Viajantes têm, a partir de outubro, nova alternativa de roteiro na Terra Indígena do Xingu, no Mato Grosso: a Aldeia Afukuri. Ali, será possível fazer um mergulho na cultura e saberes ancestrais dos povos originários.
Dentre toda a riqueza e diversidade dos povos originários, a Terra Indígena Xingu, no Mato Grosso, com mais de 2 mil hectares, é uma das maiores, mais conhecidas e desejadas pelos adeptos desse tipo de viagem.
A comunidade Kuikuro, que habita a Aldeia Afukuri há gerações, preserva uma tradição cultural rica e diversa. Para os seus moradores, o turismo sustentável é mais do que uma atividade econômica: é uma forma de apoiar a sua luta pela preservação e manutenção das terras, que sofrem a pressão do avanço do agronegócio, além de uma oportunidade para compartilhar sua história, manter vivas suas práticas ancestrais e fortalecer a autonomia da comunidade.
A chegada de visitantes representa uma oportunidade de geração de renda, mas também de troca de saberes, reconhecimento e valorização de seu modo de vida. Ao incluir os moradores em todas as etapas do roteiro, desde a recepção aos rituais, a experiência promove uma conexão genuína entre povos, sem abrir mão do respeito ao território, à natureza e às tradições locais.
Na Aldeia Afukuri, a comunidade já está preparada e em outubro receberá visitantes numa operação que engloba 186 moradores locais. “O turismo sustentável é muito bom, pois mostra o nosso dia a dia e ajuda a fortalecer a cultura. Com um roteiro na aldeia, as vendas dos artesanatos e de pinturas tradicionais vão melhorar, pois os viajantes ajudarão na geração de renda, além de empregar mais jovens na prática de artes”, ressalta Yakaumalu Kuikuro, diretora do departamento das mulheres da Associação Indígena Ahukugi (AIAHU).
Parcerias são aliadas do turismo com propósito
Para que a experiência seja realmente sustentável, o diálogo respeitoso entre a comunidade indígena e os parceiros é importante, principalmente quando se diz a respeito do planejamento e implementação dos roteiros.
Na aldeia Afukuri, o articulador Douglas Canarana atua junto ao povo Kuikuro há mais de dez anos, auxiliando, principalmente no plano de visitação local e é um dos responsáveis para que o elo de segurança se mantenha durante todo o processo. “Eu busco – diz Douglas – apoio para ajudar a melhorar as coisas, captar recursos para fazer oficinas e formações, busco treinamentos para trazer melhorias na qualidade de vida da comunidade e no plano de visitação. Recentemente o povo Kuikuro conseguiu aprovar um projeto para melhorar a infraestrutura do turismo na aldeia a fim de receber os visitantes. Eles estão buscando aperfeiçoar o que já existe, mas também de trazer novidades”.

Para todos os públicos
O roteiro é de seis dias e cinco noites, mas é recomendado ter dois dias extras – um na ida e outro na volta – para o percurso de 14 horas de ônibus entre o aeroporto mais próximo, em Goiânia, ao ponto de encontro do grupo, em Querência, no Mato Grosso. Apesar de ser leve e exigir pouco preparo físico, com cerca de 3 km de trilha em terreno plano, a Vivalá recomenda o uso de boné ou chapéu durante todos os dias, além de ter sempre uma garrafinha de água, pois faz bastante sol.
Os dias no Xingu serão de pouso em barracas e redes, levadas individualmente. Além dos cafés da manhã, almoços e jantares junto aos guias, facilitadores e moradores locais, o roteiro possui outros momentos de trocas e conexões. A pintura corporal, apresentação de Dança Taquara, uma manifestação cultural tradicional do povo Kuikuro, e a cerimônia de visita às casas da aldeia serão alguns desses momentos de extrema aproximação.
Também faz parte da experiência uma visita ao mágico Rio Xingu para banho e contemplação da paisagem, além da participação em dois importantes rituais da comunidade: a Festa Duhé, que envolve todos os moradores da aldeia, e a festa Yamurikumã, realizada exclusivamente pelas mulheres – em que as viajantes também são convidadas a participar. Há ainda uma imersão nas roças do povo Kuikuro, onde é possível conhecer a famosa terra preta, resultado de técnicas agrícolas ancestrais. No fim da jornada, o grupo acompanha uma exposição de artesanato local, com a oportunidade de conhecer e adquirir peças feitas pelos próprios artistas da aldeia.
No pacote oferecido pela Vivalá estão incluídos: transporte de ida e volta entre Querência e a Aldeia Afukuri; hospedagem de uma noite em hotel em Querência e quatro noites em casa tradicional (ambiente compartilhado) em rede ou barraca na Aldeia e cinco cafés da manhã, quatro almoços e quatro jantares – feitos com ingredientes nativos e pratos típicos, com opções para veganos e vegetarianos. O pacote também inclui time de facilitação e condução Vivalá presente durante todo o roteiro e seguro-viagem para todos os dias.
A experiência completa está nesse link e é parcelada em até 8 vezes sem juros de R$ 775 no cartão de crédito ou R$ 5.890 no PIX ou transferência. A primeira saída será 12 de outubro.
Com apoio DePropósito Comunicação de Causas






