Fugindo dos holofotes, o curitibano Dalton Trevisan viveu se esquivando de todos mas, agora, sai das sombras com a exposição Dalton – Espião de Almas, dedicada ao centenário de nascimento do escritor nascido em 1925 e falecido em 2024. Trevisan é homenageado com uma mostra na Caixa Cultural Curitiba que revela edições raras de suas obras e itens inéditos de seu arquivo pessoal, doados ao Instituto Moreira Salles (IMS). A visitação é gratuita e recomendada para o público a partir de 12 anos.
A exposição propõe uma investigação profunda sobre o autor e explora a sua produção por inteiro, incluindo as interações com o teatro, cinema e música. O público terá acesso a cartas, pseudônimos, retratos falados, cadernos artesanais, listas de palavras, trechos de canções e filmes, além de registros de sua atuação como editor da revista Joaquim e colaborador do jornal Pasquim.
Integrando as homenagens que celebram o centenário de Dalton Trevisan, a mostra permite ao público acessar o acervo pessoal de um dos maiores contistas da literatura brasileira. Mais que uma exposição, é um convite ao universo literário paralelo para o qual ele se dedicava, revelando o arquivista meticuloso e criador de uma obra singular e ficcional, marcada pela fragmentação, reescrita e reinvenção constante, sem curvar-se à exposição midiática e as distrações sociais.
Serviço:
Dalton – Espião de almas
Caixa Cultural Curitiba – Galeria Térreo, Rua Conselheiro Laurindo n° 280, Centro
Até 1º de março de 2026
Horário: terça a sábado, das 10h às 20h, domingos e feriados das 10h às 19h
Ingressos: gratuitos
Classificação indicativa: a partir de 12 anos
Acessível para pessoas com deficiência (PcD)
Com apoio Assessoria de Imprensa da Caixa







É lindo ver como Dalton, que tanto evitava os holofotes, agora brilha na Caixa Cultural, né? Pena que o espião de almas não tenha tido a curiosidade de visitar a exposição durante vida… mas que bom que seu arquivo pessoal ficou bem arrumadinho para gente lá conferir! A ideia de mostrar as listas de palavras e trechos de canção é ótima, já pensa? Agora só falta ele voltar para poder conferir como a gente vai reinventar a sua obra com a ajuda do Wi-Fi. Um centenário merece homenagem, claro, mas acho que ele teria preferido um bom vinho (sem not) acompanhando a visita. Ah, e a classificação a partir de 12 anos… sem problemas, a juventude brasileira está pronta para conhecer o arquivista meticuloso!