Jornalistas de cinco capitais participaram de uma ação da Câmara Ítalo Brasileira de Comércio e Indústria (Italocam) que mostrou a excelência dos tomates produzidos no Sul da Itália. O evento Meu Tomati, iniciativa da OI Pomodoro Industria Bacino Centro Sud que também reuniu supermercadistas e potenciais compradores, apresentou as características de qualidade que fazem as conservas e molhos de tomates italianos destaque mundial.

Francesco Pallaro, presidente da Italocam no Paraná, afirmou que o Meu Tomati é “uma promoção que não tem indicação de marcas, mas que quer mostrar o que o brasileiro pode ganhar de qualidade e sabor com o tomate italiano”. Segundo Pallaro, as exportações de tomate em conservas e molhos para o Brasil ainda são pouco significativas e é a busca por esse mercado que as indústrias italianas estão buscando.

Bruschetta com tomate do Sul da Itália

Bruschetta com tomate do Sul da Itália.

O Meu Tomati em Curitiba foi realizado no Italy Gourmet, de culinária italiana, onde a chef Gabi Kerber, professora de Gastronomia, deu uma aula sobre o tomate do Sul da Itália, falando da sua tradição e sua produção num território específico da Itália.

Gabi deu destaque à dieta mediterrânea, que baseada em prática agrícola e hábitos culinários pode levar a uma longevidade e bem-estar. A dieta, é desde 2013, Patrimônio Cultural Imaterial.

A dieta é baseada em diversos pontos, destacando-se a abundância de alimentos com origem vegetal como cereais, hortaliças, legumes, frutas frescas e frutos oleaginosos, o azeite como principal fonte de gordura e consumo de pequenas quantidades de carnes vermelhas. Nela, o tomate é uma das estrelas por ser rico em vitaminas A, B, C e K e minerais (potássio, cálcio e ferro) e pelo licopeno que é uma proteção da pele e combate ao câncer. E o tomate colhido no Sul da Itália tem sabor e qualidade únicas.

No Sul italiano o tomate é cultivado o melhor manejo além de ser cultivado num ambiente que tem verões longos, quentes e muita luz solar que desenvolvem os açúcares, ácidos orgânicos e compostos voláteis, com destaque para Umami, aminoácido realçador de sabor. Dali saem tomates com polpa mais carnuda, menos sementes e menor grau de acidez. E importante: com rastreabilidade.

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Na região (Abruzzo, Basilicata, Calábria, Campânia, Lácio, Marcas, Molise, Puglia, Toscana, Sardenha, Sicília e Úmbria), em menos de 24 horas depois de colhido o tomate já está processado em tomate pelado ou passata garantindo sabor e qualidade.

O resultado o consumidor sente no prato, com molhos mais saborosos e diferentes dos produzidos em outros locais.

Com o conhecimento dos chefs e supermercados da qualidade do molho e da conserva de tomate do Sul da Itália os consumidores brasileiros ganharão com o consumo de pratos com molhos que darão um sabor a mais nas massas que são consumidas nas casas e restaurantes do Brasil.

Ah, e como é evento italiano, não poderia faltar vinho e comida. Após a apresentação, fomos às mesas e serviram a bruschetta que a chef Gabi mostrou como fazer durante sua apresentação (uma delícia), um penne ao sugo (excelente) e uma pizza mussarela com massa fina (saborosíssima) e para encerrar, limoncello.

Jean Luiz Féder, jornalista associado à Abrajet-PR (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Paraná)

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