Conseguimos após quase um ano de espera, testar o novo WR-V, o SUV compacto da Honda. A unidade cedida na versão EXL e na cor Cinza Barium, parte de R$ 105.600.

A versatilidade deste veículo é proporcionada pelas diversas modulações dos bancos, onde você consegue rebater, dobrar ou erguer qualquer um facilmente, ampliando a capacidade do porta-malas, totalmente acarpetado, até incríveis 1.045 litros. É isso que conquista boa parte de seus compradores.

O interior é agradável, mas como a maioria dos carros do segmento, abusa dos plásticos rígidos.

Você facilmente encontra uma boa posição de dirigir, os bancos forrados em couro assentam bem o corpo e não causam desconforto em viagens longas. O painel de instrumentos e a central multimídia não são dos mais modernos e o computador de bordo é simples e tem seu acionamento pela tradicional vareta. Todavia tudo funciona, e muito bem. A conectividade com o smartphone é perfeita, a central não trava, a qualidade sonora é excelente, tem gps nativo e alguns botões analógicos que sempre ajudam. O ar-condicionado totalmente digital se destaca visualmente, é eficiente e fácil de usar.

Ressalva

Na linha 2021 o WR-V ganhou uma nova frente, mais limpa e robusta, faróis e lanternas traseiras em LED, novo para-choque traseiro, seis airbags, espelho retrovisor fotocrômico, controle de estabilidade e tração, sistema de monitoramento da pressão dos pneus onde uma luz no painel acende avisando que algum pneu está com problema, mas não indica qual. Falta um sensor de ponto cego, já comum em outros modelos Honda.

Quanto aos pneus uma ressalva: o carro é equipado com o Pirelli Cinturato P1, na medida 195/60 R16. Não é a melhor opção com relação a nível de ruído, economia e frenagem na chuva. Existem melhores no mercado. O nível de ruído do motor invade o habitáculo, tanto em arrancadas na cidade quanto em retomadas na estrada. Carece de melhor isolamento acústico.

É impulsionado pelo conhecido 1.5 L 16V SOHC i-VTEC FlexOne, de 116 cv e torque de 15,3 kgf.m. Elástico, econômico, durável e de baixa manutenção. O câmbio CVT com Paddle Shifts simula até 7 velocidades e tem a opção Sport que melhora as retomadas e muito útil para usar o freio motor.Em nosso teste rodamos 619,6 km e fizemos na cidade a média de 9,03 km/l e na estrada 14,85 km/l, abastecido com gasolina.

O veículo foi cedido pela fábrica.

Texto e fotos: Carlos Fernando Schrappe Borges

 

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