Em setembro de 2025 fizemos um almoço harmonizado na Casa Vigil, Mendoza, Argentina

A Casa Vigil está localizada em Chachingo, Cruz de Piedra, Maipú. O restaurante Casa Vigil está no mesmo local da vinícola e onde a Bodega Aleanna produz os vinhos El Enemigo e Gran Enemigo.

A El Enemigo Wines (ou Bodega Aleanna) foi fundada em 2007. É um projeto pessoal do gênio Alejandro Vigil, enólogo chefe da Bodega Catena Zapata, em parceria com Adriana Catena, uma das herdeiras do Nicolás Catena.

Alejandro Vigil é o diretor geral da Casa Vigil, que nasceu em 1973. Ganhou diversos prêmios internacionais e foi nomeado “Ones to Watch” pela revista Decanter como uma das pessoas mais influentes no mundo do vinho e como o Melhor Enólogo a nível global de 2025 pela revista americana Wine Enthusiast. É considerado o “Messi dos vinhos”.

Ele é engenheiro agrônomo pela Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Nacional de Cuyo, onde concluiu seu mestrado em irrigação e drenagem e concluiu seus estudos em viticultura e enologia.

Com um espírito incansável e vanguardista, Alejandro se esforça constantemente para canalizar sua criatividade, desafiando os limites da viticultura e da enologia tradicionais.

Foi bolsista e, posteriormente, chefe do Departamento de Solo e Irrigação do INTA (Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola). Publicou diversos artigos sobre um dos temas que o fascina: solos. Realizou inúmeros ensaios e experimentos em sua busca por aprofundar seu conhecimento sobre o terroir único das terras altas do deserto de Mendoza.

Em junho de 2018, a Vigil alcançou os primeiros 100 pontos Parker para dois vinhos argentinos: o Gran Enemigo single Vineyard Gualtallary 2013 e o Adriana Vineyard River Stone 2016, tornando-se a primeira vinícola latino-americana a receber 200 pontos do renomado pontuador Robert Parker.

Robert Parker criou um sistema que separa os vinhos em seis grupos que comportam notas de 50 a 100, sendo 96 a 100: vinho extraordinário; 90 a 95: notável; 80 a 89: acima da média a excelente; 70 a 79: mediano; 60 a 69: abaixo da média e 50 a 59: terrível.

Todos os vinhos começam a ser pontuados com 50 pontos e a nota aumenta gradualmente com base em alguns fatores: a cor e a aparência como um todo atribuem até 5 pontos; o aroma ou buquê vale até 15 pontos; o sabor e o retrogosto da bebida valem até 20 pontos; a qualidade geral e potencial para envelhecer bem somam até 10 pontos.

Alejandro Vigil, comunicador nato, tem aplicado sua criatividade em uma série de espaços de convívio com excelentes vinhos e gastronomia para aproximar cada vez mais as pessoas do mundo do vinho.

Alejandro retoma o conselho ancestral de seu avô de fazer vinho com uma abordagem afetuosa, técnica, especial e única.

O nome “El Enemigo” teve como inspiração a obra de Dante Alighieri, com a representação de nossos medos internos que são nossos maiores inimigos na realização de nossos sonhos e do autoconhecimento.

Na Casa Vigil cada prato é feito com produtos da horta da família, inspirado nos produtos que florescem em cada estação e são expressos nas receitas de família.

Fizemos um almoço de três passos harmonizado com o maravilhoso vinho Gran Enemigo 2019, da cepa Cabernet Franc, que ganhou 100 pontos de Robert Parker.

O enólogo Vigil escolheu a Cabernet Franc para ser sua principal uva na sua Bodega Aleanna, subvertendo da lógica e saindo da zona de conforto da cepa Malbec, o que acabou por dar origem a vinhos simplesmente espetaculares e de caráter único, que surpreenderam a crítica internacional e mereceram elogios unânimes em todo o mundo.

Outro diferencial instituído por Vigil é a colheita múltipla, onde as uvas são colhidas em diferentes momentos de maturação, vinificadas separadamente e posteriormente são elaborados os cortes dos diferentes vinhos em proporções determinadas pelo enólogo, garantindo maior complexidade e alta qualidade.

O cardápio do almoço foi com empanada de ossobuco, costela assada e sorvete de limão siciliano.

É necessário reservar o almoço com boa antecedência porque o ambiente é muito procurado.

 

Bete Yang na Casa Vigil

Gran Enemigo 2019

Gran Enemigo 2019

“Fantástico”, “fabuloso”, “delicioso” e “incrível” foram alguns dos adjetivos usados por James Suckling e Robert Parker para descrever a safra de 2019 do Gran Enemigo Gualtallary Single Vineyard, que mereceu os máximos 100 pontos dos dois críticos.

Foi a primeira vez na história que um vinho da América do Sul recebe os 100 pontos dos dois especialistas. Para Parker, a safra 2019 do Gran Enemigo lembra uma grande safra do seu vinho de Bordeaux favorito: o Château Lafleur de Pomerol.

O vinho Gran Enemigo da cepa cabernet Franc safra de 2019 é o ícone da Bodega Aleanna e é um dos vinhos sul-americanos mais pontuados da história.

Este vinhaço é elaborado com 85% de uvas Cabernet Franc e 15% de uvas Malbec, cultivadas a 1.470 metros de altitude em um Single Vineyard em Gualtallary, na região vitivinícola de Mendoza.

O teor alcoólico é de 13,5%.

Tem cor rubi intenso. Os aromas são complexos, onde se destacam as frutas negras e vermelhas maduras, notas de especiarias, como pimenta preta, chocolate, baunilha e eucalipto.

Em boca apresenta grande estrutura, taninos refinados e final longo e persistente.

Harmoniza com carnes em geral e massas.

Bete Yang com o Gran Enemigo 2019Este vinho pode ser apreciado agora, mas apresenta um excelente potencial de guarda por mais de uma década.

Hoje o Gran Enemigo Cabernet Franc é produzido na forma de quatro distintos Single Vineyard: Agrelo, El Cepillo, Chacayes e Gualtallary (o mais famoso), todos com uma proporção de 85% de Cabernet Franc de cada vinhedo específico e 15% de Malbec.

Tim tim!

Bete Yang, é Engenheira Civil, formada em 1975 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é enófila desde 1996 quando visitou região vinícola de Stellenbosch na África do Sul. Fez cursos de vinhos em Curitiba, no Vale dos Vinhedos (RS), na Associação Brasileira de Sommeliers/RJ, em Rioja (Espanha) e na Ecole du Vin de Saint-Émilion (França). Desde 2017 é membro do Viniep (Confraria de vinho do IEP- Instituto de Engenharia do Paraná). Visitou mais de 270 (duzentas e setenta) vinícolas na Europa, América do Norte e do Sul, África do Sul e Oceania. 

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