Embora a tecnologia tenha avançado a níveis inimagináveis, ainda não é possível viajar no tempo. Mas, ao redor do mundo, existem lugares que preservam vestígios do passado, proporcionando uma amostra tangível de como viviam as civilizações que nos antecederam.
Observar – e, quando permitido, tocar – artefatos que datam de milhares de anos é uma experiência fascinante. Por isso, muitos viajantes optam por destinos que respiram história. Esse tipo de turismo é conhecido como turismo arqueológico ou arqueoturismo, que consiste em visitar locais com assentamentos, ruínas ou artefatos antigos preservados para apreciação do público, contribuindo para o desenvolvimento econômico das regiões onde estão localizados.
As pirâmides de Gizé, no Egito, ou os vestígios do Coliseu da Roma antiga, na Itália, são os exemplos mais emblemáticos desse tipo de turismo. No entanto, na América Latina, um dos principais pilares do turismo arqueológico é o México, que foi o berço do poderoso império maia.
Especificamente, a Península de Yucatán é conhecida como o “Egito das Américas”. No coração da selva, encontram-se as ruínas de antigas cidades maias, uma civilização que ainda hoje guarda muitos mistérios. Embora a mais famosa e visitada seja Chichén Itzá, a realidade é que os tesouros arqueológicos estão espalhados por toda a região costeira conhecida como Riviera Maya.

Chichen Itzá. Foto: Christina Abken/Unsplash
El Meco
Um exemplo claro é Quintana Roo, Estado no Sudeste do México, parte da Península de Yucatán. Ele é famoso por seus rios subterrâneos, os mais longos do mundo, e pelos inúmeros cenotes presentes em seu território. Além disso, abriga tesouros arqueológicos como El Meco, um local cujo nome remonta ao apelido de um residente do século XIX. O nome ficou associado às ruínas, já que ele cuidava de um pequeno rancho na praia, próximo ao atual farol localizado no km 2.7 da estrada Puerto Juárez-Punta Sam, na porção continental do município de Isla Mujeres, ao Norte de Cancún.
Outro ponto de destaque é Tulum, uma das maiores e mais impressionantes cidades da civilização maia. Além de ser um importante centro comercial, Tulum teve um papel fundamental na observação e compreensão dos astros. A civilização maia construiu edificações específicas para esse fim, muitas das quais permanecem de pé, prontas para receber visitantes do mundo todo. O Castelo, o Templo da Estela e o Templo dos Afrescos estão entre as ruínas que vale a pena explorar.
Já Dzibanché foi uma cidade que floresceu entre os anos 300 e 1200. Descoberta em 1927 pelo explorador inglês Thomas Gann, Dzibanché foi uma das cidades mais relevantes da cultura maia no período entre 250 e 600. A cidade possuía enormes templos (foto da capa) e recintos cerimoniais que, até hoje, continuam preservados.
Em Cancún, as ruínas de San Miguelito são uma das principais atrações do arqueoturismo. Trata-se do assentamento pré-histórico maia mais importante da ilha, composto por cerca de 40 edificações organizadas em cinco conjuntos arquitetônicos: Chaac, Dragões, Grande Pirâmide, Conjunto Norte e Conjunto Sul. Nesses locais, é possível admirar diferentes construções, altares, palácios bem conservados, além de utensílios, ferramentas, murais e cerâmicas.
Ainda em Cancún, destaca-se El Rey, um assentamento pré-hispânico que funcionava como centro religioso e administrativo, onde eram realizados importantes cerimônias e residiam figuras de maior status político da região. Algumas estruturas palacianas conservam fragmentos de murais que fazem alusão a diferentes deuses.
Mais ao Sul de Quintana Roo, estão as ruínas de Cacchoben, um grupo de aldeias fundadas há mais de 20 séculos. Devido ao excelente estado de conservação, os visitantes podem ter uma visão clara de como viviam seus antigos habitantes. O destaque é o edifício mais importante, a Acrópole, que permanece intacta.
TURISMO: Los Cabos, aventura, natureza e luxo
Onde hospedar
A 10 minutos de carro de El Rey, o Residence Inn by Marriott – Playa del Carmen tem suítes equipadas com cozinha e geladeira e conta com um rooftop com piscina, ideal para admirar o pôr do sol sobre o Mar do Caribe.
Com apoio Rouge Comunicação
Archaeological Tourism in Mexico
Although technology has advanced to unimaginable levels, it is not yet possible to travel through time. However, around the world, there are places that preserve vestiges of the past, providing a tangible glimpse into how the civilizations that preceded us lived.
Observing – and, when permitted, touching – artifacts dating back thousands of years is a fascinating experience. Therefore, many travelers choose destinations steeped in history. This type of tourism is known as archaeological tourism or archaeotourism, which consists of visiting sites with settlements, ruins, or ancient artifacts preserved for public appreciation, contributing to the economic development of the regions where they are located.
The pyramids of Giza in Egypt, or the remains of the Colosseum of ancient Rome in Italy, are the most emblematic examples of this type of tourism. However, in Latin America, one of the main pillars of archaeological tourism is Mexico, which was the cradle of the powerful Mayan empire.
Specifically, the Yucatán Peninsula is known as the “Egypt of the Americas.” In the heart of the jungle lie the ruins of ancient Mayan cities, a civilization that still holds many mysteries. Although the most famous and visited is Chichén Itzá, the reality is that archaeological treasures are scattered throughout the coastal region known as the Riviera Maya.
El Meco
A clear example is Quintana Roo, a state in southeastern Mexico, part of the Yucatán Peninsula. It is famous for its underground rivers, the longest in the world, and for the numerous cenotes present in its territory. Furthermore, it houses archaeological treasures such as El Meco, a place whose name dates back to the nickname of a 19th-century resident. The name became associated with the ruins, as he cared for a small ranch on the beach, near the current lighthouse located at km 2.7 of the Puerto Juárez-Punta Sam road, in the continental portion of the municipality of Isla Mujeres, north of Cancún.
Another highlight is Tulum, one of the largest and most impressive cities of the Mayan civilization. Besides being an important commercial center, Tulum played a fundamental role in the observation and understanding of the stars. The Mayan civilization built specific structures for this purpose, many of which remain standing, ready to receive visitors from all over the world. The Castle, the Temple of the Stela, and the Temple of the Frescoes are among the ruins worth exploring.

“The Castle,” part of an archaeological site in Tulum.
Dzibanché, on the other hand, was a city that flourished between the years 300 and 1200. Discovered in 1927 by the English explorer Thomas Gann, Dzibanché was one of the most important cities of the Mayan culture between 250 and 600. The city possessed enormous temples (cover photo) and ceremonial precincts that remain preserved to this day.
In Cancún, the ruins of San Miguelito are one of the main attractions for archaeological tourism. This is the most important prehistoric Mayan settlement on the island, comprising approximately 40 buildings organized into five architectural complexes: Chaac, Dragons, Great Pyramid, North Complex, and South Complex. In these locations, it is possible to admire different constructions, altars, well-preserved palaces, as well as utensils, tools, murals, and ceramics.
Also in Cancún, El Rey stands out, a pre-Hispanic settlement that functioned as a religious and administrative center, where important ceremonies were held and where figures of higher political status in the region resided. Some palatial structures preserve fragments of murals alluding to different gods.
Further south of Quintana Roo are the ruins of Cacchoben, a group of villages founded more than 20 centuries ago. Due to their excellent state of preservation, visitors can gain a clear view of how its ancient inhabitants lived. The highlight is the most important building, the Acropolis, which remains intact.
Where to stay
A 10-minute drive from El Rey, the Residence Inn by Marriott – Playa del Carmen offers suites equipped with kitchens and refrigerators, and features a rooftop pool, ideal for admiring the sunset over the Caribbean Sea.
With support from Rouge Comunicação
Turismo arqueológico en México
Aunque la tecnología ha avanzado a niveles inimaginables, aún no es posible viajar en el tiempo. Sin embargo, alrededor del mundo existen lugares que conservan vestigios del pasado, ofreciendo una visión tangible de cómo vivían las civilizaciones que nos precedieron.
Observar —y, cuando está permitido, tocar— artefactos que datan de hace miles de años es una experiencia fascinante. Por ello, muchos viajeros eligen destinos con una rica historia. Este tipo de turismo se conoce como turismo arqueológico o arqueoturismo, que consiste en visitar sitios con asentamientos, ruinas o artefactos antiguos preservados para el disfrute del público, contribuyendo al desarrollo económico de las regiones donde se ubican.
Las pirámides de Giza en Egipto o los restos del Coliseo de la antigua Roma en Italia son los ejemplos más emblemáticos de este tipo de turismo. Sin embargo, en Latinoamérica, uno de los pilares del turismo arqueológico es México, cuna del poderoso imperio maya.
Específicamente, la península de Yucatán es conocida como el “Egipto de las Américas”. En el corazón de la selva se encuentran las ruinas de antiguas ciudades mayas, una civilización que aún guarda muchos misterios. Si bien la más famosa y visitada es Chichén Itzá, lo cierto es que tesoros arqueológicos se encuentran dispersos por toda la región costera conocida como la Riviera Maya.
El Meco
Un claro ejemplo es Quintana Roo, estado ubicado en el sureste de México, parte de la península de Yucatán. Es famoso por sus ríos subterráneos, los más largos del mundo, y por los numerosos cenotes presentes en su territorio. Además, alberga tesoros arqueológicos como El Meco, cuyo nombre se remonta al apodo de un residente del siglo XIX. El nombre se asoció con las ruinas, ya que él cuidaba un pequeño rancho en la playa, cerca del actual faro ubicado en el kilómetro 2.7 de la carretera Puerto Juárez-Punta Sam, en la parte continental del municipio de Isla Mujeres, al norte de Cancún.
Otro punto destacado es Tulum, una de las ciudades más grandes e impresionantes de la civilización maya. Además de ser un importante centro comercial, Tulum desempeñó un papel fundamental en la observación y comprensión de las estrellas. La civilización maya construyó estructuras específicas para este propósito, muchas de las cuales aún se conservan, listas para recibir visitantes de todo el mundo. El Castillo, el Templo de las Estelas y el Templo de los Frescos se encuentran entre las ruinas que vale la pena explorar.
Dzibanché, por otro lado, fue una ciudad que floreció entre los años 300 y 1200. Descubierta en 1927 por el explorador inglés Thomas Gann, Dzibanché fue una de las ciudades más importantes de la cultura maya entre los años 250 y 600. La ciudad poseía enormes templos (foto de portada) y recintos ceremoniales que se conservan hasta el día de hoy.
En Cancún, las ruinas de San Miguelito son uno de los principales atractivos del turismo arqueológico. Este es el asentamiento maya prehistórico más importante de la isla, compuesto por aproximadamente 40 edificios organizados en cinco complejos arquitectónicos: Chaac, Dragones, Gran Pirámide, Complejo Norte y Complejo Sur. En estos sitios, es posible admirar diversas construcciones, altares, palacios bien conservados, así como utensilios, herramientas, murales y cerámica.
También en Cancún, destaca El Rey, un asentamiento prehispánico que funcionó como centro religioso y administrativo, donde se celebraban importantes ceremonias y residían figuras de alto estatus político de la región. Algunas estructuras palaciegas conservan fragmentos de murales que aluden a diferentes dioses.

El Rey. Foto: Xe3osc
Más al sur de Quintana Roo se encuentran las ruinas de Cacchoben, un conjunto de pueblos fundados hace más de veinte siglos. Gracias a su excelente estado de conservación, los visitantes pueden apreciar claramente cómo vivían sus antiguos habitantes. El principal atractivo es el edificio más importante, la Acrópolis, que se conserva intacta.
Dónde alojarse
A 10 minutos en coche de El Rey, el Residence Inn by Marriott – Playa del Carmen ofrece suites equipadas con cocina y nevera, y cuenta con una piscina en la azotea, ideal para admirar la puesta de sol sobre el mar Caribe.
Con el apoyo de Rouge Comunicação






