Terra onde viveu de Maria Firmina dos Reis e onde nasceu Joaquim de Sousa Andrade, o Sousândrade, Guimarães fica no Litoral Norte do Maranhão, a 200 km de São Luís, com mais de 265 anos de história, tradição e beleza.
A histórica cidade de Guimarães é dona de imensa riqueza cultural e literária, em religiosidade, ancestralidade de quilombos e em belezas naturais de praias e rios.
Guimarães, ao lado de mais seis municípios (Cedral, Mirinzal, Cururupu, Bequimão, Apicum Açu e Porto Rico do Maranhão) integra o Polo turístico da Floresta dos Guarás, localizada na Amazônia Maranhense, no Litoral ocidental do Estado.
Fundada por portugueses e tendo recebido o nome em homenagem a cidade portuguesa de Guimarães maranhense encanta na arte, na poesia e na beleza de seus rios e praias.

Guimarães. Foto: Franci Monteles
A colonização portuguesa do município começou no final do século 16, quando a Coroa portuguesa construiu um forte na Baía de Cumã para vigiar a movimentação de franceses em direção a Alcântara ou São Luís durante as disputas que os portugueses tiveram com os franceses. Até então as terras que integravam o atual município de Guimarães eram ocupadas por aldeias do povo indígena Tupinambá, com destaque para a aldeia de Guarapiranga. Durante a disputa colonial pela área que formava a capitania do Maranhão entre Portugal e a França, quando os expedicionários gauleses ocuparam a região para formar a sua colônia chamada de França Equinocial, os Tupinambá fizeram aliança com aqueles, porém, com a derrota deles, os indígenas foram massacrados pelos lusitanos, sendo que os remanescentes foram aldeados em um núcleo populacional inserido dentro de uma sesmaria concedida a colonos portugueses, em 1758, que acabaria sendo conhecida como Fazenda Guarapiranga.
O governador da Província do Maranhão, Gonçalo Pereira, batizou o lugar de Vila de São José de Guimarães do Cumã, em homenagem a Guimarães de Portugal.
A beleza do Litoral vimarense, por exemplo, inspirou muitos dos poemas da primeira romancista brasileira, Maria Firmina dos Reis, que abordou, de forma corajosa, a temática da escravidão em sua época. Aprovada em concurso público para professora, Maria Firmina dos Reis, mudou-se de São Luís, onde nasceu e adotou Guimarães como terra natal. Foi a primeira Mestra Régia, a primeira romancista do país e fundou a primeira escola mista do Maranhão, no povoado de Maçaricó.

Estátua de Maria Firmina. Foto: Honório Moreira
Caminho dos Poetas
Os atrativos de Guimarães também passam pela religiosidade com a devoção a São José e à Nossa Senhora de Guadalupe (na Praia de Cumã), rodeada de lendas e mistérios; pela ancestralidade do quilombo de Damásio, onde teve origem o Bumba Meu Boi de Marcelino (Boi de Guimarães) e por onde passaram missões religiosas estrangeiras (canadense e italiana) na década de 60, além das belezas naturais de seus rios e praias.
Quem visita Guimarães pode percorrer o Caminho dos Poetas, estrada de 19 km que conecta a cidade a Praia de Araoca. Foi nessa praia que naufragou a embarcação em que viajava o poeta Gonçalves Dias. O corpo do poeta nunca foi encontrado e permanece o mistério do navio encalhado, abandonado por sua tripulação.
A via facilita o acesso dos turistas ao Litoral com mais conforto e segurança, gerando oportunidades de emprego e renda para a comunidade local, além de lazer e entretenimento.
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Boi de Guimarães
Uma tradição em junho é a apresentação do Boi de Guimarães, criado em 1971 no Quilombo de Damásio pelo mestre Marcelino Azevedo, falecido em 2016. Mais de cem participantes, muitos familiares, se preparam durante o ano para as apresentações, também feitas em outras cidades.

Boi de Guimarães. Divulgação
Foi ali que surgiu o sotaque de zabumba que tem raízes africanas e é marcado por comédia, personagens, cantos, danças, indumentária, entre outros.
Gutemberg Bogéa (jornalista da Abrajet-MA), Franci Monteles, Yndara Vasques e Herbert de Jesus Santos
Guimarães, land of the Tupinambás, beaches, tradition and Bull
The land where Maria Firmina dos Reis lived and where Joaquim de Sousa Andrade, Sousândrade, was born, Guimarães is located on the northern coast of Maranhão, 200 km from São Luís, with over 265 years of history, tradition and beauty.
The historic city of Guimarães is home to immense cultural and literary wealth, in religious traditions, ancestral quilombos and in the natural beauty of its beaches and rivers.
Guimarães, along with six other municipalities (Cedral, Mirinzal, Cururupu, Bequimão, Apicum Açu and Porto Rico do Maranhão) is part of the Guarás Forest tourist hub, located in the Maranhão Amazon, on the western coast of the state.

Guimarães. Photo: Iago Azevedo
Founded by the Portuguese and named after them, the Portuguese city of Guimarães in Maranhão is enchanting in its art, poetry and the beauty of its rivers and beaches.
The Portuguese colonization of the municipality began at the end of the 16th century, when the Portuguese Crown built a fort in Cumã Bay to monitor the movement of French people towards Alcântara or São Luís during the disputes that the Portuguese had with the French. Until then, the lands that made up the current municipality of Guimarães were occupied by villages of the Tupinambá indigenous people, with the village of Guarapiranga standing out. During the colonial dispute over the area that formed the captaincy of Maranhão between Portugal and France, when the Gallic expeditionaries occupied the region to form their colony called France Equinoctial, the Tupinambá formed an alliance with them. However, when they were defeated, the indigenous people were massacred by the Portuguese, and the remaining people were settled in a settlement located within a land grant granted to Portuguese colonists in 1758, which would end up being known as Fazenda Guarapiranga.
The governor of the Province of Maranhão, Gonçalo Pereira, named the place Vila de São José de Guimarães do Cumã, in honor of Guimarães of Portugal.
The beauty of the Guimarães coast, for example, inspired many of the poems of the first Brazilian novelist, Maria Firmina dos Reis, who courageously addressed the theme of slavery in her time. Maria Firmina dos Reis, who passed a public exam to become a teacher, moved from São Luís, where she was born, and adopted Guimarães as her hometown. She was the first Royal Teacher, the first novelist in the country, and founded the first mixed school in Maranhão, in the village of Maçaricó.
Path of the Poets
Guimarães’ attractions also include its religious devotion to Saint Joseph and Our Lady of Guadalupe (on Cumã Beach), surrounded by legends and mysteries; the ancestral heritage of the Damásio quilombo, where the Bumba Meu Boi de Marcelino (Boi de Guimarães) originated and where foreign religious missions (Canadian and Italian) passed through in the 1960s; in addition to the natural beauty of its rivers and beaches.
Those who visit Guimarães can take the Path of the Poets, a 19 km road that connects the city to Araoca Beach. It was on this beach that the boat carrying the poet Gonçalves Dias sank. The poet’s body was never found and the mystery of the stranded ship, abandoned by its crew, remains.

Araoca Beach. Photo: Gutemberg Bogéas
The road makes it easier for tourists to access the coast with greater comfort and safety, generating employment and income opportunities for the local community, as well as leisure and entertainment.
Guimarães Bull
A tradition in June is the presentation of Guimarães Bull, created in 1971 in the Quilombo de Damásio by the master Marcelino Azevedo, who passed away in 2016. More than a hundred participants, many of them family members, prepare throughout the year for the presentations, which are also held in other cities.
It was there that the zabumba accent emerged, which has African roots and is marked by comedy, characters, songs, dances, costumes, among others.
Gutemberg Bogéa (journalist for Abrajet-MA), Franci Monteles, Yndara Vasques and Herbert de Jesus Santos
Guimarães, tierra de los Tupinambás, playas, tradición y el Toro
Tierra donde vivió Maria Firmina dos Reis y donde nació Joaquim de Sousa Andrade, Sousândrade, Guimarães está situada en el Litoral Norte de Maranhão, a 200 km de São Luís, con más de 265 años de historia, tradición y belleza.
La histórica ciudad de Guimarães alberga una inmensa riqueza cultural y literaria, en lo que respecta a la religión, la ascendencia de los quilombos y la belleza natural de sus playas y ríos.
Guimarães, junto con otros seis municipios (Cedral, Mirinzal, Cururupu, Bequimão, Apicum Açu y Porto Rico do Maranhão) forma parte del polo turístico de la Floresta de Guarás, ubicada en la Amazonia maranhanense, en el litoral occidental del estado.
Fundada por los portugueses y llamada así por la ciudad portuguesa de Guimarães, Maranhão, encanta con su arte, su poesía y la belleza de sus ríos y playas.

Guimarães. Foto: Iago Azevedo
La colonización portuguesa del municipio comenzó a finales del siglo XVI, cuando la Corona portuguesa construyó un fuerte en la bahía de Cumã para vigilar el movimiento de franceses hacia Alcântara o São Luís durante las disputas que los portugueses tenían con los franceses. Hasta entonces, las tierras que componían el actual municipio de Guimarães estaban ocupadas por aldeas del pueblo indígena Tupinambá, con énfasis en la aldea de Guarapiranga. Durante la disputa colonial por el área que formaba la capitanía de Maranhão entre Portugal y Francia, cuando los expedicionarios galos ocuparon la región para formar su colonia llamada Francia Equinoccial, los Tupinambá hicieron una alianza con ellos, sin embargo, con su derrota, los indígenas fueron masacrados por los portugueses, y el pueblo restante fue asentado en un centro de población insertado dentro de una concesión de tierras otorgada a colonos portugueses, en 1758, que acabaría siendo conocida como Fazenda Guarapiranga.
El gobernador de la provincia de Maranhão, Gonçalo Pereira, bautizó el lugar como Villa de São José de Guimarães do Cumã, en homenaje a Guimarães de Portugal.
La belleza de la costa de Guimarães, por ejemplo, inspiró muchos de los poemas de la primera novelista brasileña, Maria Firmina dos Reis, quien abordó con valentía el tema de la esclavitud en su tiempo. Después de aprobar un examen público para convertirse en maestra, Maria Firmina dos Reis se mudó de São Luís, donde nació, y adoptó Guimarães como su ciudad natal. Fue la primera Maestra Real, la primera novelista del país y fundó la primera escuela mixta de Maranhão, en la ciudad de Maçaricó.
Camino de los Poetas
Los atractivos de Guimarães también incluyen la religiosidad, con devoción a San José y a Nuestra Señora de Guadalupe (en la Playa de Cumã), rodeadas de leyendas y misterios; debido a la ascendencia del quilombo de Damásio, donde se originó el Bumba Meu Boi de Marcelino (Boi de Guimarães) y por donde pasaron misiones religiosas extranjeras (canadienses e italianas) en los años 60, además de la belleza natural de sus ríos y playas.
Quienes visitan Guimarães pueden recorrer el Caminho dos Poetas, una carretera de 19 kilómetros que une la ciudad con la Praia de Araoca. Fue en esta playa donde se hundió el barco en el que viajaba el poeta Gonçalves Dias. El cuerpo del poeta nunca fue encontrado y el misterio del barco varado, abandonado por su tripulación, permanece.

Praia de Araoca. Foto: Iago Azevedo
La ruta facilita el acceso de los turistas a la costa con mayor comodidad y seguridad, generando oportunidades de empleo e ingresos para la comunidad local, además de ocio y entretenimiento.
Toro de Guimarães
Una tradición en junio es la presentación del Boi de Guimarães, creado en 1971 en el Quilombo de Damásio por el maestro Marcelino Azevedo, fallecido en 2016. Más de un centenar de participantes, muchos de ellos familiares, se preparan a lo largo del año para las presentaciones, que también tienen lugar en otras ciudades.
Fue allí donde surgió el acento zabumba, que tiene raíces africanas y está marcado por la comedia, los personajes, las canciones, los bailes, la vestimenta, entre otros.
Gutemberg Bogéa (periodista de Abrajet-MA), Franci Monteles, Yndara Vasques y Herbert de Jesus Santos






