Timbó, no Vale Europeu de Santa Catarina, a 180 km do Norte da capital Florianópolis e 215 km de Curitiba, tem o título de Capital Nacional do Cicloturismo. Porém, a cidade vai além das atividades ciclísticas, reservando para seus visitantes diversas experiências: de história, natureza e cultura. Os moradores de Timbó preservam suas raízes italianas e alemãs e fazem da região uma atração com muita música, arte e tradição.
Veja alguns dos passeios que você pode fazer na catarinense Timbó:
Vista panorâmica e nascer do sol

Balanço do Infinito. Foto: Brunê Nasato
Um dos principais cartões-postais da cidade é o Morro Azul (foto da capa). Com 758 metros de altitude, está situado na Estrada Geral Mulde Alta, dentro do Parque Natural Municipal Freymund Germer, que possui cerca de 40 hectares de Mata Atlântica preservada. O trajeto até o topo mostra casas centenárias dividindo a paisagem com o verde exuberante das montanhas.
Destino tradicional para os praticantes de voo livre, ele é considerado um dos melhores pontos para parapente no Sul do Brasil e proporciona uma maravilhosa vista panorâmica da região, com um nascer do sol de tirar o fôlego. O famoso Balanço do Infinito também faz parte do cenário e é perfeito para fotos e contemplação.
Aberto diariamente, das 5h às 18h.
Museus e história
Em um casarão centenário, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), funciona o Museu da Música, idealizado pelo pastor Hans Hermann Ziel e o único do tipo na América Latina.
Inaugurado em 2004, possui mais de duas mil peças no acervo, contendo instrumentos de várias épocas e países, discos, partituras, livros e gravuras. O espaço cultural realiza eventos frequentes, como o Café Musical, o Concerto Noturno, a Tarde do Rock, a Feira de Vinil, a Noite dos Candelabros, oficinas de férias, exposições temporárias e ações itinerantes, que aproximam o público da música de forma educativa e interativa.
Funciona de terça a domingo, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30 na R. Edmund Bell, sem número, na Rodovia SC-477 – km 5.

Museu da Música.
Outra atração que vale a visita é o Museu do Imigrante. Uma autêntica casa enxaimel guarda a história dos europeus que chegaram em Timbó a partir da segunda metade do século 19 e suas influências culturais na formação do município. O local, inaugurado em 2003, traz objetos do cotidiano, mobiliários e documentos que ilustram os hábitos dos imigrantes alemães e italianos e outros grupos que ajudaram a construir a identidade regional.
Aberto de terça a domingo, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30 na Av. Getúlio Vargas, 211, no Centro.

Museu do Imigrante. Foto: Brunê Nasato
Poesia viva
A residência onde o poeta timboense passou a infância, a adolescência e parte da vida adulta se transformou no Museu Casa do Poeta Lindolf Bell. Inaugurado em 2003, o lugar conserva a biblioteca pessoal do autor, objetos, fotografias e documentos que narram sua trajetória e mantêm vivos os ideais da Catequese Poética. Ele ainda conta com o Centro de Memória Lindolf Bell, o Espaço Arte – Praça do Poeta Lindolf Bell e o Grão Espaço Cultural, um ambiente dedicado a exposições de artes temporárias e recitais de poesias.
Horário de visitação é de terça a domingo, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30, na R. Quintino Bocaiúva, 902, Bairro Quintino.
Uma viagem ao passado
Às margens do Rio Benedito, o Complexo Turístico Jardim do Imigrante é uma verdadeira imersão no passado de Timbó. O conjunto arquitetônico preserva as estruturas dos antigos depósitos do moinho de farinha de mandioca de um lado da margem e na outra os galpões que acomodavam as máquinas de uma das primeiras atividades industriais do município, além da represa projetada por engenheiros alemães, a Casa de Taipa e um casarão histórico que hoje abriga o restaurante BierDamm, com pratos típicos da culinária ítalo-germânica. A charmosa ponte é também um dos locais mais fotografados da cidade.
O Complexo fica no centro da cidade.

Complexo Turístico Jardim do Imigrante. Foto: Brunê Nasato
Tradição, artesanato e gastronomia
No entorno do complexo, a Praça Frederico Donner exibe o Maibaum, uma árvore de origem europeia, com arabescos de ferro forjado artesanalmente, placas de ACM e oito metros de altura. O projeto e a concepção da obra são do artista timboense Luiz Lenzi.
A área ainda acolhe a Casa do Artesão, um excelente ponto para adquirir lembranças produzidas localmente. O local oferece ampla variedade gastronômica para os visitantes, tendo excelentes opções para café da manhã, almoço, jantar e refeições rápidas.
Com apoio Oficina da Palavra






