron de Rio Grande do Sul en 1927 y el viaje en carreta duró 30 días y así que llegaron a sus 22 alqueires y plantaron las mudas se dieron cuenta de que en Bituruna el clima y el suelo eran muy similares a los que dejaron atrás en Serra Gaúcha. El vagón de los “nonos” será reconstruido.

Claudinei Bertoletti, en la década de 1990, fue a estudiar Enología a Bento Gonçalves y al regresar, lo que era prácticamente artesanal tomó otro rumbo. La producción y el consumo crecieron y en 2005 Vinícola Bertoletti registró sus primeras etiquetas, cumpliendo todos los requisitos legales y sanitarios. Un año antes, en 2004, otro miembro de la familia, Eliane, también se licenció en Enología.

Son 8 hectáreas plantadas con Bordeaux, Niagara, Casca Dura, Cabernet Sauvignon y Merlot, pero a estas hectáreas se suman otras aproximadamente 130 hectáreas de 35 socios.

Vinícola Bertoletti

Tienda Bodega Bertoletti.

Bodega Bertoletti está en su cuarta generación y produce 700 mil litros de vino y 300 mil litros de jugo al año.

Se trata de vinos de mesa (Rosé, Casca Dura, Niagara, Bordeaux), vinos finos (Chardonnay, Sauvignon Blanc, Tannat, Merlot, Cabernet Sauvignon), vinos espumosos (Brut y Moscatel), vinagres balsámicos, grappa, vinagres de vino y zumos.

Para rendir homenaje a los antepasados, algunas etiquetas de Bertoletti registran momentos de la llegada de la familia a Bituruna, como el Legatum, que reproduce el recorrido de los “nonos” hasta Bituruna.

La bodega está ubicada en Rodovia Engenheiro Tancredo Benghi, 1.789, abre de lunes a viernes en horario comercial y las visitas se pueden programar en Instagram pero también se puede llegar sin previo aviso para hacer una degustación en la tienda.

Bodega Di Sandi

Como se puede ver, Sandi y Bertoletti honraron a los pioneros y convirtieron su dedicación al vino en un negocio exitoso, lo que se refleja en Bodega Di Sandi.

Aquí el origen es del matrimonio Luiz Antônio Sandi y Assunta Vens Sandi que llegaron a la región en 1933 también con plantones de vid en su equipaje procedentes de Flores da Cunha, Rio Grande do Sul. Detalle: Assunta hizo el viaje embarazada y convivió con jaguares que deambulaban por los alrededores antes de que se construyera la casa.

Y las viñas de Isabel plantadas en la década de 1930 todavía están vivas y produciendo en las tres colonias de tierras adquiridas por el Sr. Luiz Antônio.

Genésio, hijo de Luiz y Assunta, y su esposa Terezinha continuaron en la tierra y elaborando vino hasta que llegó el momento en que lo tradicional necesitaba profesionalizarse: en abril de 2002, nació Vinícola Di Sandi, con los hijos y nietos de Genésio, que tiene producción propia en 7,5 hectáreas además de utilizar uvas de pequeños socios.

Adilson Jerry Sandi, junto a Cris y otros hermanos, dirigen el negocio que produce 200 mil litros de vino al año. “Nos enfocamos en un mercado diferenciado”, dice Adilson, quien destaca que “las más de doscientas plantas de 1933 son el viñedo más antiguo de Paraná”.

Adilson Sandi, Vinícola Di Sandi

Adilson en el viñedo más antiguo de Paraná.

Las visitas se pueden realizar de lunes a viernes, de 8 a 12 h y de 13 a 18 h y los sábados, de 9 a 12 h y de 14 a 17 h. Si agendas tu visita vía WhatsApp +55(42)99808-8751 será aún más especial.

La bodega produce –y se pueden comprar en la tienda de la fábrica– vinos tintos elaborados con uvas Bordô, Isabel y Bordô, Merlot y Cabernet Sauvignon; blancos secos y demi sec Casca Dura, Niagara seco y suave y Moscato Giallo seco; demi sec y rosados ​​secos; espumosos rosados ​​y blancos Moscatel y Brut Chardonnay, zumos enteros de uva blanca y roja y también grappa.

En la Ruta Rural del Vino, a 6,5 ​​km del centro de la ciudad.

¿Pero es sólo vino?

No. Donde hay más de un italiano hay vino y comida, mucha comida.

Y en Bituruna se come muy bien, así que cualquier cosa que te recuerde a balanzas debe quedar olvidada. La pasta, ay la pasta…, es deliciosa y se sirve en abundancia. Y para mi sorpresa, me presentaron los capeletti fritos como aperitivo. Es suficiente para hacerte comer sin parar…

Empório Sabor Italiano (Rodovia Engenheiro Tancredo Benghi, 2.097), inaugurado en 2010, es un restaurante familiar que abre de miércoles a sábado para almuerzo y cena (11:30 a 13:30; 19:00 a 22:00) y martes y domingo sólo para almuerzo (11:30 a 13:30). Las pastas se elaboran en el restaurante. Por € 7,15 se sirven dos pastas, dos carnes, queso frito, polenta y ensaladas, precio que aumenta a € 7,47 los sábados, domingos y festivos. Comer tanto como quieras

En la Av. Moisés Lupion, 900, se encuentra lo Fogão a Lenha de la ciudad y es administrada por la familia de Mauro y Maria Pinheiro. Está abierto de lunes a sábado, abriendo sus puertas a las 11:20 horas y cerrando únicamente cuando se marcha el último cliente. El cartel a la entrada dice que allí encontrarás “el espíritu mineiro en la Capital del Vino”. El buffet cuenta con 18 platos calientes cocinados en horno de leña, con mesa de embutidos y postres. El kilo cuesta € 9 el buffet libre cuesta € 5,40.

Restaurante Fogão a Lenha

Fogão a Lenha.

También en el sistema buffet y también administrado por la familia, 7 Colinas tiene como comandantes y recepcionistas a Samira y Sandra Bertoletti. En Av. Pref. Farid Abraão, 1.716 está abierto para el almuerzo todos los días de 11:30 a 14 horas y por la noche sólo para eventos. Hay entre 15 y 18 platos calientes, entre 20 y 25 ensaladas más postre y, por supuesto, café espresso. Como dice Samira: “Exageramos un poco, es una cosa italiana”. Por supuesto, lo más destacado son los platos de pasta (que están disponibles para la venta), como las tortas de calabaza, los pierogi de patata con queso crema y los rondelli de queso. En el buffet encontrarás gelatina de cebolla roja reducida en vino tinto de Biturinense y a la parrilla, costillas, cordero, cadera, solomillo, picaña, corazón y pollo asado y, los domingos, potaje de piñones.

Si vas a Bituruna en grupo o con veinte personas, reserva la cena Torniamo alla Nostra Italia en Don Oscar Restaurante Colonial. Vale la pena organizar el grupo porque Sonia y Valério hacen una cena típica italiana con música e historia. Sonia define el evento como “un viaje gastronómico a los orígenes de nuestros antepasados” y esto lo sentirás mientras cortas la polenta, bailas y te diviertes. Llama al +55(42)99912-5772.

Y si estamos en Italia no podéis dejar de visitar Beponi Pasta Artesanal. A unos 15 minutos del centro, por un camino rural pero asfaltado, el recorrido llega a la Comunidad de Engano (pregunta a alguno de los Beponi por una explicación porque hay varias versiones del nombre) y a un entorno bucólico que invita a pasar el día allí. Otra empresa familiar (y créanlo o no, no tiene a Sandi y Bertoletti…) dirigida por el padre, José, la madre, Lídia, las hijas, Carla y Valéria, y los maridos y, según el Sr. Beponi, “doña Rosi es la que manda”. Rosi no es familia.

Los abuelos de José, Angelo Masiero y Maria Bé, junto con João Masiero y Alovise, vinieron de Antonio Prado, en Rio Grande do Sul, con siete hijos y semillas de hortalizas, plantones de hierbas, caña de azúcar, vides y la experiencia de hacer pasta. Hoy las tres parejas, más Rosi, están “orgullosas de preservar la historia” en esta fábrica de sabores que produce 3.000 kilos de pasta cada mes.

Son 28 productos y señalan como destaques los tortei (500 g por € 2,86), capeletti de pollo (500 g por € 3,49), rondelli de queso o queso y jamón (500 g por € 3,97) y polenta prefrita (500 g por € 1,99). El menú también incluye salsas (blanca, de pollo y boloñesa), lasañas, conchigliones, pastas (la penne cuesta € 1,59 por 500g) así como dulces hechos con uvas, higos, peras y calabaza, naranja y coco.

Massas Artesanais Beponi

Tortei.

La propiedad Beponi tiene un área en la parte trasera con tres lagos y un pequeño sendero. Acércate a tu Beponi y pídele (lo siento Sr. Beponi) el vino artesanal que produce (es muy bueno) y relájate, disfrutando del paisaje y del sonido de los pájaros. ¿Quién sabe, tal vez el señor Beponi (ups, otra vez) prepare una parrilla, encienda el fuego y prepare algo de polenta?

Si aún no lo has pensado, te damos una recomendación: debes llevar una nevera portátil para el viaje y dejar espacio en el maletero para cajas de vino.

También tiene mate

Pero no sólo de uvas y pasta vive Bituruna. Hay yerba mate. Y bueno.

Cuando los primeros colonos llegaron a sus tierras, encontraron gran cantidad de yerba mate al amparo de los bosques de pinos.

Luiz André y Jessica Schultz están al frente de Verde Real Erva-Mate, creada en 1989, que produce hierbas para chimarrão y tereré.

La empresa dio un giro involuntario en 2021, cuando Baitaca, compositora y cantante de música tradicional gaucha, apareció bebiendo chimarrão con Verde Real. Voy a cambiar un poco las cosas y hoy Baitaca es el chico (59 años) que publicita la yerba mate.

André explica que “la buena yerba mate produce espuma” y la tierra de Bituruna es “ideal para la yerba mate” y el resultado es “una yerba mate más neutra y suave”. La planta herbácea sombreada por los pinares de Bituruna y la región circundante produce “una hoja de mayor calidad, más suave, más verde y con aroma”. Y en la región, la producción está integrada con la uva y la yerba mate. Información importante: El 80% de los productores de yerba mate de Rio Grande do Sul utilizan yerba mate de Paraná y la ciudad de Cruz Machado, a 125 km de Bituruna, es la mayor productora del mundo.

Verde Real produce yerba mate 70% de manera tradicional y 30% con azúcar.

De los hornos de la empresa salen ocho productos: Yerba Mate de Alto Vacío, Yerba Mate Baitaca, Yerba Mate con Azúcar, Yerba Mate Lisa Gruesa y Yerba Mate Tradicional, todas en envases de 1 kg, y Yerba Mate Tereré Piña, Limón y Pura, en envases de 500 g.

Verde Real realiza ventas online y las visitas a la fábrica y tienda (Av. Moisés Lupion, 1.649) son gratuitas al +55(42)3553-1363.

Bituruna

A pesar de ser un municipio pequeño, Bituruna es el 136º PIB del Estado entre los 399 municipios de Paraná según datos de 2021. Con una superficie de 1.234,9 km², posee alrededor de 223 km² de bosque natural y llama la atención de quien lo visita la cantidad de pinos que sobrevivieron al ciclo del aserradero, normal cuando los gauchos llegaban a vivir a estas tierras. Aún así, el sector forestal representa € 74 millones para el municipio (el pino llegó en 1968/1969), seguido de € 14 millones de la ganadería y € 12 millones de la agricultura.

Quienes viven en la ciudad tienen una esperanza de vida de alrededor de 74 años y, aunque no lo crean, en 2023 solo hubo tres homicidios en el municipio.

Esta tranquilidad la podrás sentir cuando camines por la Av. Dr. Oscar Geyer, donde encontrarás tiendas, farmacias, supermercados, bancos, algunos bares y restaurantes.

Pero los turistas tendrán dificultades para encontrar los atractivos de la ciudad: la falta de señalización es evidente y necesita una solución urgente. La excepción es la señalización de la Ruta del Vino.

Ver la imagen de Santa Bárbara, patrona del municipio creada el 26 de noviembre de 1954, es fácil: basta con mirar hacia arriba. Está situado en una colina a 990 metros sobre el nivel del mar y es la postal de Bituruna.

Hacia 1928/1929, la familia Dalmas llegó a la región y trajo consigo la imagen de Santa Bárbara, quien se convirtió en la patrona de los vecinos.

Su figura de 34 metros de altura fue construida con donaciones de la comunidad bajo la supervisión de Gilberto Ramos e inaugurada el día de su fiesta litúrgica, el 4 de diciembre de 2004.

Para llegar, el camino es empinado y empedrado, por lo que hay que tener cuidado si el suelo está mojado. Cuando dejas el coche en el aparcamiento, tienes que subir 132 escalones para llegar a los pies del Santo. ¿Sólo pensarlo te cansa? Pero es posible llegar muy cerca, dejar gente y aparcar en el estacionamiento.

La vista desde lo alto de la colina es imperdible.

En la Av. Oscar Geyer, 656, justo en el centro de la ciudad, se encuentra la Praça do Fogo. Cabe recordar que Bituruna en invierno tiene temperaturas que varían entre 8 y 18ºC y la Plaza fue construida con un hogar en el centro y con la representación de cuatro árboles de araucarias rodeándolo y una estructura simulando ramas. Allí, desde 2015, las familias se reúnen para beber vino o mate, charlar y, cuando se enciende la chimenea, comer piñón sapecado. Todos los miércoles, de 16 a 22 horas, una feria que reúne a productores locales.

Tómese un tiempo para visitar Villa Geyer, ubicada en Av. Dr. Oscar Geyer 180. Es un espacio de eventos ubicado en la casa de Oscar Reinaldo Geyer, hijo fallecido del gerente de la empresa colonizadora. Inaugurado en 2023, merece la pena visitarlo para ver sus jardines y decoración. Los de la región tienen un excelente lugar para realizar reuniones de trabajo, bodas y fiestas.

Villa Geyer

Villa Geyer.

En el calendario de eventos de la ciudad se pueden programar: cada febrero se celebra la Fiesta de la Uva y para los que les gusta correr, el Desafío de la Ruta del Vino que pasa por las bodegas; en julio, cada dos años (2026 es el próximo), la Fiesta del Vino y la Polenta Gigante y, en septiembre, el Torneo de Pesca Deportiva del Pez Dorado y, también, la Fiesta de la Yerba Mate. El Ayuntamiento ha prometido crear en breve una ruta de peregrinación de dos días.

Y sobre el nombre Bituruna, hay varias explicaciones, pero elegí la que me convenció: proviene de la palabra tupí “bitur” (o “ybityr” o “ybytyra”) que significa cerro o montaña, combinada con “una”, que significa negro, formando “monte negro”. Gracias al investigador João Carlos Vicente Ferreira.

¿Y dónde alojarse?

Bituruna ha comenzado recientemente a atender al turismo y carece de una estructura que pueda atender a más turistas.

El Hotel Grezelle es el mejor de la ciudad. Otra empresa familiar que se encuentra en su tercera generación en el negocio de la hostelería. El primer hotel, o mejor dicho, albergue, se inauguró allí en 1969 (hay una maqueta en la parte trasera del hotel) y desde entonces la familia ha sabido acoger a sus huéspedes.

Hoy, en manos del señor Hirno, la señora Clarice y su hija Josi, Grezelle es confortable, con sólo treinta apartamentos en los tipos estándar, lujo, suite y master, algunos con balcón, con tarifas diarias a partir de € 23 por persona. Todas tienen acceso a TV por cable, teléfono, cama box spring y Wi-Fi. Cada apartamento tiene un nombre, como Infazia, Facile, Credore, Nonna y Passione.

El desayuno comienza a las 6:30 am y es de estilo colonial y muy bien servido, preparado por la señora Clarice. Realmente hacen del hotel una extensión de tu casa.

Café da manhã, Hotel Grezelle

Desayuno.

A fines de marzo, junto al hotel, en Av. Dr. Oscar Geyer, 45, abrirá Boccalone Cucina Italiana, que servirá pastas, paninis, dolci, café y gaseosas italianas.

La Toscana está aquí

Hay Airbnb en Bituruna. ¡Y qué Airbnb! Casa Toscana en Brasil está a 13 km del centro, a una altitud de 1.200 metros (la temperatura allí es 5 grados más baja que en la ciudad) y es un lujo. Tiene capacidad para 13 huéspedes distribuidos en cuatro habitaciones (tres de ellas con aire acondicionado), tres baños y un aseo para invitados.

Dispone de varias comodidades como un espacio al lado de la casa con barbacoa, horno de leña, cocina bien equipada, chimenea, una pequeña biblioteca y un césped con una vista impresionante: del amanecer, del atardecer y, por la noche, para observar el cielo claro y estrellado.

Casa Toscana no Brasil

Casa Toscana en Brasil.

Los huéspedes tienen acceso a vinos exclusivos producidos por la familia cercana y que ya no se producen. Quedan pocas botellas de Bodega Tenuta, vinos de altura. Abrir el corcho y disfrutarlo mientras se pone el sol es una experiencia para recordar por siempre.

Bituruna, con sus vinos, su polenta cremosa y sus italianos habladores y sonrientes, es una región aún por descubrir para el turismo. Para aquellos que gustan de las nuevas experiencias, aquí va un consejo. Entérate antes que otros.

Jean Luiz Féder, periodista asociado a Abrajet-PR (Asociación Brasileña de Periodistas de Turismo – Paraná)

Now Boarding visitó Bituruna por invitación de

Sebrae, entidad privada que ayuda a microempresarios y pequeñas empresas a emprender, crecer y ser más competitivos y

Consevitis-RS, entidad que brinda apoyo y financiamiento para la promoción y armonización de la cadena productiva del vino en Rio Grande do Sul y que hoy, entre sus objetivos, está transformar a Brasil en un país de vinos.

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