Ilex Paraguariensis. Esse é o nome científico da erva-mate. Os índios Guaranis (povos que viveram da Amazônia até o Rio da Prata) plantavam e usavam a planta como bebida, adoração e até moeda de troca, e foram eles que a apresentaram aos povos que aqui chegaram.
A exploração da erva-mate no final do século XIX e início do XX fez a vida, forjou e ainda é fonte de renda gerações de famílias no Planalto Norte de Santa Catarina.
No artigo “Complexo ervateiro e a pequena produção mercantil em Santa Catarina”, Alcides Goularti Filho, professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense, escreve que “dentro do complexo ervateiro, Canoinhas foi considerada a ‘Capital da Erva-Mate’, a ponto de trocar o nome do município, em 1923, para Ouro Verde. Havia, na região, mais produtores do vegetal do que engenhos de beneficiamento. Nessa década de ‘ouro’ para Canoinhas, destacavam-se as seguintes casas comerciais, que negociavam erva-mate, comprando de produtores e vendendo para exportadores, em Joinville: Elias Selem & Filhos, Antonio Frederico Reu, Emilio Abrahão Selene Irmão, Roberto Ehlke & Cia., Rodolpho Olsen, Bernardo Olsen, Tannus Antonio Isphair da Casa Estrela, Allage, Mansur & Cia., Dequech & Cia., Adolpho Bading, B. Bandeira Ribas, F. Kolher & Cia., Firmino Soares Carvalho, Joaquim Eleutério Madeiro, Guilherme Roeder, João Sade e José Ignácio de Medeiros. No beneficiamento, a filial de Henrique Jordan & Cia. e o Estanislau Schumann, que ficava na Boa Vista e dispunha de fazenda e engenho. Na cidade, também havia outras importantes nove casas comerciais, ligadas a diversos ramos, e quatorze pequenas fábricas, além de pequenas oficinas artesanais, como selarias, ferragens e carpinteiros, que atendiam às demandas dos engenhos. Há de se ressaltar a presença de bancos e de agentes bancários, como o Banco Nacional do Comércio, cujo agente era Luiz Kuenzer, e os correspondentes Emilio Selene, do Banco do Brasil e do Banco Franco-Italiano, e Dequech & Cia., do Banco Pelotense e do Banco Alemão Transatlântico. No setor madeireiro, mesmo com a forte presença da Lumber, que quase monopolizava a extração, o beneficiamento e o comércio da madeira, não anulou a possibilidade de surgirem pequenas serrarias com capital de origem local”.
Aqui, um parêntesis: a Lumber, com fábrica em Três Barras, foi uma das maiores serrarias da América do Sul. Operou entre os anos de 1910 e 1950 e o dono era Percival Farquhar. A doação do governo brasileiro ao empresário que iria construir a ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul de 15 km de terra de cada lado da ferrovia, foi um dos motivos que fez eclodir a Guerra do Contestado (1912-1916) na região. Fecho o parêntesis.
A erva-mate, entretanto, aos poucos foi perdendo importância econômica; hoje, Santa Catarina está atrás do Paraná e do Rio Grande do Sul como maior produtor e o Planalto Norte catarinense tem Indicação Geográfica do cultivo. Chapecó lidera a produção, com Canoinhas em segundo lugar.
A erva-mate teve ervais que se desenvolveram espontaneamente crescendo entre a sombra de árvores na Mata Atlântica. Com sua exploração comercial passou, também, a ser cultivada. Nesse caso, leva-se entre três e quatro anos para a primeira colheita e, após, espera-se um novo ciclo de dois anos para sua nova poda. Por isso, produtores alternam o plantio para poderem ter uma produção anual. A colheita é feita entre maio e agosto.
E foi em Canoinhas que a Now Boarding foi percorrer a Rota da Erva-Mate lançada pelo Sebrae-SC em novembro de 2024. É, portanto, um produto turístico recente que tem outros dois municípios envolvidos: Bela Vista do Toldo e Três Barras.
História, modernidade e exportação
A Rota da Erva-Mate permite que se conheça a evolução do seu processamento.
O Rancho do Barbaquá fica em Bela Vista do Toldo, a 12 minutos do Centro de Bela Vista do Toldo e a 30 minutos do Centro de Canoinhas. É uma propriedade de 30 alqueires com mais de 125 anos de história – e muitas histórias narradas pelos proprietários Francisca e Rodolfo.
Ali há espaço para camping (R$ 25 por dia) e uma cabana rústica que acomoda até oito pessoas (R$ 50 por dia por pessoa) com café da manhã.

Cabana para hospedagem. Foto: Jean Luiz Féder
A área foi comprada pelo avô Alois Schiessl e sua esposa Berta que ali chegaram em 1901.
Francisca conta que Alois levava cerca de 30 dias para ir de carretão com oito cavalos vender a erva-mate em Joinville, um percurso de 216 km que hoje se faz em pouco mais de três horas de viagem. Ele voltava trazendo mantimentos, ferramentas e pólvora e dona Berta cuidava dos filhos e da plantação na ausência do marido.
O Rancho mantém um espaço onde se pode ver equipamentos originais (foto da capa) de como se produzia a erva-mate no século passado e Francisca e Rodolfo conduzem os visitantes para fazer a Rota dos Ervais.

Francisca e Rodolfo. Foto: Jean Luiz Féder
Para crianças, roda gigante do mato, gira-gira, tirolesa e, para elas e a história, ou lenda, da noiva que passeia pelo Rancho. É, conta Francisca com segurança de quem já viu o vulto branco, vestido de noiva, que chega pela entrada do Rancho e vai até um tronco de uma árvore, onde entra e desaparece.

Tronco onde a noiva entra e desaparece. À direita, imagen do Monge João Maria, personagem da Guerra do Contestado. Foto: Jean Luiz Féder
Francisca garante que muitos que já dormiram no Rancho viram a noiva numa “luz bem brilhosa”.
Para solteiros, existe a lenda que ao se passar pela placa onde está escrito Gruta da Noiva, o casamento vem na certa.
É um passeio de turismo de experiência em que o turista vai até a erva-mate e acompanha todo o processo até a cuia do chimarrão.
Como um plus, Alisson Correia que fez cursos no Senac, mostra sua produção de bebidas artesanais feitas com erva-mate, de rum, cachaça, licor, steinhäger, uísque, absinto e outras.

As bebidas preparadas por Alisson. Foto: Jean Luiz Féder
As visitas podem ser agendadas no (47)99927-9587.
Há 41 anos a Erva-Mate Canoinhas (menos de 10 minutos do Centro de Canoinhas) trabalha com o produto, mas desde 1985 passou a beneficiar, moer e torrar erva-mate e coloca no mercado sua marca própria, a Erva-Mate Chimarrão Canoinhas.

Foto: Jean Luiz Féder
Empresa familiar, começou com Mário Dranka que continua na lida, mas tem no seu filho, Luis Mário, a continuidade na administração e que quando visitamos dividia a apresentação da empresa com seu filho, Vitor.

Tipos de erva-mate. Foto: Jean Luiz Féder
Para agendar a visita de cerca de duas horas: (47)98805-1872, R$ 35 por pessoa para grupo mínimo de 10. Começa com uma degustação de chimarrão e picolé de erva-mate, passa pela floresta de Mata Atlântica para verificar o manejo de erva-mate nativa, segue para a fábrica para ver todo o processo de produção até a embalagem e encerra na loja onde se encontra toda a linha de produtos da ervateira.

Plantação erva-mate na Mata Atlântica. Foto: Jean Luiz Féder
100% da produção é entregue no município e cidades de Santa Catarina e Sul do Paraná.
A Ervateira Ouro Verde (a 40 minutos do Centro de Canoinhas) está na terceira geração. Iniciou em 1947 com Carlos Artner e hoje está nas mãos de Renato (neto de Carlos) e Cintia Artner.
Em 1962 a Ervateira começou o processo de mecanização, mas em 2003 a família decidiu: ou tocava a indústria ou ela seria desmontada e vendida. Renato e Cintia assumiram a administração.
Hoje a Ouro Verde só produz erva cancheada (não é o produto final para consumo) e toda produção é vendida para a Baldo. Com indústria em Canoinhas, Encantado (Rio Grande do Sul) e Prudentópolis e São Mateus, no Paraná, a Baldo pega a erva cancheada da Ouro Verde para fazer produto para exportação que será vendido na Argentina, Uruguai, Estados Unidos e China.
Renato afirma, com convicção, que a erva-mate do Planalto Norte de Santa Catarina e de São Mateus, no Paraná, são as melhores do país.

Renato e a erva-mate cancheada. Foto: Jean Luiz Féder
Entre maio e setembro são os melhores meses para visitar a Ouro Verde (agendamento no 47-99649-3826) quando se pode presenciar o processamento de até 3 mil quilos de folha por hora.
Visitar os três empreendimentos é fazer um passeio pela história do uso da erva-mate: dos tempos difíceis do trabalho braçal, passando pela mecanização e chegando à exportação do produto.
TURISMO: Joinville, da indústria ao turismo
Provando a erva-mate além do chimarrão
Com tanta produção e tradição de consumo, era natural que a erva-mate saísse das cuias e fosse para dentro da cozinha.
Em Canoinhas uma demonstração do que se pode colocar à mesa com guloseimas a partir da erva-mate está na Doces e Fricotes.
No nº 624 da R. Francisco de Paula Pereira, no Centro da cidade, Márcio e Jucéia Bach recebem os visitantes numa casa bem decorada e com jeito de casa de vó.
E foi a mãe do Mário, Helga, que sonhava, junto com seu Alfredo, em ter uma casa de chá, ela que por mais de 50 anos trabalhou com comércio de roupas, cristais e discos, entre outras coisas. A Doces já tem mais de 30 anos.

Foto: Jean Luiz Féder
Funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, servindo do café da manhã ao almoço (das 11h30 às 14h com buffet a R$ 93,49 o quilo ou R$ 59 livre, de segunda a sexta; sábado, R$ 115,90 ou R$ 75,80 livre) e o jantar. Mas o destaque é o café colonial servido a partir das 15h30. Chegamos um pouco antes e uma fila já começava a se formar.
Por R$ 75 por pessoa, uma mesa muito bem servida apresenta, ao se fazer reserva com 48 horas de antecedência (47-98496-2947), diversos quitutes à base de erva-mate. Vão de coxinha, bolos como o de laranja com erva-mate, brigadeiro, mousse, trufas, waffle, pães a lasanha. Tem que provar todos.

Buffet com produtos feitos com erva-mate na Doce e Fricotes. Foto: Jean Luiz Féder
Fora do Centro, mas só a 10 minutos de distância, o Bosque Villa Café é outra opção de passar bem.
Das sócias Noeli Slugowieski e Fernanda Souza Prestes, abre com reserva no (47)98436-8489 de segunda a sexta das 14h às 19h para colocar uma mesa farta num espaço que tem árvores, área verde, alguns bichos (codornas, galinhas e coelhos) para interação com crianças e um rio passando para dar tranquilidade. Aceita reserva a partir de duas pessoas com 24 horas de antecedência.

Foto: Jean Luiz Féder
As duas contam que aprenderam na prática e o que provamos mostrou que deu certo. E elas contam com a ajuda do pai da Fernanda que é padeiro há mais de 30 anos.
Uma vez por mês, no segundo ou terceiro sábado, o Bosque abre para um café colonial com até 30 opções de doces e salgados.
Uma das receitas exclusivas do Bosque é o Cuque de Creme de Erva-Mate com Farofa de Pinhão, onde a “combinação da erva-mate e do pinhão traduz memória, território e identidade gastronômica”.

Cuque de Creme de Erva-Mate com Farofa de Pinhão.
Rendimento – aproximadamente 3 cuques
Ingredientes – Massa
1256 g de margarina
275 g de açúcar
Meia colher (sobremesa) de emulsificante
4 ovos inteiros
Aproximadamente 250 ml de leite
25 g de fermento químico em pó
Ingredientes – Creme de Erva-Mate
500 ml de leite
5 gemas peneiradas
100 g de açúcar
2 colheres (sopa) de amido de milho
1 colher (chá) de essência de baunilha
2 colheres (sopa) de pó de erva-mate peneirado
Ingredientes – Farofa de Pinhão
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
100 g de pinhão pré-cozido cortado em pedaços
Canela a gosto
Modo de preparo – Creme de Erva-Mate
Misture o leite, as gemas peneiradas, o açúcar e o amigo de milho até obter uma mistura homogênea. Acrescente a baunilha e o pó de erva-mate peneirado. Leve ao fogo médio, mexendo constantemente até engrossar e atingir a consistência de creme de confeiteiro. Retire do fogo, cubra com plástico-filme em contato com o creme e reserve para esfriar.
Modo de preparo – Massa
Bata a margarina com o açúcar até formar um creme claro. Acrescente o emulsificante e os ovos, um a um, batendo bem. Incorpore a farinha de trigo e o amigo de milho, alternando com o leite. Por último, misture delicadamente o fermento químico.
Preparo da Farofa de Pinhão
Misture todos os ingredientes da farofa – farinha de trigo, açúcar, margarina, canela e os pedaços de pinhão – até obter uma farofa úmida e homogênia.
Montagem
Distribua a massa em formas ou assadeiras próprias para cuques, previamente untadas. Espalhe uma camada uniforme do creme de erva-mate sobre a massa e finalize cobrindo com a farofa de pinhão.
Cocção
Leve ao forno pré-aquecido a 160ºC por 35 a 40 minutos ou até que a superfície esteja levemente dourada e firme ao toque.
Conservação
Pode ser mantido em temperatura ambiente por até 24 horas, em local fresco e seco. Sob refrigeração, conserva-se por até 3 dias. Não é recomendado do congelamento.
E a erva-mate também foi para dentro da garrafa.
Na Fazenda Rio Bonito, em Bela Vista do Toldo (35 minutos do Centro de Canoinhas), com área de 260 hectares, sendo 200 deles destinados à plantação, a visita vai apresentar as técnicas de cultivo e manejo da erva-mate com os visitantes conhecendo a área de plantação da árvore que pode ultrapassar os 8 metros de altura que está à sombra de araucárias.
O passeio tem duração de cerca de quase uma hora (é preciso fazer reserva no 47-99969-0776) e será guiado pelos proprietários Alfredo e Tânia Scultetus. E encerra com a degustação de uma cerveja saborizada com erva-mate que tem receita do engenheiro civil Alfredo. O lúpulo da cerveja é cultivado na Rio Bonito.

Foto: Jean Luiz Féder
Além de erva-mate, na Fazenda se planta soja, milho, feijão preto e trigo, tudo com a técnica do plantio direto.
Lazer
Em Canoinhas duas atividades que não estão ligadas à erva-mate.
Comandado pela Maria Daiane Koge, mais conhecida como Day, o Sítio das Flores tem 13 anos.
Depois de tanto ver erva-mate, ir ao Sítio é vislumbrar um mundo de cores. A experiência aqui é como cultivar e manter plantas e flores saudáveis com uma aula da Day. Vai aprender a não deixar morrer sua planta em casa, com explicações sobre adubação e rega.

Day e suas plantas. Foto: Jean Luiz Féder
Além de visitar a área onde são cultivadas plantas e ervas, dê mais alguns passos e descubra uma casa com mais de 140 anos, da época da Guerra do Contestado, construída pelo bisavô Erick. A ideia de Day é conseguir apoio para adequar a casa para visitação pública.

Casa construída durante a Guerra do Contestado. Foto: Jean Luiz Féder
O passeio e aula que podem ser feitos de segunda a sexta das 8h às 12h e das 13h30 às 18h, tem duração de pouco mais de uma hora e custa R$ 35 por pessoa. O agendamento é feito no (47)99921-8095. O Sítio fica a 10 minutos do Centro.
E a 350 metros do Sítio das Flores fica uma atração para a criançada e, também, para os adultos: o Sítio Recanto Feliz.
Aberto aos sábados, domingos e feriados das 14h às 18h, o Sítio Recanto Feliz tem uma área de 30 mil m² onde ficam mais de 50 espécies de animais, todos podendo interagir com o público.
A entrada é R$ 20 por pessoa a partir de 4 anos.

Foto: Jean Luiz Féder
Luiz e Tere definem o espaço como uma “viagem à natureza” com as crianças podendo correr à vontade pela área verde e conviver com coelhos, pavões, ganso e outros pequenos animais.
Um de grande porte – a segunda maior ave do mundo – é o Emu Australiano. Ele pode atingir 1,90 metro de altura e chegar a 60 quilos. Não voa, corre até 50 km/h. O Luiz disse que é uma ave dócil. Só que quando estava a fazer uma anotação ela, sorrateira, veio por traz e deu uma bicada no meu braço esquerdo. Não machucou. Será que foi um carinho?

O Emu e dois pôneis. Foto: Jean Luiz Féder
No Recanto as crianças podem passear de trem e de pônei e os adultos conhecer o Jardim das Suculentas.

Jardim das Suculentas. Foto: Jean Luiz Féder
Tem uma lanchonete e aluga churrasqueira.
Onde ficar
A Casa do Vó Quina e a Casa do Vô Sílvio ficam em Três Barras, a 20 km do Centro de Canoinhas.
Ao escolher essa hospedagem você entrará na localidade de Campininha, uma área rural e um dos supermercados mais próximos fica a 14 km. Levar seus mantimentos para fazer a refeição no fogão à lenha é fundamental ao reservar uma das Casas. É recomendável levar lençóis para as camas.
Uma curiosidade é que a propriedade, até outubro de 1916 pertencia ao Estado do Paraná, e a Vô Quina, falecida em 1975, era filha do coronel João Pacheco. E aí vem muita história que é contada com entusiasmo por Janete Rosana Pacheco, a quarta geração na propriedade.

Janete é uma boa contadora de histórias. Foto: Jean Luiz Féder
O coronel foi um dos heróis do Cerco da Lapa, episódio da Revolução Federalista de 1894 e após perder sua fortuna na guerra ajudando a financiá-la, se mudou com a família para uma sesmaria no que é hoje Três Barras, sendo um dos seus primeiros colonizadores. Não vou contar mais porque a Janete, ao entregar a chave da Casa, pode contar isso, muito mais e, também sobre a Guerra do Contestado e os monges que por ali passaram.
A Casa Vô Sílvio tem três quartos, cozinha, chuveiro elétrico, tv a cabo, wi-fi, lavanderia e churrasqueira. A Pousada Casa da Vó Quina tem mais de cem anos e tem três quartos, dois banheiros, também com fogão à lenha e cadeiras na varanda com vista para a mata.

Quarto na Casa do Vô Sílvio. Foto: Jean Luiz Féder

Sala para café na Casa da Vó Quina. Foto: Jean Luiz Féder
Na área tem lago e com a Janete dá para combinar os passeios e atividades que podem ser feitos ali, como pesca e trilha.
Peça para a Janete fazer um bolo de erva-mate para tomar no café da manhã. Vai ser uma boa surpresa.
As Casas estão no Airbnb e o contato da Janete é (47)99646-3833.
Mais próximo de Canoinhas, a 12 minutos do Centro, o Sítio Esmeralda tem uma outra estrutura, é um pouco menos rural que a Pousada da Vó Quina. São três cabanas – Imbuía, Araucária e Cerejeira – equipadas com cozinha completa para fazer sua refeição, sala conjugada com o quarto, banheira de hidromassagem, chuveiro a gás, lareira e uma churrasqueira portátil. Pets de pequeno porte estão isentos de taxa.
Seu Nelson (um bom companheiro para tomar uma cervejinha), dona Anni e a Mari Tokarski recebem com simpatia e, como em toda Rota, com muita história.
A área foi comprada em 1970 e nela está a casa da família Resla, com mais de 100 anos, onde moram Nelson e Anni. Mas chegou um momento que eles disseram: “Aqui é bonito demais para ficar só com a gente”. Surgiu o turismo rural e, depois, a hospedagem.

Foto: Jean Luiz Féder
Tem pesca esportiva no lago, natureza com erva-mate (grupo maior de cinco pessoas planta uma muda), noz pécan, muita árvore, redes, cachoeira, piscina (no verão), ovinos e capivaras. “É para desacelerar, parar e respirar”, diz Mari.
Durante a semana, a diária é de R$ 350 o casal e aos finais de semana, R$ 400 por dia sem café. As reservas são feitas no (47)98837-3380. Importante, para quem é alérgico, levar repelentes e antialérgicos em razão do pólen das plantas e, dependendo de como está o tempo, butucas.

Cabana Imbuía. Foto: Jean Luiz Féder
As cabanas são atendidas por restaurantes da cidade via iFood. No momento do check-in os hóspedes recebem orientações sobre a hospedagem e uma listagem com sugestões de restaurantes.
Planejar a viagem à Rota é vivenciar as diversas fases históricas da produção da erva-mate e batendo papo, ouvir saborosas histórias e saber sobre um conflito pouco conhecido pelos brasileiros, a Guerra do Contestado.
Canoinhas está a cerca de 180 km de Curitiba, 195 km de Joinville, 210 km de Blumenau, 350 km de Florianópolis, 565 km de Porto Alegre e 585 km de São Paulo.
Mais informações sobre a região, clique aqui.
Now Boarding viajou a convite da Associação da Rota da Erva-Mate (Aremate) junto com os jornalistas da Abrajet-PR Maria Alice Varajão e Marcos Roberto Silva.

Alice, Janete, eu e Marcos. Foto: Marcos Roberto Silva
Jean Luiz Féder, jornalista associado à Abrajet-PR (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Paraná)
Este, nas fotos abaixo, é o Manchinha. Ele foi meu presente na volta de uma viagem a Londrina para minha filha, ainda pequena, como, acredito, todo pai faz quando viaja. Na minha viagem seguinte, Daniella emprestou o Manchinha para ir junto comigo dizendo que ele iria me proteger. E assim tem sido há mais de 30 anos: eu viajando e o Manchinha sempre me protegendo.

Manchinha na Casa do Vô Sílvio. Foto: Jean Luiz Féder

Manchinha no Sítio Esmeralda. Foto: Jean Luiz Féder






