Na linda e ensolarada manhã de sábado, 8 de novembro de 2025, tive a oportunidade de participar da Aula-Passeio pelo Centro Histórico de Curitiba conduzida pelo educador patrimonial Rogério Bealpino, e posso dizer sem exagero: foi uma das experiências mais prazerosas e enriquecedoras que já vivi na cidade. Algo que surpreendeu foi a vasta maioria de participantes nativos de Curitiba, a minoria de fora que lá estava ainda residia na cidade.
Começamos nas Ruínas de São Francisco, um dos espaços mais simbólicos da velha Curitiba. Dali seguimos descendo em direção ao Marco Zero, passando por igrejas centenárias, casarões preservados, becos pouco falados e pontos que já fazem parte da rotina de quem vive aqui, mas que ganham vida, significado e profundidade quando apresentados por alguém com o conhecimento e a paixão do Rogério.
Ao longo do percurso, cada parada parecia abrir uma nova janela para um tempo esquecido.

Centro Histórico.
Rogério Bealpino não apenas explica: ele narra, contextualiza, provoca, faz a gente imaginar como era cada rua há 50, 100 ou 300 anos. A forma leve, acessível e ao mesmo tempo extremamente embasada com que ele conduz o passeio transforma a caminhada em algo prazeroso, fluido e até emocionante para quem ama Curitiba, e até para quem acredita já conhecê-la.
Foram quase três horas que passaram voando. A mistura entre história, curiosidades, detalhes arquitetônicos e boas conversas faz o passeio ser não apenas educativo, mas também delicioso de participar. É daquele tipo de experiência que muda a forma como você enxerga cada esquina, cada fachada, cada detalhe da cidade. Tenho certeza de quando voltar a caminhar por essas ruas, minha visão nunca será a mesma, após ter aprendido que cada cantinho por mais discreto que seja, tem sua história, e isso é fascinante!
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O momento que particularmente mais me chamou a atenção for no Largo da Ordem e seu famoso bebedouro de cavalos, como contou Rogério, o bebedouro do Largo é um discreto, porém significativo remanescente da Curitiba do início do século passado, quando carroças e animais ainda eram parte essencial do cotidiano. Esculpido em pedra e posicionado próximo ao antigo leito do Rio Ivo, ele servia para matar a sede dos cavalos que passavam pelo centro histórico, especialmente durante as feiras e atividades do comércio local. Hoje, apesar de sua simplicidade, o bebedouro é considerado um pequeno patrimônio da cidade, um detalhe que sobreviveu ao tempo e que ajuda a revelar a vida mais rústica, movimentada e povoada de tropeiros que existia onde hoje vemos apenas calçadas de pedra, turistas e artistas de rua.

Ruínas São Francisco.
E o melhor?
Esse é apenas um dos muitos roteiros que o Rogério oferece.
Ele conduz diversos passeios temáticos, sobre a Curitiba do século XIX, o Barão do Serro Azul, a era da erva-mate, os relógios históricos do centro, e muitas outras narrativas que ajudam a entender e sentir a cidade. São diferentes datas, temas e níveis de profundidade, sempre conduzidos com o mesmo cuidado e paixão por ensinar.
Se você gosta de história, arquitetura, cultura, ou simplesmente quer olhar Curitiba com outros olhos, recomendo fortemente participar.
É uma experiência que vale cada minuto e que faz a cidade ganhar novas camadas dentro da gente.
Fica aqui meu convite:
Acompanhe a programação do Rogério Bealpino e escolha um dos próximos passeios. Tenho certeza de que você vai sair de lá com aquela sensação de encantamento, e com a cidade um pouco mais sua.
Bruno de Sá, com fotos







Que prazer imenso ter a presença de vocês em uma das minhas aulas-passeio. E este artigo foi um dos mais fantásticos que escreveram sobre meu trabalho de educação patrimonial, justamente por tratar com sinceridade sobre a boa impressão que a experiência deixou. Sejam sempre bem-vindos nessas imersões pela nossa fascinante história curitibana!
Rogério, bom dia!
Agradecemos por nos receber na sua aula-passeio que mostra para curitibanos e turistas um lado especial da cidade.