Esta página é, principalmente, dedicada ao turismo. Mas a vida de jornalista sempre reserva surpresas. E a última veio de um convite da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria do Paraná (Italocam): conhecer como se faz o verdadeiro pomodoro italiano. A Now Boarding foi a Nápoles para uma viagem curta, de quatro noites, ver a cadeia de produção do autêntico pomodoro italiano. Mas esse texto traz, também, informações turísticas.

A Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra) apresenta no seu site um levantamento sobre o mercado de pizzas no Brasil, mostrando onde estão as pizzarias e lista o ranking. São Paulo, por óbvio, está à frente com 32,63% das pizzarias ativas no Estado. A Apubra com base nos seus dados apura que, em média, cada pizzaria produz 69 “redondas” diariamente, com os brasileiros consumindo 3,36 milhões de pizzas a cada santo dia. Dá para imaginar a quantidade de molho de tomate que os pizzaiolos precisam.  E a Itália é produtora de excelência nesse quesito: seus tomates são de ótima qualidade.

Há três anos foi criado o projeto Meu Tomatì – Excelência Europeia que, com foco no Brasil, iniciou um processo de divulgação do produto italiano com apoio do consórcio OI Pomodoro da Industria Bacino Centro Sud Italia e financiamento da União Europeia.

Reunindo a cadeia de produção das regiões de Abruzzo, Basilicata, Calábria, Campânia, Lácio, Marcas, Molise, Puglia, Toscana, Sardenha, Sicília e Úmbria, num total de 20 organizações produtoras e 43 empresas de processamento, a OI Pomodoro tira dos cerca de 34 mil hectares de tomates, 2,87 milhões de toneladas de tomates.

Michele Sabatino, da Euroconsult, disse aos jornalistas e empresários brasileiros que foram fazer a visita, que, apesar de o Mercosul ainda ser um pequeno mercado, “ele é um parceiro estratégico, principalmente com as recentes revisões de tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos”. Segundo ele, o Meu Tomatì é a oportunidade de se levar ao consumidor brasileiro “a qualidade dos produtos europeus e, em particular, os italianos das empresas da OI Pomodoro Centro Sud”.

Eu não tinha a menor ideia de como era o processo, da produção do tomate saindo do campo e chegando ao supermercado. Importava, sim, em como ele é servido nas massas e pizzas e, é possível distinguir, a qualidade e sabor nesse consumo.

6 horas

Visitei duas fábricas, a Ciao Tomatoes, em Marcato San Severino, a 50 km de Nápoles, e a Sica Conserve, a 30 km. Nas duas empresas, funcionando 24 horas por dia na temporada de colheita, se percebe a preocupação com a qualidade. O tomate que chega do campo passa por uma minuciosa seleção para que sejam enlatadas somente as melhores unidades. É um trabalho que exige das mulheres que fazem a seleção um olhar atento para não deixar passar pela esteira um único fora do padrão de qualidade.

Ciao Tomatoes

Ciao Tomatoes.

A temporada de produção é de apenas 50/60 dias, entre julho e agosto, quando toda a cadeia está ativa integralmente. Os tomates colhidos têm que chegar às empresas em até 24 horas, impreterivelmente. Ali, são classificados e inicia-se o processo de produção passando por sucessivas lavagens e seleção até chegarem às latas onde, antes de serem fechadas, são acrescentados basílico para os italianos, manjericão para nós, brasileiros.

As latas, lacradas, ficam em processo de quarentena por cerca de 15 dias para verificação se nesse período nenhuma fica estufada, danificada e terá que ser descartada.

Linha produtos, Ciao Tomatoes

O impressionante é que entre o início da colocação dos tomates na linha de produção até o seu enlatamento, todo o processo dura, no máximo, 20 minutos.

Dario Amarante, diretor Comercial e de Relação com Clientes da Ciao Tomatoes, diz que todo o processo entre a colheita e o enlatamento não deve demorar mais do que 6 horas para garantir a qualidade do produto ao consumidor. “Nosso principal mercado é o de food service (restaurantes, pizzarias) e, de toda nossa produção, 85% vão para os Estados Unidos e com as novas regras estamos preocupados, mas procurando novos mercados”, ressalta Dario, cujo tio fundou a empresa em 1979.

Na Sica Industria Conserve Alimentari, Luciano Calabre lembrou que o tomate foi descoberto no Peru e que hoje a Itália só perde para a Califórnia, nos Estados Unidos, como maior produtora de tomate do mundo. Ele relatou que a safra 2025 é a pior em 30 anos: choveu muito no Norte e pouco no Sul e por isso a produção deve encolher em cerca de 25%. “É uma preocupação que temos porque os contratos são fechados em junho, antes da colheita”, contou. Perguntado, não se esquivou: o preço final para o consumidor deve aumentar.

A Sica deve processar 4 milhões de caixas de tomates e a Ciao estima que possa chegar a produzir 6 milhões de latas nessa safra que vem dos mais de 70 mil hectares plantados principalmente na Emilia-Romagna, Toscana, Lazio, Campagna e Puglia.

No campo

A colheita nos campos de tomates tipo longo é totalmente mecanizada (a semeadura também é); já os tomates San Marzano (considerato o rei do pomodoro por sua forma alongada) que crescem verticalmente ao contrário dos longos, que são produção rasteira, são colhidos manualmente. A maioria cultiva o tomate longo; para o San Marzano, estima-se o cultivo em apenas 300 hectares.

Luciano Simonetti, da Cooperativa La Veronica que tem 250 produtores, relatou que a cultura é irrigada e a produção por hectare, em média, é de 90 a 100 toneladas. E um detalhe importante, 80% dos cooperados fazem cultivo biológico, orgânico e, por isso, a terra onde o tomate é cultivado tem que descansar cerca de três anos. Quer dizer: um ano a terra produz tomate, nos outros dois, outras culturas para voltar no terceiro ano com tomate.

Plantação tomate Itália

Plantação de tomate tipo longo.

Ok, mas o tomate daqui (Brasil) é diferente do de lá (Itália)? Quem responde é o chef Mauricio Louzao, que comanda a Varanda 228, eleita uma das melhores pizzarias de São Paulo: “Sim! Tomates italianos e brasileiros são bem diferentes. Enquanto os europeus são doces com baixíssima acidez e poucas sementes, os nossos são mais ácidos, um pouco mais aguados e com mais sementes. Os que provamos em Nápoles, em virtude do solo vulcânico, rico em minerais e nutrientes, ainda possuem textura e intensidade de sabor maiores”.

E, deixando rapidamente o tomate de lado, visitamos a Azienda Agricola D’Amato Pasquale, em Spinazzola, a 190 km de Nápoles, que tem toda sua área de plantação biológica. Francesco D’Amato diz que produz, lógico, tomate, azeite extravirgem de oliva, cereais e queijos de cabra, demonstrava preocupação com o clima. Contou que vive três anos de seca e que nesse ano, na sua região, choveu até agora só 30 ml. Comprei um vidro de azeite de 250 ml por € 5 (R$ 32).

Pizzas, o que faz a diferença

Produtos de qualidade fazem toda a diferença no sabor de qualquer prato. Não diferente na pizza. Desde a farinha, massa, molho de tomate, processo de produção, escolha dos produtos. Você sente a diferença. É como pedir, por exemplo, um strogonoff de mignon e chegar à mesa com alcatra.

As pizzas também são assim. Tem de todo tipo e para todo tipo de bolso. Com suas diferenças, claro.

O Guia Michelin diz sobre a Pizzeria Salvo: “Situado em frente aos jardins da Villa Comunale, este restaurante serve algumas das melhores pizzas de Nápoles (a clássica pizza napolitana, macia e tão grande que transborda do prato), além de uma seleção de deliciosos petiscos, como os soberbos bolinhos de massa com diversos acompanhamentos. Ambiente acolhedor, com um toque mais elegante do que o de uma pizzaria típica”. E o chef Salvatore Salvo proporcionou uma experiência com várias etapas, da entrada ao digestivo.

No nº 271 da Riviera di Chiaia, em Nápoles, a Salvo é um espaço convidativo e após subir as escadas, atrás da recepção, está uma grande janela que dá para a cozinha com seu fogão à lenha e o chef Salvo a preparar as massas das pizzas.

A viagem gastronômica começou: Frittatina cacio e pepe (espaguete quadrado Gragnano IGP, bechamel com Pecorino Gran Riserva Toscano, Pecorino Romano DOP, Cacio Magno e uma mistura caseira de quatro pimentas), € 3,50, R$ 22; Margherita Classica (tomates pelados San Marzano DOP, fior di latte, azeite virgem extra Zahir di San Comaio, manjericão), € 6,20, R$ 40, e Margherita Caramella (tomate cereja Caramella di Nola, mussarela fior di latte, manjericão, azeite extra virgem Ortice di Romano), € 9,50, R$ 60; Fresella, pizza criada com a colaboração do chef Luigi Salomone (Bianca com mussarela de búfala DOP da Campânia, tomate orgânico picado, mussarela de búfala, pão crocante de sabor, cubos de fior di latte cru, manjericão e azeite virgem extra Sincero di Viola), € 11, R$ 70; Terramare (Bianca com fior di latte, creme de berinjela frita marinada em especiarias japonesas, cebola roxa curada por osmose, filés de atum em óleo e aipo crocante e azeite extravirgem Moraiolo di Felsina), €1 1, R$ 70; Oceano (Bianca com fior di latte, ricota de búfala com algas marinhas – nori, dulse e alface-do-mar -, ricciola defumado, pimenta-rosa, raspas de limão e azeite extravirgem Moraiolo por Felsina), € 12, R$ 77; Scarpariello (tomates Gragnano Valle dei Mulini, tomates datterini grelhados, purê de tomate orgânico, alho, salsa e óleo com infusão de pimenta malagueta, queijo siciliano Tuma Persa ralado, queijo Toscano Gran Riserva Pecorino ralado e manjericão), € 10, R$ 64; Oshirase (Bianca com fior di latte, filé bovino marinado em soja com especiarias orientais, molho de pimenta verde, azeite extravirgem Gaudenzi), € 11, R$ 70. Bianca é a pizza que não leva molho de tomate.

Pizzaria Salvo, Nápoles, Itália

As massas da Salva são muito fininhas o que valoriza os condimentos que vão na pizza. Para o chef Salvo a “pizza tem que derreter na boca”.

Deu para perceber que as pizzas de lá não são como as de cá. Monica Tarallo, da tradicional Speranza Pizzaria, de São Paulo, com mais de 70 anos de história, destaca as diferenças. “Já provei e, também, diz ela, fiz curso de verace pizza, a verdadeira pizza napolitana. Dessa forma vemos tamanho, espessura, qualidade e ingredientes. Foi possível avaliar de uma forma bem tranquila a verdadeira pizza napolitana. Sempre me surpreende a leveza e qualidade dos ingredientes. Adorei a diversidade das margheritas com seus tomates e a junção de produtos diferentes resultando numa pizza leve e extremamente saborosa. A pizza frita já tinha comido com meu pai e ela me trouxe lembranças importantes. A diferença   entre a Salva e a Speranza está em tamanho, quantidade de produtos e no tomate, sendo a nossa considerada típica napolitana, ou pizza paulistana como dizem, por se adaptar à forma brasileira de se comer sem perder a essência napolitana”.

As empresas que processam o tomate na Itália trabalham para vários rótulos. No supermercado no Brasil, ao pesquisar um tomate pelado, pomodoro ou molho de tomate, consulte o rótulo e verifique a procedência do produto. Se vier de uma fábrica na Itália, é garantia de procedência.

TURISMO: Roma-Pompeia tem trem de alta velocidade

Aos pés do vulcão

E já que entramos na parte gastronômica, a Tenuta Le Lune del Vesuvio está a 28 km de Nápoles, em Terzigno. É uma bodega que produz um vinho icônico, o Chratè Rosso – Lacryma Christi del Vesuvio DOC, envelhecido em seis meses em barricas francesas e mais cinco meses em garrafa. Feito com as uvas Piedirosso e Aglianico que custa € 25 (R$ 160) a garrafa. Fazendo reserva você vai provar pratos típicos da culinária napolitana harmonizados com os vinhos da bodega. São duas opções, o menu Silver (€ 56, R$ 360/pessoa) ou o Gold (€ 75, R$ 480/pessoa). Vale muito a pena, pelo atendimento, pelos pratos, pela vinícola e por estar praticamente aos pés do Vesúvio.

Voltando a Nápoles, o Zi Teresa, ao lado do Castel del Ovo, na Via Borgo Marinari, nº 1. Fica de frente para uma marina e, por isso, a especialidade são os frutos do mar. O restaurante apresentou pratos que não fazem parte do cardápio, mas pelo que se provou, recomendo muitíssimo. Tem massas e pizzas, também.

Massa recheada com peixe espada, Zi Tereza, Nápoles, Itália

Massa recheada com peixe espada no Zi Tereza.

A poucos passos da Pizzeria Salvo, numa travessa daquelas que sempre aparecem em filmes italianos, está o Ristorante Gourmet Taverna La Riggiola (Vico Satriano, 12, bairro Chiaia). O restaurante é decorado com azulejos antigos e suas poucas mesas são perfeitas para degustar “uma cozinha que pretende conduzir os clientes numa viagem gustativa que desperta memórias dos sabores ancestrais da cozinha napolitana interpretados pelo chef Marco Montella com um toque moderno”, como bem descreve o site.

Ristorante Gourmet Taverna La Riggiola

Chef empratada uma massa com peixe típico da região, o ricciola.

A recomendação é escolher entre um dos dois menus degustação. O Ricordi di campagna é uma sequência de quatro pratos a € 50 (R$ 320) por pessoa e o La danza del mare tem seis pratos a € 70 (R$ 445) por pessoa. Para comparar, um espaguete Gragnano com frutos do mar salteados e tomates-cereja amarelos e vermelhos sai a € 22 (R$ 140), sem contar que você vai pedir uma entrada e bebidas.

Na Via Lepanto, 45, ainda em Nápolis, uma portinha dá acesso à Trattoria da Emilio, casa aberta desde 1959. São apenas 8 mesas e quem nos atendeu foi o próprio chef. Abre para almoço e, no jantar, só com reserva. Eram três opções de pratos: nhoque, ragu e uma massa com frutos do mar. Por € 5 (R$ 31) comi um nhoque delicioso, de deixar boas lembranças.

Trattoria da Emilio

Trattoria da Emilio.

E, na Puglia, em Candela (136 km de Nápoles), o RistoMuseo B&B L’orecchietta é outra perdição. O restaurante fica próximo à estrada e na decoração vários objetos antigos. Foi posto à mesa: Fatias de presunto Faeto com muçarela; Rolos de bresaola; esferas de ricota e cacahuete numa caçarola; almôndegas de grão-de-bico; pizza frita; focaccia de trigo queimado Senatore Cappelli, rolos de berinjela; saltimbocca de abobrinha; orecchiette (massa típica da Puglia) com pesto de rúcula, pimentões cruz e tomate; ternera assada com tiras de Candela Cardoncelli (tipo de cogumelo) e mil-folhas de frutas vermelhas. Para acompanhar, dois tipos de vinho: tinto Troia de Cantina della Manna e branco Chardonnay de Cantina della Manna.

Foi uma viagem rápida e de trabalho, pouco tempo para fazer turismo. Nápoles foi nossa cidade-base para, a partir dela, conhecer indústria e produtores de tomate. Mas a cidade tem um ônibus turismo que oferece duas opções de linhas, uma com passeio de 40 minutos e outra de 70, a partir de € 26 (R$ 165); crianças até 15 anos pagam a metade. A City-Sightseeing Napoli oferece outros passeios próximos a Nápoles como Pompeia, passeio na Costa Amalfitana e Capri.

10 metros de lava e pedras

Com a manhã livre no último dia antes de voltar ao Brasil, um grupo decidiu conhecer Pompeia que fica a 27 km, cerca de 45 minutos de carro de Nápoles.

Fomos em cinco, e por intermédio da Worldtours Italy alugamos uma van e os ingressos e pagamos no total € 345 (2,2 mil, R$ 440/pessoa).

Pompeia sempre esteve na minha lista de desejos. Desde criança ouvi histórias e meus pais haviam conhecido a cidade soterrada nos anos de 1970 e reuniram a família para passar slides da viagem. Os mais antigos vão saber: famílias tinham projetores que jogavam a imagem de vários slides numa parede branca.

Ao chegar à entrada do Parque Arqueológico de Pompeia procuramos um guia. Você pode optar por um audioguia ou um guia que fale a sua língua. Conseguimos encontrar uma que falava um português com sotaque a € 20 (R$ 130) por pessoa. Era € 25, mas pechinchamos.

Pompeia tem 66 hectares e muitos deles ainda estão sendo escavados. Ela foi descoberta por acaso, segundo a guia. Um morador em 1592 foi escavar um poço na sua propriedade e encontrou ruínas. As escavações só começaram em 1748 e ainda não acabaram.

Em 24 de agosto de 79 d.C. o Vesúvio entrou em erupção de cobrir Pompeia com 10 metros de lavas, cinzas e pedras e, à época, viviam na cidade cerca de 20 mil habitantes. O Parque permite que 10 mil pessoas entrem pela manhã e outros cinco mil no período da tarde.

Nosso passeio era de duas horas e, lógico, não deu para ver tudo. Minha recomendação é que se contrate um guia porque com ele você pode fazer perguntas, o que não acontece com um audioguia, mas fique mais tempo no Parque para fazer a sua visita.

Como são muitos turistas, o que acontece é praticamente uma romaria com todos fazendo o mesmo circuito e, às vezes, dificultando ver detalhes, já que muita gente está junto.

Você faz um passeio pela história. Logo na entrada a guia explica que, por onde caminhamos, era mar que foi “arrastado” pela erupção para longe dali. É muito legal ver como a cidade era planejada: com ruas para o comércio, áreas residenciais, parques e templos. Ver como a cidade estava organizada para captar água.

Ao contar minha visita para minha mãe, Rose, ela disse que, quando foi, foi impedida de entrar numa casa porque tinha imagens que uma senhora não poderia ver. Só foi permitida a entrada do meu pai para olhar as pinturas que deveriam ser eróticas. A guia não passou por esta “atração”.

Mas uma decepção: os corpos que você vai ver, informa a guia, são reproduções de gesso. Não que eu queira ser mórbido…

Se eu indico visitar Pompeia? Sem alguma dúvida: é como ir a Roma e não visitar o Vaticano.

Teatro, Pompeia, Itália

Teatro.

Pompeia com o Vesúvio ao fundo

Pompeia com o Vesúvio ao fundo.

Sulcos deixados pelas carroças nas ruas de Pompeia

Sulcos deixados pelas carroças nas ruas de Pompeia

E, para fechar: foi minha primeira viagem que senti um terremoto. Nem bem instalados no Palazzo Esedra Hotel, um 4 estrelas que fica bem ao lado do Stadio Diego Armando Maradona, ouvi um estrondo e o chão do quarto tremer. Levei algum tempo para perceber o que estava acontecendo. A minha primeira sensação foiuma memória de infância, da casa na R. Fontana, em Curitiba, que quando um ônibus ou caminhão mais pesado passava na rua, a gente sentia uma vibração. O que durou foi, no máximo, uns 10/15 segundos, e logo o grupo de WhatsApp ferveu: “O que está acontecendo?”, “Vocês sentiram algo?”, foi quando apareceu na tela a informação de um tremor de terra que ficamos sabendo foi de 3 pontos na Escala de Richter. Pronto, já tinha mais uma história para contar na volta da viagem!

Terremoto, Nápoles

Participaram da viagem: Barbara Barros Filligoi, intérprete de conferências e tradutora encarregada pela Euroconsult; Celso Gusso, diretor Comercial Campo D’oro Importação e Exportação; Mônica Tarallo Cassas, sócia proprietária Cantina e Pizzaria  Speranza; Valentina Mattana, sócia diretora Locamatta Importação e Comercio de Alimentos; Natália Oliveira, socióloga e fundadora do perfil @oquefazernorio sobre o Rio de Janeiro; Mauricio de Marchi Louzao, proprietário Chef Varanda 228 Pizzeria; Roberta Piro, sócia proprietária Varanda 228 Pizzeria; Yone Ganzo Araujo, sócia proprietária e chef executiva  Restaurante Central, Florianópolis, Santa Catarina

Now Boarding viajou a convite da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria do Paraná e OI Pomodoro da Industria Bacino Centro Sud Italia

Jean Luiz Féder, jornalista associado e presidente da Abrajet-PR (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Paraná)

Naples, Pompeii, and the Authentic Italian Pomodoro

This page is primarily dedicated to tourism. But the life of a journalist always holds surprises. And the latest one came from an invitation from the Italo-Brazilian Chamber of Commerce and Industry of Paraná (Italocam): to learn how the authentic Italian pomodoro is made. Now Boarding went to Naples for a short, four-night trip to see the authentic Italian pomodoro production chain. But this article also provides tourist information.

The United Pizzerias Association of Brazil (Apubra) presents on its website a survey of the pizza market in Brazil, showing the location of the pizzerias and listing the ranking. São Paulo, obviously, leads the way with 32.63% of the state’s active pizzerias. Based on its data, Apubra finds that, on average, each pizzeria produces 69 “round” pizzas daily, with Brazilians consuming 3.36 million pizzas every single day. You can imagine the amount of tomato sauce pizza makers need. And Italy is a producer of excellence in this regard: its tomatoes are of excellent quality.

Three years ago, the Meu Tomatì – European Excellence project was created, focusing on Brazil. It began a process of promoting Italian products with support from the OI Pomodoro consortium of the Bacino Centro Sud Italia Industry and funding from the European Union.

Bringing together the production chain from the regions of Abruzzo, Basilicata, Calabria, Campania, Lazio, Marche, Molise, Puglia, Tuscany, Sardinia, Sicily, and Umbria, a total of 20 producer organizations and 43 processing companies, OI Pomodoro produces 2.87 million tons of tomatoes from approximately 34,000 hectares of tomato land.

Michele Sabatino, of Euroconsult, told the Brazilian journalists and businesspeople who came to visit that, although Mercosur is still a small market, “it is a strategic partner, especially with the recent tariff revisions imposed by the United States government.” According to him, Meu Tomatì is an opportunity to bring Brazilian consumers “the quality of European products, and in particular, Italian products from the OI Pomodoro Centro Sud companies.”

I had no idea what the process was like, from the tomato production process from the field to the supermarket. What mattered was how it was served in pasta and pizza, and how it was possible to distinguish the quality and flavor during consumption.

6 hours

I visited two factories: Ciao Tomatoes, in Marcato San Severino, 50 km from Naples, and Sica Conserve, 30 km away. Both companies, operating 24 hours a day during harvest season, demonstrate a clear commitment to quality. The tomatoes arriving from the fields undergo meticulous selection to ensure only the best are canned. It’s a task that requires the women who select them to be vigilant in ensuring that not a single one that falls short of quality passes through the conveyor belt.

The production season lasts only 50 to 60 days, between July and August, when the entire production chain is fully operational. The harvested tomatoes must arrive at the companies within 24 hours, without fail. There, they are sorted, and the production process begins, undergoing successive washing and selection until they reach the cans. Before being sealed, basil is added to the cans, which, for Italians, and basil for us Brazilians, are added before being sealed.

The sealed cans are quarantined for about 15 days to ensure that none of them become swollen, damaged, or have to be discarded.

The impressive thing is that from the moment the tomatoes are placed on the production line until they are canned, the entire process takes no more than 20 minutes.

Dario Amarante, Commercial and Customer Relations Director at Ciao Tomatoes, says the entire process between harvesting and canning should take no more than six hours to ensure product quality for the consumer. “Our main market is food service (restaurants, pizzerias), and 85% of our production goes to the United States. With the new regulations, we’re concerned, but we’re looking for new markets,” emphasizes Dario, whose uncle founded the company in 1979.

At Ciao Tomatoes Industria Conserve Alimentari, Luciano Calabre recalled that tomatoes were discovered in Peru and that today, Italy is second only to California in the United States as the world’s largest tomato producer. He reported that the 2025 harvest is the worst in 30 years: there was a lot of rain in the North and little in the South, so production is expected to shrink by about 25%. “It’s a concern we have because contracts are signed in June, before the harvest,” he said. When asked, he didn’t shy away: the final price for the consumer is expected to increase.

Cica is expected to process 4 million boxes of tomatoes, and Ciao estimates it could produce 6 million cans in this harvest, which comes from more than 70,000 hectares planted primarily in Emilia-Romagna, Tuscany, Lazio, Campagna, and Puglia.

In the Field

Harvesting in long-tomato fields is fully mechanized (sowing is also done); San Marzano tomatoes (a cherry tomato variety), which grow vertically, unlike long-tomatoes, which are low-growing, are harvested by hand. Most grow long-tomatoes; San Marzano cultivation is estimated to be on only 300 hectares.

Luciano Simonetti, from the La Veronica Cooperative, which has 250 producers, reported that the crop is irrigated and the average yield per hectare is 90 to 100 tons. And an important detail: 80% of the cooperative members cultivate organically, and therefore, the land where the tomatoes are grown has to rest for about three years. In other words, one year the land produces tomatoes, the next two, other crops, and then returns to tomatoes the third year.

Plantação tomate Itália

Tomatoes take up to two weeks to harvest.

Okay, but are tomatoes here (Brazil) different from those there (Italy)? Chef Mauricio Louzao, who runs Varanda 228, voted one of the best pizzerias in São Paulo, answers: “Yes! Italian and Brazilian tomatoes are very different. While European tomatoes are sweet with very low acidity and few seeds, ours are more acidic, a little more watery, and with more seeds. The ones we tried in Naples, thanks to the volcanic soil, rich in minerals and nutrients, also have a greater texture and flavor intensity.”

And, quickly leaving the tomato aside, we visited Azienda Agricola D’Amato Pasquale, in Spinazzola, 190 km from Naples, which has its entire area cultivated organically. Francesco D’Amato says he produces, of course, tomatoes, extra virgin olive oil, cereals, and goat cheese, but he expressed concern about the climate. He said he’s been experiencing three years of drought and that this year, in his region, it has only rained 30 ml so far. I bought a 250 ml bottle of olive oil for €5.

Pizzas, what makes the difference

Quality products make all the difference in the flavor of any dish. Pizza is no exception. From the flour, dough, tomato sauce, production process, and choice of ingredients. You can taste the difference. It’s like ordering, for example, a beef stroganoff and getting rump steak instead.

Pizzas are the same. There are all kinds and for all budgets. With their differences, of course.

The Michelin Guide says of Pizzeria Salvo: “Located opposite the gardens of Villa Comunale, this restaurant serves some of the best pizzas in Naples (the classic Neapolitan pizza, soft and so large it overflows the plate), as well as a selection of delicious appetizers, such as the superb dumplings with various toppings. The atmosphere is welcoming, with a touch more elegant than that of a typical pizzeria.” And Chef Salvatore Salvo provided a multi-step experience, from starter to after-dinner.

At No. 271 on the Riviera di Chiaia in Naples, Salvo is an inviting space. After climbing the stairs, behind the reception desk, there’s a large window that overlooks the kitchen with its wood-burning stove and Chef Salvo preparing the pizza dough.

chef Salvatore Salvo, Pizzaria Salvo, Nápoles, Itália

Chef Salvatore Salvo.

The culinary journey began: Frittatina cacio e pepe (square spaghetti Gragnano PGI, béchamel with Pecorino Gran Riserva Toscano, Pecorino Romano DOP, Cacio Magno, and a homemade blend of four peppers), €3.50; Margherita Classica (San Marzano DOP peeled tomatoes, fior di latte, Zahir di San Comaio extra virgin olive oil, basil), €6.20,  and Margherita Caramella (Caramella di Nola cherry tomatoes, fior di latte mozzarella, basil, Ortice di Romano extra virgin olive oil), €9.50; Fresella, a pizza created in collaboration with chef Luigi Salomone (Bianca with buffalo mozzarella DOP from Campania, chopped organic tomatoes, buffalo mozzarella, crispy flavored bread, cubes of raw fior di latte, basil and Sincero di Viola extra virgin olive oil), €11; Terramare (Bianca with fior di latte, cream of fried eggplant marinated in Japanese spices, osmosis-cured red onion, tuna fillets in oil and crispy celery, and Moraiolo di Felsina extra virgin olive oil), €11; Oceano (Bianca with fior di latte, buffalo ricotta with seaweed – nori, dulse, and sea lettuce -, smoked ricciola, pink peppercorns, lemon zest, and Moraiolo di Felsina extra virgin olive oil), €12; Scarpariello (Gragnano Valle dei Mulini tomatoes, grilled datterini tomatoes, organic tomato purée, garlic, parsley, and chili-infused oil, grated Sicilian Tuma Persa cheese, grated Toscano Gran Riserva Pecorino cheese, and basil), €10; Oshirase (Bianca with fior di latte, beef fillet marinated in soy with oriental spices, green pepper sauce, Gaudenzi extra virgin olive oil), €11. Bianca is the pizza without tomato sauce.

Salva’s crusts are very thin, which enhances the condiments used on the pizza. For Chef Salvo, “pizza should melt in your mouth.”

It was clear that the pizzas there are not like those here. Monica Tarallo, from the traditional Speranza Pizzaria in São Paulo, with over 70 years of history, highlights the differences. “I’ve tried it, and I also like ‘urso de verace pizza,'” she says, “the true Neapolitan pizza. This way we see size, thickness, quality, and ingredients. It was possible to evaluate the true Neapolitan pizza very calmly. I’m always surprised by the lightness and quality of the ingredients. I loved the variety of margheritas with their tomatoes and the combination of different ingredients resulting in a light and extremely tasty pizza. I had already eaten the fried pizza with my father, and it brought back important memories. The difference between Salva and Speranza is in size, quantity of ingredients, and the tomato. Ours is considered typical Neapolitan, or São Paulo pizza, as they say, because it adapts to the Brazilian way of eating without losing the Neapolitan essence.”

Tomato processing companies in Italy work for several labels. In a Brazilian supermarket, when looking for peeled tomatoes, pomodoros, or tomato sauce, check the label and verify the product’s origin. If it comes from a factory in Italy, it’s guaranteed to be authentic.

At the foot of the volcano

And while we’re on the subject of gastronomy, Tenuta Le Lune del Vesuvio is located 28 km from Naples, in Terzigno. It’s a winery that produces an iconic wine, Chratè Rosso – Lacryma Christi del Vesuvio DOC, aged for six months in French barrels and another five months in the bottle. Made with Piedirosso and Aglianico grapes, it costs €25 per bottle. With a reservation, you’ll enjoy typical Neapolitan dishes paired with the winery’s wines. There are two options: the Silver menu (€56/person) or the Gold menu (€75/person). It’s well worth it, for the service, the food, the winery, and the location practically at the foot of Mount Vesuvius.

Back in Naples, there’s Zi Teresa, next to Castel del Ovo, at Via Borgo Marinari, No. 1. It faces a marina, so its specialty is seafood. The restaurant offered dishes that aren’t on the menu, but based on what we tried, I highly recommend it. It also serves pasta and pizza.

A few steps from Pizzeria Salvo, on one of those side streets that always appear in Italian films, is Ristorante Gourmet Taverna La Riggiola (Vico Satriano, 12, Chiaia neighborhood). The restaurant is decorated with antique tiles, and its few tables are perfect for enjoying “a cuisine that aims to take diners on a gustatory journey that evokes memories of the ancestral flavors of Neapolitan cuisine, interpreted by chef Marco Montella with a modern twist,” as the website aptly describes.

We recommend choosing between two tasting menus. The Ricordi di campagna is a four-course meal for €50 per person, and La danza del mare is a six-course meal for €70 per person. For comparison, spaghetti Gragnano with sautéed seafood and yellow and red cherry tomatoes costs €22, not including an appetizer and drinks.

At Via Lepanto, 45, still in Naples, a small door leads to Trattoria da Emilio, a restaurant open since 1959. There are only eight tables, and we were served by the chef himself. It’s open for lunch and dinner by reservation only. There were three dishes to choose from: gnocchi, ragu, and a seafood pasta. For €5, I had a delicious gnocchi, one that will leave you with fond memories.

And, in Puglia, in Candela (136 km from Naples), the RistoMuseo B&B L’orecchietta is another delight. The restaurant is close to the road and features a variety of antiques. The following was served on the table: slices of Faeto ham with mozzarella; bresaola rolls; ricotta and cacahuete spheres in a casserole; chickpea meatballs; fried pizza; Senatore Cappelli burnt wheat focaccia; eggplant rolls; Zucchini saltimbocca; orecchiette (a typical Puglian pasta) with arugula pesto, bell peppers, and tomato; roast beef with strips of Candela Cardoncelli (a type of mushroom) and red fruit mille-feuille. Paired with two wines: red Troia from Cantina della Manna and white Chardonnay from Cantina della Manna.

RistoMuseo B&B L'orecchietta

RistoMuseo B&B L’orecchietta.

It was a quick business trip, with little time for sightseeing. Naples was our base city to explore the tomato industry and producers. However, the city has a tourist bus that offers two routes: one with a 40-minute ride and another with a 70-minute ride, starting at €26; children under 15 pay half price. City-Sightseeing Napoli offers other tours near Naples, such as Pompeii, the Amalfi Coast, and Capri.

10 meters of lava and rocks

With the morning free on the last day before returning to Brazil, a group decided to visit Pompeii, which is 27 km (17 miles) away, about a 45-minute drive from Naples.

There were five of us, and through Worldtours Italy, we rented a van and paid tickets for a total of €345.

Pompeii has always been on my bucket list. I’ve heard stories since I was a child, and my parents had visited the buried city in the 1970s and gathered the family to show slides from their trip. Those who are older will know: families had projectors that projected images from various slides onto a white wall.

Upon arriving at the entrance to the Pompeii Archaeological Park, we looked for a guide. You can choose an audio guide or a guide who speaks your language. We managed to find one who spoke Portuguese with an accent for €20 per person. It was €25, but we bargained.

Pompeii covers 66 hectares, and much of it is still being excavated. It was discovered by accident, according to the guide. A resident went to dig a well on his property in 1592 and found ruins. Excavations only began in 1748 and are still ongoing.

On August 24, 79 AD, Mount Vesuvius erupted, covering Pompeii with 10 meters of lava, ash, and rock. At the time, the city was home to approximately 20,000 people. The park allows 10,000 people in the morning and another 5,000 in the afternoon.

Our tour lasted two hours, and of course, we didn’t see everything. I recommend hiring a guide because they allow you to ask questions, which isn’t possible with an audio guide, but you should stay longer in the park to fully enjoy your visit.

Since there are so many tourists, it’s practically a pilgrimage, with everyone following the same route, sometimes making it difficult to see details because so many people are together.

You take a walk through history. Right at the entrance, the guide explains that where we walked was once the sea that was “dragged” away by the eruption. It’s really cool to see how the city was planned: with streets for commerce, residential areas, parks, and temples. See how the city was organized to capture water.

When I told my mother, Rose, about my visit, she said that when she went, she was prevented from entering a house because it had images that a lady shouldn’t see. Only my father was allowed in to look at the paintings, which were supposedly erotic. The guide didn’t visit this “attraction.”

But one disappointment: the bodies you’ll see, the guide informs us, are plaster reproductions. Not that I want to be morbid…

Do I recommend visiting Pompeii? Without a doubt: it’s like going to Rome and not visiting the Vatican.

Rua de Pompeia

Pompeii Street.

Forno de uma padaria em Pompeia

Oven in a bakery in Pompeii.

Comércio de venda de comida em Pompeia

Food sales business in Pompeii.

And finally: it was my first trip to experience an earthquake. Not even fully settled into the Palazzo Esedra Hotel, a 4-star hotel right next to the Diego Armando Maradona Stadium, I heard a loud bang and the floor in my room shook. It took me a while to realize what was happening. My first sensation was a childhood memory, from my house on Fontana Street in Curitiba, where whenever a heavy bus or truck passed by, we’d feel a vibration. It lasted for 10 to 15 seconds at most, and then the WhatsApp group was buzzing with excitement: “What’s happening?”, “Did you feel anything?” That’s when the screen flashed with information about an earthquake, which we learned measured 3 on the Richter Scale. There you have it, I had another story to tell when we got back from our trip!

Participating in the trip: Barbara Barros Filligoi, conference interpreter and translator for Euroconsult; Celso Gusso, Commercial Director of Campo D’oro Import and Export; Mônica Tarallo Cassas, partner and owner of Cantina e Pizzaria Speranza; Valentina Mattana, managing partner of Locamatta Import and Food Trade; Natália Oliveira, sociologist and founder of the @oquefazernorio profile about Rio de Janeiro; Mauricio de Marchi Louzao, owner of Chef Varanda 228 Pizzeria; Roberta Piro, co-owner of Varanda 228 Pizzeria; Yone Ganzo Araujo, co-owner and executive chef of Restaurante Central, Florianópolis, Santa Catarina

Now Boarding traveled at the invitation of the Italian-Brazilian Chamber of Commerce and Industry of Paraná and OI Pomodoro of Industria Bacino Centro Sud Italia

Jean Luiz Féder, associate journalist and president of Abrajet-PR (Brazilian Association of Tourism Journalists – Paraná)

Nápoles, Pompeya y el Auténtico Pomodoro Italiano

Esta página está dedicada principalmente al turismo. Pero la vida de un periodista siempre depara sorpresas. Y la última surgió de una invitación de la Cámara de Comercio e Industria Italo-Brasileña de Paraná (Italocam): para aprender cómo se elabora el auténtico pomodoro italiano. Now Boarding viajó a Nápoles en un breve viaje de cuatro noches para conocer la cadena de producción del auténtico pomodoro italiano. Este artículo también ofrece información turística.

La Asociación Unida de Pizzerías de Brasil (Apubra) presenta en su sitio web un estudio sobre el mercado de la pizza en Brasil, que muestra la ubicación de las pizzerías y su clasificación. São Paulo, obviamente, lidera el mercado con el 32,63 % de las pizzerías activas del estado. Según sus datos, Apubra revela que, en promedio, cada pizzería produce 69 pizzas redondas al día, y los brasileños consumen 3,36 millones de pizzas al día. Se puede imaginar la cantidad de salsa de tomate que necesitan los pizzeros. E Italia es un productor de excelencia en este aspecto: sus tomates son de excelente calidad.

Hace tres años, se creó el proyecto Meu Tomatì – Excelencia Europea, centrado en Brasil. Este proyecto inició un proceso de promoción de los productos italianos con el apoyo del consorcio OI Pomodoro de la Industria Bacino Centro Sud Italia y financiación de la Unión Europea.

Reuniendo la cadena de producción de las regiones de Abruzos, Basilicata, Calabria, Campania, Lacio, Marcas, Molise, Apulia, Toscana, Cerdeña, Sicilia y Umbría, un total de 20 organizaciones de productores y 43 empresas de procesamiento, OI Pomodoro produce 2,87 millones de toneladas de tomates en aproximadamente 34.000 hectáreas de cultivo de tomates.

Michele Sabatino, de Euroconsult, explicó a los periodistas y empresarios brasileños que nos visitaron que, si bien el Mercosur sigue siendo un mercado pequeño, “es un socio estratégico, especialmente con las recientes revisiones arancelarias impuestas por el gobierno de Estados Unidos”. Según él, Meu Tomatì es una oportunidad para acercar a los consumidores brasileños “la calidad de los productos europeos, y en particular, la de los productos italianos de las empresas OI Pomodoro Centro Sud”.

No tenía ni idea de cómo era el proceso de producción del tomate, desde el campo hasta el supermercado. Lo importante era cómo se servía en pasta y pizza, y cómo se podía distinguir la calidad y el sabor durante el consumo.

6 horas

Visité dos fábricas: Ciao Tomatoes, en Marcato San Severino, a 50 km de Nápoles, y Sica Conserve, a 30 km. Ambas empresas, que operan las 24 horas del día durante la temporada de cosecha, demuestran un claro compromiso con la calidad. Los tomates que llegan del campo se someten a una meticulosa selección para garantizar que solo se envasen los mejores. Es una tarea que exige a las mujeres que los seleccionan la máxima atención para garantizar que ni uno solo que no cumpla con los requisitos pase por la cinta transportadora.

Linha produção, Sica Conserve

Sica Conserve.

La temporada de producción dura solo 50 a 60 días, entre julio y agosto, cuando toda la cadena de producción está a pleno rendimiento. Los tomates cosechados deben llegar a las empresas en 24 horas, sin excepción. Allí se clasifican y comienza el proceso de producción, pasando por sucesivos lavados y selecciones hasta llegar a las latas. Antes de sellarlas, se añade albahaca a las latas, que, para los italianos, y albahaca para nosotros los brasileños, se añade antes de sellarlas.

Las latas selladas se ponen en cuarentena durante unos 15 días para garantizar que ninguna se hinche, se dañe o tenga que desecharse.

Laboratório, Sica Conserve

Laboratorio Sica Conserve.

Lo impresionante es que, desde que los tomates se colocan en la línea de producción hasta que se enlatan, el proceso completo no dura más de 20 minutos.

Dario Amarante, Director Comercial y de Relaciones con el Cliente de Ciao Tomatoes, afirma que todo el proceso, desde la cosecha hasta el enlatado, no debería durar más de seis horas para garantizar la calidad del producto para el consumidor. “Nuestro principal mercado es el food service (restaurantes, pizzerías), y el 85% de nuestra producción se destina a Estados Unidos. Con las nuevas regulaciones, estamos preocupados, pero buscamos nuevos mercados”, enfatiza Dario, cuyo tío fundó la empresa en 1979.

En Ciao Tomatoes Industria Conserve Alimentari, Luciano Calabre recordó que el tomate se descubrió en Perú y que hoy en día, Italia es el segundo mayor productor mundial de tomates, después de California en Estados Unidos. Informó que la cosecha de 2025 será la peor en 30 años: hubo mucha lluvia en el norte y poca en el sur, por lo que se espera que la producción se reduzca aproximadamente un 25%. “Es una preocupación porque los contratos se firman en junio, antes de la cosecha”, dijo. Cuando se le preguntó, no dudó: se espera que el precio final para el consumidor aumente.

Se espera que Cica procese 4 millones de cajas de tomates, y Ciao estima que podría producir 6 millones de latas en esta cosecha, que proviene de más de 70.000 hectáreas plantadas principalmente en Emilia-Romaña, Toscana, Lacio, Campaña y Apulia.

En el campo

La cosecha en los campos de tomates largos está totalmente mecanizada (también se siembra); los tomates San Marzano (una variedad de tomate cherry), que crecen verticalmente, a diferencia de los tomates largos, que son de porte bajo, se cosechan a mano. La mayoría cultiva tomates largos; se estima que el cultivo de San Marzano abarca solo 300 hectáreas.

Luciano Simonetti, de la Cooperativa La Verónica, que cuenta con 250 productores, informó que el cultivo se riega y que el rendimiento promedio por hectárea es de 90 a 100 toneladas. Y un detalle importante: el 80% de los cooperativistas cultivan de forma orgánica, por lo que la tierra donde se cultivan los tomates debe descansar unos tres años. Es decir, un año produce tomates, los dos siguientes, otros cultivos, y al tercer año vuelve a producir tomates.

Bueno, ¿son los tomates de aquí (Brasil) diferentes a los de allá (Italia)? El chef Mauricio Louzao, al frente de Varanda 228, elegida una de las mejores pizzerías de São Paulo, responde: “¡Sí! Los tomates italianos y brasileños son muy diferentes. Mientras que los tomates europeos son dulces, con muy poca acidez y pocas semillas, los nuestros son más ácidos, un poco más acuosos y con más semillas. Los que probamos en Nápoles, gracias al suelo volcánico, rico en minerales y nutrientes, también tienen una textura y un sabor más intensos”.

Y, dejando rápidamente el tomate de lado, visitamos la Azienda Agricola D’Amato Pasquale, en Spinazzola, a 190 km de Nápoles, que cultiva toda su superficie de forma ecológica. Francesco D’Amato dice que produce, por supuesto, tomates, aceite de oliva virgen extra, cereales y queso de cabra, pero expresó su preocupación por el clima. Comentó que lleva tres años de sequía y que este año, en su región, solo ha llovido 30 ml hasta ahora. Compré una botella de aceite de oliva de 250 ml por 5 € (32 R$). Pizzas: ¿Qué marca la diferencia?

Los productos de calidad marcan la diferencia en el sabor de cualquier plato. La pizza no es la excepción. Desde la harina, la masa, la salsa de tomate, el proceso de producción y la elección de los ingredientes. Se nota la diferencia. Es como pedir, por ejemplo, un stroganoff de ternera y recibir un filete de lomo.

Las pizzas son iguales. Las hay de todos los tipos y para todos los bolsillos. Con sus diferencias, por supuesto.

La Guía Michelin dice de la Pizzería Salvo: «Situada frente a los jardines de Villa Comunale, este restaurante sirve algunas de las mejores pizzas de Nápoles (la clásica pizza napolitana, tierna y tan grande que desborda el plato), además de una selección de deliciosos entrantes, como los magníficos dumplings con diversos ingredientes. El ambiente es acogedor, con un toque más elegante que el de una pizzería típica». Y el chef Salvatore Salvo ofreció una experiencia completa, desde el entrante hasta la sobremesa.

En el número 271 de la Riviera di Chiaia en Nápoles, Salvo es un espacio acogedor. Después de subir las escaleras, detrás del mostrador de recepción, hay un gran ventanal que da a la cocina con su estufa de leña y al Chef Salvo preparando la masa de la pizza.

Comenzó el viaje culinario: Frittatina cacio e pepe (espaguetis cuadrados Gragnano IGP, bechamel con Pecorino Gran Riserva Toscano, Pecorino Romano DOP, Cacio Magno y mezcla casera de cuatro pimientos), 3,50 €, 22 R$; Margherita Classica (tomates pelados San Marzano DOP, fior di latte, aceite de oliva virgen extra Zahir di San Comaio, albahaca), 6,20 €, 40 R$, y Margherita Caramella (tomates cherry Caramella di Nola, mozzarella fior di latte, albahaca, aceite de oliva virgen extra Ortice di Romano), 9,50 €, 60 R$; Fresella, pizza creada en colaboración con el chef Luigi Salomone (Bianca con mozzarella de búfala DOP de Campania, tomates orgánicos picados, mozzarella de búfala, pan crujiente aromatizado, dados de fior di latte crudo, albahaca y aceite de oliva virgen extra Sincero di Viola), 11 euros, 70 reales; Terramare (Bianca con fior di latte, crema de berenjenas fritas marinadas en especias japonesas, cebolla morada curada por ósmosis, filetes de atún en aceite y apio crujiente y aceite de oliva virgen extra Moraiolo di Felsina), 11 euros, 70 reales; Oceano (Bianca con fior di latte, ricotta de búfala con algas -nori, dulse y lechuga de mar-, ricciola ahumada, pimienta rosa en grano, ralladura de limón y aceite de oliva virgen extra Moraiolo di Felsina), 12 €, 77 R$; Scarpariello (tomates de Gragnano Valle dei Mulini, tomates datterini a la parrilla, puré de tomate orgánico, ajo, perejil y aceite con infusión de chile, queso Tuma Persa siciliano rallado, queso Pecorino Toscano Gran Riserva rallado y albahaca), 10 €, 64 R$; Oshirase (Bianca con fior di latte, filete de ternera marinado en soja con especias orientales, salsa de pimiento verde, aceite de oliva virgen extra Gaudenzi), 11 €, 70 R$. Bianca es la pizza sin salsa de tomate.

Margherita Classica e Margheritta Caramella, Pizzaria Salvo, Nápoles, Itália

Margherita Classica y Margheritta Caramella,.

Las masas de Salva son muy finas, lo que realza los condimentos. Para el chef Salvo, «la pizza debe derretirse en la boca».

Estaba claro que las pizzas de allí no son como las de aquí. Monica Tarallo, de la tradicional pizzería Speranza de São Paulo, con más de 70 años de historia, destaca las diferencias. “La he probado y también me gusta la ‘pizza urso de verace'”, dice, “la auténtica pizza napolitana. Así vemos el tamaño, el grosor, la calidad y los ingredientes. Pude evaluar la auténtica pizza napolitana con mucha calma. Siempre me sorprende la ligereza y la calidad de los ingredientes. Me encantó la variedad de margaritas con sus tomates y la combinación de diferentes ingredientes que da como resultado una pizza ligera y extremadamente sabrosa. Ya había comido la pizza frita con mi padre y me trajo recuerdos muy especiales. La diferencia entre Salva y Speranza radica en el tamaño, la cantidad de ingredientes y el tomate. La nuestra se considera típica napolitana, o pizza paulista, como dicen, porque se adapta a la forma de comer brasileña sin perder la esencia napolitana”. Las empresas procesadoras de tomate en Italia trabajan para varias marcas. En un supermercado brasileño, al buscar tomates pelados, pomodoros o salsa de tomate, revise la etiqueta y verifique el origen del producto. Si proviene de una fábrica en Italia, su autenticidad está garantizada.

A los pies del volcán

Y hablando de gastronomía, Tenuta Le Lune del Vesuvio se encuentra a 28 km de Nápoles, en Terzigno. Es una bodega que produce un vino icónico, Chratè Rosso – Lacryma Christi del Vesuvio DOC, envejecido durante seis meses en barricas francesas y otros cinco meses en botella. Elaborado con uvas Piedirosso y Aglianico, cuesta 25 € (160 R$) por botella. Con reserva, podrá disfrutar de platos típicos napolitanos maridados con los vinos de la bodega. Hay dos opciones: el menú Plata (56 €, 360 R$/persona) o el menú Oro (75 €, 480 R$/persona). Merece la pena por el servicio, la comida, la bodega y la ubicación prácticamente a los pies del Vesubio.

Chratè Rosso – Lacryma Christi del Vesuvio DOC, Tenuta Le Lune del Vesuvio

Chratè Rosso – Lacryma Christi del Vesuvio DOC.

De vuelta en Nápoles, está Zi Teresa, junto al Castel del Ovo, en Via Borgo Marinari, n.º 1. Da a un puerto deportivo, por lo que su especialidad son los mariscos. El restaurante ofrecía platos que no están en la carta, pero por lo que probamos, lo recomiendo encarecidamente. También sirve pasta y pizza.

A pocos pasos de la Pizzeria Salvo, en una de esas callejuelas que siempre salen en las películas italianas, se encuentra el Ristorante Gourmet Taverna La Riggiola (Vico Satriano, 12, barrio de Chiaia). El restaurante está decorado con azulejos antiguos y sus pocas mesas son perfectas para disfrutar de «una cocina que busca transportar al comensal a un viaje gustativo que evoca recuerdos de los sabores ancestrales de la cocina napolitana, interpretados por el chef Marco Montella con un toque moderno», como bien describe su sitio web.

Recomendamos elegir entre dos menús degustación. Los Ricordi di campagna son un menú de cuatro platos por 50 € (320 R$) por persona, y La danza del mare es un menú de seis platos por 70 € (445 R$) por persona. A modo de comparación, los espaguetis Gragnano con mariscos salteados y tomates cherry amarillos y rojos cuestan 22 € (140 R$), sin incluir el aperitivo ni las bebidas.

En Via Lepanto, 45, todavía en Nápoles, una pequeña puerta conduce a la Trattoria da Emilio, un restaurante abierto desde 1959. Solo hay ocho mesas y nos atendió el propio chef. Abre para almuerzos y cenas solo con reserva. Había tres platos para elegir: ñoquis, ragú y pasta con mariscos. Por 5 €, disfruté de unos ñoquis deliciosos que te dejarán un grato recuerdo.

Y, en Apulia, en Candela (a 136 km de Nápoles), el RistoMuseo B&B L’orecchietta es otra delicia. El restaurante está cerca de la carretera y cuenta con una variedad de antigüedades. Se sirvió lonchas de jamón Faeto con mozzarella; rollitos de bresaola; esferas de ricotta y cacahuete en una cazuela; albóndigas de garbanzos; pizza frita; focaccia de trigo quemado Senatore Cappelli; rollitos de berenjena; saltimbocca de calabacín; orecchiette (una pasta típica de Puglia) con pesto de rúcula, pimientos y tomate; rosbif con tiras de Candela Cardoncelli (un tipo de hongo) y milhojas de frutos rojos. Maridado con dos vinos: Troia tinto de Cantina della Manna y Chardonnay blanco de Cantina della Manna.

Entradas, RistoMuseo B&B L'orecchietta

Aperitivos en RistoMuseo B&B L’orecchietta.

Fue un viaje de negocios rápido, con poco tiempo para hacer turismo. Nápoles fue nuestra base para explorar la industria del tomate y sus productores. Sin embargo, la ciudad cuenta con un autobús turístico que ofrece dos rutas: una con un recorrido de 40 minutos y otra con un recorrido de 70 minutos, desde 26 € (165 R$); los menores de 15 años pagan la mitad. City-Sightseeing Napoli ofrece otros tours cerca de Nápoles, como Pompeya, la Costa Amalfitana y Capri.

10 metros de lava y rocas

Con la mañana libre el último día antes de regresar a Brasil, un grupo decidió visitar Pompeya, que está a 27 km (17 millas), a unos 45 minutos en coche de Nápoles.

Éramos cinco y, a través de Worldtours Italia, alquilamos una furgoneta y pagamos los billetes por un total de 345 € (2200, 440 R$ por persona).

Pompeya siempre ha estado en mi lista de deseos. He escuchado historias desde pequeña, y mis padres visitaron la ciudad enterrada en la década de 1970 y reunieron a la familia para mostrar diapositivas de su viaje. Los mayores lo sabrán: las familias tenían proyectores que proyectaban imágenes de varias diapositivas sobre una pared blanca.

Al llegar a la entrada del Parque Arqueológico de Pompeya, buscamos un guía. Se puede elegir una audioguía o un guía que hable tu idioma. Conseguimos encontrar uno que hablaba portugués con acento por 20 € (130 R$) por persona. Costaba 25 €, pero regateamos.

Pompeya abarca 66 hectáreas, y gran parte de ella aún se está excavando. Fue descubierta por accidente, según el guía. Un residente fue a cavar un pozo en su propiedad en 1592 y encontró ruinas. Las excavaciones comenzaron en 1748 y aún continúan.

El 24 de agosto del año 79 d. C., el Vesubio entró en erupción, cubriendo Pompeya con 10 metros de lava, ceniza y roca. En aquel entonces, la ciudad albergaba a unas 20.000 personas. El parque admite a 10.000 personas por la mañana y a otras 5.000 por la tarde.

Nuestro recorrido duró dos horas y, por supuesto, no lo vimos todo. Recomiendo contratar un guía, ya que permite hacer preguntas, algo que no es posible con una audioguía, pero conviene quedarse más tiempo en el parque para disfrutar plenamente de la visita.

Como hay tantos turistas, es prácticamente una peregrinación, ya que todos siguen la misma ruta, lo que a veces dificulta ver los detalles por la multitud.

Damos un paseo por la historia. Justo en la entrada, el guía explica que por donde caminamos antiguamente estaba el mar que fue “arrastrado” por la erupción. Es genial ver cómo se planificó la ciudad: con calles comerciales, zonas residenciales, parques y templos. Observa cómo se organizó para captar agua.

Cuando le conté a mi madre, Rose, sobre mi visita, me contó que, al ir, le impidieron entrar en una casa porque tenía imágenes que una mujer no debería ver. Solo a mi padre se le permitió entrar para ver las pinturas, que supuestamente eran eróticas. El guía no visitó esta “atracción”.

Pero una decepción: los cuerpos que verán, nos informa el guía, son reproducciones de yeso. No es que quiera ser morboso…

¿Recomiendo visitar Pompeya? Sin duda: es como ir a Roma y no visitar el Vaticano.

Tabernas numa rua de comércio em Pompeia

Tabernas en una calle comercial de Pompeya.

Praça principal de Pompeia com Vesúvio ao fundo

La plaza principal de Pompeya con el Vesubio al fondo.

Mapa de Pompeia

Mapa de Pompeya.

Y por fin: fue mi primer viaje en el que experimenté un terremoto. Ni siquiera estaba del todo instalado en el Hotel Palazzo Esedra, un hotel de 4 estrellas justo al lado del Estadio Diego Armando Maradona, cuando oí un fuerte estruendo y el suelo de mi habitación tembló. Tardé un rato en darme cuenta de lo que estaba pasando. Mi primera sensación fue un recuerdo de infancia, de mi casa en la calle Fontana de Curitiba, donde cada vez que pasaba un autobús o un camión pesado, sentíamos una vibración. Duraba como mucho 10 o 15 segundos, y entonces el grupo de WhatsApp bullía de emoción: “¿Qué pasa?”, “¿Sentiste algo?”. Fue entonces cuando la pantalla brilló con información sobre un terremoto, que según nos enteramos fue de 3 en la escala de Richter. ¡Ahí lo tienen, tenía otra historia que contar al volver del viaje!

Palazzo Esedra Hotel

Palazzo Esedra Hotel.

Participaron en el viaje: Barbara Barros Filligoi, intérprete de conferencias y traductora de Euroconsult; Celso Gusso, director comercial de Campo D’oro Import and Export; Mônica Tarallo Cassas, socia y propietaria de Cantina e Pizzaria Speranza; Valentina Mattana, socia directora de Locamatta Import and Food Trade; Natália Oliveira, socióloga y fundadora del perfil @oquefazernorio sobre Río de Janeiro; Mauricio de Marchi Louzao, propietario de Chef Varanda 228 Pizzeria; Roberta Piro, copropietaria de la pizzería Varanda 228; Yone Ganzo Araujo, copropietario y chef ejecutivo del Restaurante Central, Florianópolis, Santa Catarina

Now Boarding viajó por invitación de la Cámara Italo-Brasileña de Comercio e Industria de Paraná y OI Pomodoro de Industria Bacino Centro Sud Italia

Jean Luiz Féder, periodista asociado y presidente de Abrajet-PR (Asociación Brasileña de Periodistas de Turismo – Paraná)

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