A temporada de concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) começa em março de 2026 segundo anúncio feito pela Fundação Osesp e o Governo do Estado por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.
A Temporada Osesp 2026 terá 27 programas sinfônicos das séries de assinatura na Sala São Paulo, cada um com três concertos por semana. Somados aos projetos especiais, a Osesp estará no palco mais de 100 vezes no ano. A esses números são acrescidos cinco programas do Coro da Osesp a capella ou com acompanhamento, sete recitais solo e seis concertos de câmara com integrantes da Orquestra e do Coro. Os músicos se apresentarão também em oito sextas-feiras da série Osesp duas e trinta, sempre às 14h30, com ingressos a preço único de R$ 50 (valor inteiro).
Thierry Fischer, diretor Musical e Regente Titular da Osesp, comanda nove programas, o que significa 27 concertos da Osesp. A maratona musical terá início no dia 5 de março de maneira impactante: a Osesp interpretará Gruppen, de Stockhausen, e a Nona Sinfonia de Beethoven. Duas obras que, embora distantes no tempo e na linguagem, ressoam e contrastam entre si.
Gruppen é executada por três formações orquestrais e três maestros ao mesmo tempo, proporcionando uma escuta descentralizada e imersiva, em que cada grupo possui uma identidade própria. Completa este programa a transcrição de Villa-Lobos para Fantasia e fuga em dó menor, BWV 537, de Johann Sebastian Bach, que será apresentada publicamente pela primeira vez.
Serão mais de 60 artistas convidados se apresentando, entre brasileiros (como os pianistas Hercules Gomes, Sonia Rubinsky e o violonista Fabio Zanon, que em 2026 completa 60 anos) e estrangeiros, tais como Kirill Gerstein (piano), Hera Hyesang Park (soprano), Antoine Tamestit (viola), Tai Murray (violino), Nelson Goerner (piano) e José González-Monjas (regente).
Os destaques da temporada
Em um dos principais eixos temáticos do ano, “Retrato sinfônico: Mendelssohn”, será possível acompanhar a Osesp em um percurso pela obra do romântico alemão, ao longo do qual terá atenção em especial a beleza de suas cinco sinfonias. Já o “Ciclo Mahler” trará a Quarta e a Nona sinfonias deste artista monumental.
Também será dada continuidade, com Sonia Rubinsky, ao projeto “O piano de Villa-Lobos”, com o Concerto para piano nº 4 do mestre brasileiro.
O ano terá estreias de coencomendas feitas pela Osesp a Andrew Norman (Concerto para trombone, com Jörgen van Rijen), Daniel Freiberg (Concerto para violão, com Rafael Aguirre) e Francisco Coll (Concerto para piano, com Kirill Gerstein), e das encomendas endereçadas a Leonardo Martinelli (Cânticos malditos, gozosos e devotos, com texto de Hilda Hilst) e Jocy de Oliveira (Hieródula) – no aniversário de 90 anos desta pianista e compositora brasileira. Teremos, ainda, estreias brasileiras de peças de Nathalie Joachim e John Adams e a estreia mundial de uma obra de Antonio Celso Ribeiro.
“Festejando a tradição sinfônica, os estilos musicais que se entrelaçam, as propostas artísticas renovadas e a música ao longo dos séculos, descobriremos, em 2026, novas interpretações e formas de alargar e aprofundar a existência humana”, afirma Thierry Fischer.
O jovem violinista Daniel Lozakovich, nascido na Suécia, será o Artista em Residência desta temporada: ele trará para o palco da Sala sua leitura dos concertos de Sibelius e Tchaikovsky, além de um recital solo em que mergulha em peças de Bach.
A intimidade da música de câmara também estará presente em outros seis recitais além deste de Lozakovich, quando veremos uma variedade de pianistas: Kirill Gerstein, Hercules Gomes, Nelson Goerner, Yeol Eum Son, Orli Shaham e Olga Kopylova.
O Coro da Osesp fará um repertório amplo e variado, que coloca a polifonia renascentista em diálogo com os sons do nosso tempo. Dessa forma, o grupo reafirma sua vocação para a diversidade estética. O conjunto fará programas a capella com seu Regente Titular, Thomas Blunt, com o Regente Residente, Kaique Stumpf, e com o convidado Pierre-Fabien Roubaty, além de um especial com o grupo percussivo Martelo (que terá a estreia mundial da obra encomendada a Martinelli). O Coro sobe ao palco da Sala em seis programas sinfônicos-corais ao lado da Orquestra durante o ano, como no Oratório de Páscoa, de Bach.
E, assim como em 2024 e 2025, os próprios músicos da Orquestra e Coro criaram seis programas camerísticos para a Temporada, que trazem peças de nomes como Beethoven, Villa-Lobos e Mendelssohn nos repertórios. Merece atenção um programa focado no mais célebre triângulo amoroso do romantismo musical, formado por Johannes Brahms e o casal Robert e Clara Schumann. Um concerto especial durante a Semana do Meio Ambiente, com A canção da Terra, de Mahler, também merece destaque.
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Programa de assinaturas
A Osesp segue com seu tradicional programa de Assinaturas para a Temporada 2026. A venda dos pacotes promocionais será em um novo período, que desta vez se estenderá até 31 de janeiro de 2026. Os valores partem de R$ 200 (preço inteiro para quatro apresentações do Coro da Osesp), e séries fixas sinfônicas custam a partir de R$ 450 (inteira), para nove concertos.
Os pacotes de Assinaturas da Osesp são uma maneira de garantir séries de concertos na Sala São Paulo ao longo de 2026 com benefícios exclusivos. As Assinaturas são divididas em duas modalidades: Séries Fixas, com os concertos agrupados em “Sinfônicos” (nove ou dez apresentações), “Corais” (cinco concertos), “Recitais” (sete datas) e “Câmara” (seis concertos); e Séries Flexíveis, na qual o assinante pode criar sua própria série contendo, no mínimo, quatro apresentações (entre concertos sinfônicos, corais, de câmara e recitais).
A Temporada Osesp 2026 é uma realização da Fundação Osesp, do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e Governo Federal.
A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura, desde 2005.
Com apoio Fundação Osesp






