Numa rua tranquila do bairro São Francisco, em Curitiba, a Senador Saraiva no nº 206, quem precisa de um respiro encontra no Cochicho Café seu refúgio. Administrado pelas neurodivergentes Nina Kasp (TEA) e Letícia Alleotti (TDH), o Cochicho não tem wi-fi, mas sim música, arte, brechós, livros, jogos, e, pelas mãos da confeiteira Nina, doces e bolos. Letícia além de ser design de moda é proprietária do Hilda Bar que fica a 20 metros do Cochicho, uma caminhada de pouco mais de um minuto.
O Cochicho abre de quinta a domingo, das 10h às 18h, sempre com um cardápio novo, anunciado toda terça no Instagram do Café. É uma das propostas das sócias: uma confeitaria autoral com “cara de casa de vó” num espaço para sentar-se, conversar, fazer seu pedido, comer bem e dar um tempo do que se passa lá fora.
Assim, ir ao Cochicho, que abriu as portas em maio de 2026, é encontrar um cardápio flexível que aproveita as estações do ano e permite que Nina, que passou pela Escola de Pastisseria del Gremi de Barcelona, uma das instituições de confeitaria mais prestigiadas do mundo (ela iniciou na confeitaria aos 17 anos no Senac-PR), possa preparar suas guloseimas aproveitando cada ingrediente sazonal, preferencialmente de produtores locais, da agricultura familiar e do MST que tenham, segundo reforçam as sócias, “nossos valores”. Para veganos, o Cochicho tem produtos no cardápio.

Após alguns meses de funcionamento as duas optaram, em razão do pedido dos clientes, manter um cardápio fixo que oferece cookie tradicional com chocolate 70% e flor de sal, brownie cookie, cookie de chocolate branco com geleia de frutas vermelhas da casa (o favorito dos clientes segundo as sócias), cookie vegano de pé de moleque, pavlova maracujá e morango, scone de queijo com geleia de amoras (pequeno pão ou bolinho de massa levemente adocicada, de origem escocesa indispensável nos chás da tarde britânicos) e o clonazepão (um brioche recheado com creme de coco e geleia de maracujá). Tudo é sempre feito no mesmo dia em pequena escala.
Para bebidas, a casa trabalha apenas com café coado em diferentes métodos e o matchê, mate paranaense processo como o matcha japonês, kombucha, drinks e vinhos.
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Nina afirma que “está muito feliz e me sinto realizada de estar podendo mostrar coisas novas para Curitiba. A recepção e o acolhimento foram incríveis e a demanda de um espaço mais calmo, com personalidade e voltado para a comunidade era uma percepção real mesmo”.

Letícia Alleotti, à esquerda, e Nina Kasp .






