Itália e Japão se uniram nesta semana contra o turismo de massa, de modo a propor políticas mais equilibradas, respeitosas com a comunidade e capazes de valorizar o patrimônio difuso.

A aliança entre Roma e Tóquio ocorreu durante uma conferência da Universidade de Bergamo no pavilhão italiano na Expo Mundial de Osaka, devendo envolver também o compartilhamento de dados, experiências e projetos capazes de abordar os desafios do turismo contemporâneo de forma mais inclusiva e sustentável.

De acordo com o estudo apresentado pela instituição de ensino, o turismo de massa tem saturado os visitantes, dos quais 43% pagariam a mais por uma experiência “menos tumultuada”.

“O overtourism não pode ser deixado à mercê de uma gestão espontânea: precisamos de uma estratégia integrada que envolva a comunidade local e se concentre em modelos de turismo autênticos e sustentáveis”, declarou Roberta Garibaldi, professora da Universidade de Bergamo, especialista de turismo enogastronômico e organizadora da conferência.

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A pesquisa apresentada em Osaka revela que quase metade dos italianos (49,8%) tiveram uma experiência ligada aos excessos no turismo, com desaprovação média de seis em cada dez.

Ainda segundo o estudo, o mesmo patamar de seis a cada dez italianos veem no turismo rural um meio eficaz para a redistribuição dos fluxos e alívio no congestionamento nos destinos mais procurados. Ao mesmo tempo, 74% dos italianos apoiam a melhoria das conexões com áreas do Interior, enquanto 67% veem o turismo gastronômico e enológico como uma oportunidade para aprimorar as cadeias de produção locais.

Ansa

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