A Patagônia é uma área no Extremo-Sul da América Latina que se espalha entre a Argentina e o Chile com tamanho de 1,9 milhão de km². É um destino procurado pelos brasileiros por suas paisagens insólitas e conexão profunda com a natureza. Entretando, diz Jefferson Gonzalez, embaixador do destino no Brasil, não são poucos os turistas que cometem erros ao planejar a viagem. O CEO da Patagonia Experience dá 8 dicas para garantir uma viagem sem sobressaltos.

1.Falta de planejamento prévio

A Patagônia exige um planejamento detalhado, especialmente durante as altas temporadas de verão, de outubro a março, e de inverno, de julho a agosto. Muitos turistas costumam deixar a organização da viagem para a última hora, o que pode resultar na indisponibilidade de bons hotéis nas suas respectivas categorias, dos tours mais concorridos, dos melhores receptivos e dos guias com habilitação oficial dos Parques. Começa a planejar a viagem com seis meses de antecedência.

2.Subestimar as condições climáticas

O clima na Patagônia é um tema que merece atenção especial. Muitas pessoas acreditam que a região é sempre fria, repleta de gelo e neve, com temperaturas extremas semelhantes às do extremo norte do planeta.

No entanto, poucos sabem que Ushuaia, a famosa Cidade do Fim do Mundo, está localizada em uma latitude similar à de cidades como Michigan, Liverpool e Dublin. Isso significa que as temperaturas não são tão severas quanto se imagina em comparação com países mais ao Norte, como Canadá, Islândia e Noruega.

Além disso, o frio na Patagônia tem características próprias. Ele é percebido de maneira diferente, não causando aquela sensação de “frio nos ossos” mesmo quando estamos bem agasalhados. Na verdade, muitos viajantes relatam que o frio patagônico pode ser até agradável quando se está adequadamente vestido.

Outro aspecto importante é a imprevisibilidade do clima. Durante o verão, os ventos são intensos, e não é à toa que uma das capas da National Geographic descreve a região como “Patagônia, a Terra do Vento”. Uma frase clássica resume bem a experiência: “Na Patagônia, você pode vivenciar as quatro estações em um único dia”.

Gonzalez aconselha que os viajantes estejam sempre preparados para enfrentar frio, vento e chuva. Roupas térmicas, casacos impermeáveis e acessórios como luvas e gorros são indispensáveis. É crucial optar por vestuário técnico adequado para climas extremos; blusões comuns e sapatos inadequados devem ser deixados no Brasil. Além disso, o uso de protetor solar e óculos escuros é fundamental devido aos altos níveis de radiação UV na região.

3.Não considerar as grandes distâncias entre os destinos

A Patagônia é uma região imensa, maior do que sete países europeus juntos. Muitos viajantes acreditam que podem explorar uma grande parte da Patagônia em uma única viagem. “Algumas pessoas subestimam as distâncias e acabam não aproveitando bem a experiência”, observa Jefferson.

Para otimizar a viagem, ele sugere planejar roteiros que contemplem diferentes regiões ao longo do tempo, focando em áreas específicas a cada visita. Embora muitos desejem conhecer tanto a Patagônia argentina quanto a chilena em uma única viagem, é aconselhável fazê-lo separadamente. Ambas as regiões são deslumbrantes e oferecem atrações únicas que merecem ser exploradas com calma.

4.Erros em trilhas e passeios

Ao explorar os parques nacionais Torres del Paine, no Chile, e Los Glaciares, na Argentina, é fundamental seguir as orientações dos guias e respeitar as condições das trilhas. “Muitos turistas ignoram os níveis de dificuldade das trilhas e acabam se colocando em risco. Ter o acompanhamento de um guia especializado é essencial para uma experiência segura em locais onde as trilhas não são fáceis e a sinalização pode ser insuficiente”, alerta Gonzalez.

Ele ainda enfatiza: “Nunca saia das trilhas marcadas; a maioria dos acidentes resulta dessa atitude irresponsável de alguns viajantes”. Outro erro grave é acender fogo em papel higiênico ou cozinhar em locais impróprios durante as trilhas ou acampamentos dentro dos parques da Patagônia. Essas ações não apenas colocam a segurança do viajante em risco, mas também prejudicam o meio ambiente.

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5.Ignorar as regras de preservação ambiental

A Patagônia é um território de ecossistemas delicados e únicos, onde a preservação ambiental é fundamental. É crucial que todos os visitantes respeitem as diretrizes estabelecidas para proteger essa região.

“Os viajantes devem retornar aos hotéis com todos os resíduos gerados durante os passeios e evitar coletar qualquer item natural dos parques nacionais”, explica Gonzalez.

6.Viagens sem guias em esportes de aventura

Para atividades como trekking, hiking, caiaque, mountain bike e escalada, a presença de guias experientes é fundamental. Jefferson Gonzalez alerta: “Participar dessas atividades sem orientação profissional pode resultar em acidentes. A presença de um guia não só aumenta a segurança, mas também enriquece a experiência”.

7.Importância da orientação profissional

Os viajantes devem prestar atenção às instruções fornecidas pelos guias no início de cada atividade, uma vez que cada uma possui características e riscos específicos. É importante lembrar que qualquer atividade na Patagônia está longe de um hospital com acesso rápido.

8.Dicas para uma aventura segura

  • Sempre viaje com um guia: A experiência e o conhecimento local são essenciais para garantir sua segurança.
  • Escute as instruções: Preste atenção às orientações dos guias para evitar situações perigosas.
  • Tenha um seguro de viagem: Nunca viaje para a Patagônia sem um bom seguro; a segurança deve ser sempre a prioridade.

A Patagonia Experience foi criada em 2009 e oferece roteiros personalizados que proporcionam uma experiência autêntica e segura na Patagônia, permitindo aos turistas descobrirem os encantos dessa região única com o suporte de especialistas.

Com apoio Assimptur

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